04/01/2017


Presidente do clube entre 1991 e 1994, ítalo-brasileiro César Masci
não se vê como opositor de Gilvan: 'aceito uma composição', revela

Vinícius Dias

Ainda sem data marcada, as eleições do Cruzeiro acontecerão apenas no segundo semestre. Nos bastidores, no entanto, as articulações já tiveram início. A possibilidade de alteração do estatuto visando ao surgimento de novas lideranças coexiste com as prováveis candidaturas de duas figuras históricas: Zezé Perrella e César Masci. Presidente do clube entre 1991 e 1994, Masci revelou ao Blog Toque Di Letra a intenção de voltar à cena política do clube celeste.


"Vou disputar. Já falei com vários conselheiros", disse Masci, que esteve na missa de aniversário, na segunda-feira. "Já tenho outros nomes que estão comigo, mas ainda não é hora (de anunciar)", completou. O ex-presidente ressaltou que não se vê como opositor de Gilvan de Pinho Tavares. "É um bom presidente, eu o apoio. Estou pronto para um diálogo com ele, aceito até uma composição (para a eleição), desde que ele também atenda às reivindicações dos italianos".

Masci, à esquerda, durante homenagem
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

A provável candidatura é trabalhada em um contexto de insatisfação de representantes da bancada italiana do Conselho com o que tratam como "enfraquecimento dos laços" por parte da atual gestão. Antes da última eleição, por exemplo, Masci chegou a sugerir que Gilvan incluísse um vice ítalo-brasileiro em sua chapa. O desejo não foi atendido, mas a bancada manteve o apoio ao candidato eleito.

Italianos em todas as chapas

De forma paralela, integrantes do grupo esboçam uma articulação para garantir representatividade independentemente do resultado do pleito de 2017. "Estamos com um movimento para tentar que todos os candidatos tenham um conselheiro com sobrenome italiano na chapa", destaca Anísio Ciscotto, ex-presidente do Conselho Fiscal da Raposa. As primeiras ações devem ocorrer nos próximos meses.

Um comentário:

  1. Talvez se a segunda guerra não tivesse acontecido, o Cruzeiro seria um clube 100% italiano.

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