12/02/2014

Libertadores, ser tricampeão!

Douglas Zimmer

Salve, China Azul!

Estou nervoso. Nervoso pra caramba. Apesar de não estar aparentando muito, a ansiedade dentro de mim, somada à proximidade da partida de estreia do Cruzeiro na Libertadores da América de 2014, ao mesmo tempo em que parece que a hora não chega nunca, me deixa nervoso. Muito nervoso. Mas não é um nervosismo temerário. Não estou preocupado com o desempenho da equipe, por ora.


O nervosismo que toma conta de mim é justamente por eu, assim como todos os outros cruzeirenses, saber como é bom e quanto respeito essa competição merece. Chegar dizendo que somos favoritos ou que a nossa história e camisa bastam não é do nosso feitio. Tal qual um apaixonado rapaz fica com as mãos úmidas e a barriga fria ao reencontrar sua amada depois de um tempo, o desejo de sentir as emoções às quais já estamos acostumados torna a Libertadores especial.

Exército celeste inicia a busca pelo tri
(Créditos: Gualter Naves/Light Press/Textual)

Parte desse nervosismo vai me deixar nesta quarta-feira, quando o 'Maior de Minas' entrar em campo pela rodada de abertura da fase de grupos da LA'14. Os guerreiros e a comissão técnica já estão no Peru, onde vamos enfrentar o Real Garcilaso, às 22h, na cidade de Huancayo.

Aposta no entrosamento

Sem que haja grandes mudanças se compararmos com a equipe campeã nacional há dois meses, o Cruzeiro é o favorito para o confronto e precisa fazer valer essa condição, independente da altitude que vai enfrentar. As únicas peças efetivamente diferentes serão Souza no lugar de Nilton e, possivelmente, Willian ou Marcelo Moreno na vaga de Borges, lesionado. Nas demais posições, o time se manteve e ainda ganhou boas opções para a reposição - já que os reservas, quando solicitados, têm mostrado muita competência.

Entrosamento é a arma do Cruzeiro
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Nosso adversário é o clube mais jovem dessa edição, com apenas quatro anos de fundação, e ainda não atuou na temporada. Seu desempenho é, para muitos, uma incógnita. Como todo clube que manda seus jogos na altitude, o ar rarefeito é o principal trunfo. Além disso, os mandantes não são, de fato, os donos da casa. O Real Garcilaso vem mandando os jogos em Huancayo devido às reformas que estão sendo feitas em seu estádio, em Cuzco, capital do país.

Aguenta coração!
Boa Libertadores para todos nós!

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