11/11/2015


Segunda edição do 'Ciclo de Debates Muda Futebol Brasileiro'
foi realizada nessa terça, no plenário da Assembleia mineira

Vinícius Dias

Com direito a uma plateia reforçada por nomes consagrados no cenário mineiro, como os ex-jogadores Wilson Gottardo, Paulo Roberto Prestes e Fábio Júnior e os treinadores Renê Santana, Ricardo Drubscky e Emerson Ávila, o plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais recebeu, nessa terça-feira, dia 10 de novembro, a segunda edição do 'Ciclo de Debates Muda Futebol Brasileiro'. O evento contou três paineis temáticos, além de três palestras de especialistas.

Palestrantes do II Ciclo de Debates
(Créditos: Sarah Torres/ALMG/Divulgação)

Na palestra magna, o diretor da Universidade do Futebol, Eduardo Tega, citou a realização de debates profundos como 'lado positivo do 7 a 1'. Os portugueses Júlio Garganta, doutor em Ciências do Desporto, e Isabel Mesquita, da Universidade do Porto, foram os outros dois palestrantes. Isabel abordou o mercado dos técnicos, criticando a legislação brasileira, que obriga que os profissionais tenham graduação em Educação Física, enquanto Júlio destacou o processo de formação de atletas. "Talento é conquista, e não dom", afirmou.

Reestruturação do futebol

O painel sobre reestruturação do futebol brasileiro reuniu, entre outros personagens, o zagueiro Gilberto Silva; o diretor de competições da FMF, Paulo Bracks; Lásaro Cândido, diretor jurídico do Atlético, que detalhou a Lei Federal 13.155/2015 - conhecida como Profut - e Sérgio Rodrigues. O superintendente de futebol celeste abordou tópicos como a intervenção estatal no futebol, que julga desnecessária, e a valorização do produto a partir da divisão mais equilibrada de cotas.

Louis Dolabela e Paulo Roberto Prestes
(Créditos: Vinícius Dias/Blog Toque Di Letra)

À tarde, Márcio Rezende de Freitas comandou um painel sobre arbitragem no futebol e discutiu itens como profissionalização e uso de tecnologia. O comentarista avaliou como incoerente o fato de os árbitros serem a única engrenagem amadora de um esporte que movimenta bilhões de reais. No painel final, convidados ligados ao poder judiciário e à administração de clubes, além de Próspero Paoli, doutor em Educação Física, debateram o cenário atual e as perspectivas para o futebol amador e as categorias de base em Minas Gerais.

Inscritos elogiam o evento

Depois de participar do ciclo pelo segundo ano consecutivo, o advogado Louis Dolabela, especialista em direito desportivo, exaltou a iniciativa. "Os temas escolhidos são relevantes, refletem a necessidade de se repensar o futebol brasileiro, principalmente fora de campo", disse. Louis apontou, no entanto, a importância de o debate resultar em ações práticas. "É preciso saber quais medidas efetivas os responsáveis pelo ciclo de debates estão tomando para mudar o futebol brasileiro".

Fábio Júnior ao lado de Wilson Gottardo
(Créditos: Vinícius Dias/Blog Toque Di Letra)

Presença ilustre, o ex-zagueiro Wilson Gottardo, capitão do Cruzeiro na conquista da Copa Libertadores, em 1997, destacou a importância de se discutir novas ideias e propostas para o futebol, algo que já acontece em países europeus desde a década de 1970. A expectativa, contudo, é por resultados em longo prazo. "Essa é uma discussão ampla, complexa. Não podemos caminhar todos esses passos em cinco ou dez anos. É preciso haver tempo", pontuou.

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