06/04/2014

É hora da decisão, uai!

Alisson Millo

É hora da decisão do Mineiro e, mais uma vez, estamos sem manchetes. Atlético e Cruzeiro voltam a se enfrentar na final do torneio estadual. Mas desta vez, por coincidência, o foco "principal" dos arquirrivais não está na partida deste domingo. Junta na disputa da Libertadores, fato inédito na história, a dupla de Belo Horizonte trata a competição sul-americana como prioridade neste semestre.


Na última quinta-feira, a equipe alvinegra assegurou a classificação após o empate contra o Santa Fé, na Colômbia, e agora quer o primeiro lugar do grupo. No Independência, o Galo precisa de um empate contra o Zamora para garantir a liderança. Vale lembrar que, em 2013, o Atlético fez ótimo uso da vantagem de decidir os mata-matas em casa. Além de bater o São Paulo, o time de Cuca passou pelo Tijuana e reverteu duas vezes o placar de 2x0, contra Newell's e Olimpia.

Em BH, Galo segue forte e vingador
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Do lado azul, após a boa vitória diante da Universidad de Chile, por 2 a 0, em Santiago, o "sonho" de se classificar às oitavas da Libertadores segue vivo. Por isso, o Cruzeiro já pensa no duelo de quarta-feira, contra o Real Garcilaso, no Mineirão. E, como se não bastasse, a derrota na altitude de Huancayo e o racismo sofrido pelo volante Tinga motivam o elenco celeste em busca da vitória.

Clássico é clássico...

De volta ao jogo desta tarde, como diriam os sábios, clássico é clássico e vice-versa. Ninguém quer (e nem pode) perder. A exemplo da temporada passada, a primeira partida acontece no estádio do Horto, a segunda no Gigante da Pampulha. Em busca do tri estadual, que não se repete desde 1981/1983, o Atlético vai enfrentar o Cruzeiro, que permanece invicto na competição.

Mineirão é trunfo do time azul celeste
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

Paulo Autuori e Marcelo Oliveira já deram sinais de que levarão a campo o que tem de melhor. De um lado, o campeão das Américas, de Ronaldinho Gaúcho. Do outro, o campeão brasileiro, de Júlio Baptista. A emoção está escalada. Com ela, muita rivalidade, provocação e, assim espero, paz nas ruas e nos estádios da capital.

Nenhum comentário:

Postar um comentário