08/06/2013

Se miran y se tocan

Uma grande diversidade de fórmulas marca os campeonatos nacionais sul-americanos. Mas a maior parte deles vem vivendo algo em comum. Os meses de maio e junho são momentos de definição para as ligas nacionais que seguem o calendário europeu - ou seja: todos, com exceção de Brasil, Peru e Equador, que têm um campeão conhecido no fim do ano.

Dos sete países restantes, em quatro já se conhece o campeão. Na última terça-feira, o Peñarol bateu o Defensor por 3 a 1 e se sagrou campeão da temporada uruguaia de 2012/2013. Os três gols foram marcados por Pacheco, que se consolidou como ídolo histórico do clube aurinegro, tendo participado das oito conquistas que o Manya conseguiu nos últimos 20 anos.

No Chile, a Unión Española saiu como campeã após uma última rodada dramática. O Bolívar levantou a taça no país governado por Evo Morales, enquanto o Anzoategui foi o campeão da liga venezuelana.

No Paraguai falta muito pouco para que o campeão seja conhecido. O Nacional tem 13 ponto de vantagem sobre o Guarani a apenas cinco rodadas do fim, o que faz com que o título dos tricolores seja mera questão de tempo. Uma vitória sobre o General Díaz na próxima rodada garantirá matematicamente a conquista da Academia.

Seguem indefinidas aquelas que são as duas mais interessantes ligas nacionais da América do Sul de fala espanhola. Na Colômbia começará a fase final, com as oito melhores equipes da temporada regular: Santa Fé, Nacional, Itagui, Deportivo Cali, Tolima, Millonarios, Deportivo Cali e Pasto.

Na Argentina também há incertezas de sobra quanto ao possível campeão. A três rodadas do fim, o Newell’s lidera com 32 pontos, seguido por Lanús e River Plate com 29. San Lorenzo e Godoy Cruz, com 27, ainda sonham, caso os rivais tenham uma série de tropeços.

As últimas atuações do Lanús indicam que a equipe do sul de Buenos Aires perdeu o fôlego na reta final do torneio. O que deixa o River Plate como postulante principal ao título, caso o favoritíssimo Newell’s perca pontos nas últimas partidas.

Mas o grande tema do momento no futebol argentino está na parte debaixo da tabela. Se a temporada terminasse hoje, o multicampeão Independiente estaria condenado ao rebaixamento pela primeira vez em sua gloriosa história. O Rojo precisa tirar cinco pontos de desvantagem em relação ao Argentinos Jrs., ou vencer todas as partidas restantes e torcer para que o Quilmes não consiga fazer três pontos nas últimas três rodadas. Uma situação dificílima, que, caso concretizada, deixaria apenas Arsenal e Boca Juniors como as únicas equipes argentinas a não conhecerem o dissabor do rebaixamento.

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