10/10/2018

No Atlético, a derrota é em primeiro turno

Alisson Millo*

Nas eleições do Atlético, a derrota é em primeiro turno. As propostas até parecem boas: contratar jogadores jovens, construir o futuro e desenvolver a partir daí. Nessa linha, milhões foram gastos com um monte de apostas que, na hora do vamos ver, não vemos nada. Mais do que isso, tiram espaço de talentos da base que ficam em segundo plano perante os investimentos feitos pelo nosso grande diretor de futebol.


Há pouco tempo, neste espaço, exaltei o fato de Bruninho e Hulk terminarem uma partida em campo. Depois disso, nenhum deles jogou mais. Tomás Andrade, David Terans, Leandrinho e Edinho ocupam o espaço que deveria ser de Bruno Roberto, sequer relacionado. Contra a Chapecoense, Gabriel - aquele mesmo - foi um destaque positivo em meio a tantos negativos. Embora irregular, Gabriel é infinitamente superior a Juninho. Outra opção para a zaga é Martin Rea, mas ninguém o conhece e, ao que parece, ele não terá chances tão cedo para justificar sua contratação. E segue ocupando a vaga dos jovens defensores que poderiam ser promovidos.

Atlético, de Denilson, segue em 6º
(Créditos: Pedro Souza/Atlético-MG)

No sábado, Denilson foi titular. Ele tem contrato até junho de 2023. Chegou neste ano com quatro temporadas como profissional e raros gols. Alerrandro, uma das maiores promessas recentes da base, perdeu espaço para ele. Marquinhos e Marco Túlio foram embora sem ter nenhum espaço. E quanto espaço jogadores ruins estão tendo aí hoje? Construir o futuro não passa apenas por trazer jovens unicamente pela idade. É necessário talento. Talvez a inexperiência dos dirigentes, incluindo o presidente, à frente de clubes de futebol explique a série de erros banais.

Outro que tem o problema da pouca idade e da pouca experiência é Thiago Larghi. O eterno interino, o estagiário, o aprendiz, o analista de desempenho que pouco altera o time o mesmo diante do desempenho irregular. Há aproximadamente 15 mil rodadas o Atlético está na sexta posição. Sempre longe do quinto, sempre longe do sétimo e sempre com a ilusão que alguns tentam difundir de que o Galo ainda briga pelo título. Pelo menos os 45 pontos chegaram. Se neste ano não pudemos comemorar muito, pelo menos alcançamos cedo essa marca simbólica. Chega logo, 2019!

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!

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