Paixão de bar, de Galo!

Gaaalooo! Saudações, massa!

A Arena Independência lotará hoje, mais uma vez. Por volta de 21 mil torcedores acompanharão o Galo de perto. Privilégio! Pois o restante da imensa nação atleticana terá a tv, rádio e internet como únicas opções para acompanhar a partida. Alguns no aconchego de casa, e outros na festa do bar.

E por toda Minas Gerais, principalmente por toda Belo Horizonte, haverá pequenos "independências" gritando "Galo" durante a noite. É nos bares onde sentimos o nosso coração, quase ali, à beira do campo. Vibramos, aplaudimos, cantamos e, até, xingamos com um ambiente que tenta nos aproximar do nosso querido clube... Que, embora longe dali, parece tão perto. Você sabe do que estou falando.

O bar tem a sua graça. Podemos ali, beber aquela cervejinha, comer um torresminho, ou o tradicional tropeiro (sem preços abusivos, diga-se de passagem) e bater um papo torcedor com alguém. Uma opção bastante aconchegante que deveria estar também nas arquibancadas brasileiras. Enfim, os bares tornam-se mais que um consolo aos torcedores que não puderam ir ao estádio.

E, se para nós basta 'observar' de longe, o time, novamente, terá uma tarefa difícil em campo. Principalmente, se Bernard e Réver estiverem de fora. Emoção a mais para, então, contra o The Strongest, da Bolívia, o chavão: "caiu no Horto, tá morto" continuar valendo. E aos boêmios por todo o planeta fica o brinde: Galo!

Arsenal: clube-empresa?

Neste mundo do futebol, a mudança é constante. Seja na reformulação do elenco ou nas trocas de treinadores: fato comum neste jogo, mas com casos que fogem à regra. Sob os exemplos de Ferguson e Arsène Wegner, até os mais 'pessimistas' do esporte confiam em vida longa aos comandantes. Histórias distintas, e idolatria muito parecida. Mas, nos últimos anos, o técnico francês do Arsenal, Arsène Wegner, tem alimentado uma longa 'desavença' na relação com os torcedores dos Gunners, acerca de sua permanência.

Sejamos racionais - e analisemos como um caso a parte. Um clube de tradição, 'preso' a investidores americanos. O grande problema está na administração. E, sim, pode-se dizer que Wènger tem a sua parcela de culpa, mas não é a maior. O longo projeto de depenar os elencos para lucrar levou a um ponto em que o clube não mais triunfa. A venda de craques como Fábregas, Van Persie, Adebayor e Nasri é exemplo da má administração.  

Wènger, contudo, tira "leite de pedra", e consegue manter a equipe no terceiro lugar da Premier, liga mais rica e disputada do mundo. Wènger montou um dos melhores grupos dos últimos anos: o time campeão em 2004. Montou, ainda, uma equipe que foi comparada ao Barcelona. Um time que troca passes de uma forma bastante sutil e simples, mas que sente a falta de experiência e de alguns jogadores para complementar o seu elenco. 

Circula pelos corredores dos tablóides ingleses a possível venda do time inglês para árabes por quatro bilhões de reais. Só adiará o problema por algum tempo. O buraco é fundo, mas a saída é muito fácil. O dinheiro é importante no futebol, porém, antes, precisa ser bem gerido. Em uma administração do clube como clube, respeitando a torcida, tradições, e não como empresa.

Que jogue o melhor...

Salve, China Azul!

No sábado, o Cruzeiro participou de mais um daqueles jogos encardidos, contra uma defesa fechada, uma forte marcação e que fazia todos acharem que a vitória só sairia se o adversário falhasse. De fato, o Cruzeiro demorou a encontrar o caminho do gol. Só o fez quando entrou em campo o jovem Vinícius Araújo.

Vinícius entrou em substituição a Anselmo Ramon, machucado, e fez seu primeiro gol como profissional. Mas a boa atuação e o reconhecimento da torcida vão além da bola na rede. Araújo é um garoto esforçado, taticamente obediente e que, por algum motivo, sempre está no lugar certo e na hora certa. Seu primeiro gol com a camisa celeste pelo time profissional foi assim. Um rebote e o garoto estava lá pra empurrar pro barbante. Méritos para ele que soube se posicionar e esperar a bola.

Mas deixando um pouco o Vinícius de lado, gostaria de exaltar o "rodízio" que vem sendo feito pelo técnico Marcelo Oliveira. Experimentando jogadores (seja no time titular, ou no reserva), MO pode ter uma noção melhor do material que tem em mãos. Espero também que ele coloque em campo quem estiver melhor no momento. Um jogo de futebol é um momento fugaz, rápido demais para se insistir em um ou outro jogador só porque tem mais nome ou porque a torcida o badala mais.

Não estou aqui criticando o recém-chegado Diego Souza. Claro que ele precisa reviver seu grande futebol se quiser se firmar no time titular. Mas, se isso não acontecer, ou se demorar para, não vejo problema algum em ver nosso camisa 10 comendo um banquinho enquanto Éverton Ribeiro, Élber, Martinuccio (mais à frente) vão a campo. E isso vale para todas as posições. Gosto de ter um time definido, daqueles que o torcedor sabe todinho, do 1 ao 11. Mas já que temos um elenco forte, cheio de opções para "confundir" a cabeça do nosso comandante, que façamos uso dele.

Por enquanto, são poucas as ressalvas. Acredito no trabalho dos jogadores, da diretoria e da comissão técnica. Se a lógica e a coerência imperarem, boa coisa há de sair desse conjunto.

Três gols, três pontos...

Com o mesmo placar: 3 a 1, Cruzeiro e Atlético voltaram a somar três pontos no estadual. No sábado, a Raposa contou com gols de Vinícius Araújo, Éverton Ribeiro e Élber para derrotar o Tombense, no Mineirão. Neste domingo, foi a vez de o Galo bater, sem dificuldades, o Guarani. Diego Tardelli, que marcou duas vezes, foi o nome do jogo. Richarlyson completou o placar, para a alegria de Cuca. Invencibilidade mantida no Independência.

Sétimo colocado, o América decepcionou novamente. Depois de abrir o marcador diante do Tupi, em Juiz de Fora, o Coelho cedeu o empate, e ficou com cinco pontos na tabela. Nos outros duelos, destaque para o Nacional, que bateu o América-TO, por 4 a 0, conquistando a primeira vitória, e para o Vila Nova, que chegou ao terceiro lugar após vencer o Boa, por 3 a 1. O Leão está invicto no Mineiro, na companhia de Tupi e Cruzeiro.

Profecia cumprida

Principal revelação da base celeste, o atacante Vinícius Araújo, de 20 anos, marcou pela primeira vez com a camisa profissional da Raposa, no sábado. Satisfeito com a oportunidade, o jovem destacou o diálogo com Élber, ainda no banco de reservas. "Deus está me abençoando. Eu falei com o Élber que, se entrasse, eu faria o primeiro gol pelo profissional. A bola sobrou para mim, consegui empurrar para dentro do gol", contou o camisa 30.

Dupla amarelinha?

Na próxima terça-feira, dia 05, o técnico Luiz Felipe Scolari convocará a seleção brasileira para a disputa de dois amistosos. Diante da Itália, dia 21, em Genebra, e da Rússia, dia 25, em Londres. A expectativa é pela presença da dupla atleticana: Ronaldinho Gaúcho e Bernard. Destaques alvinegros em 2012, os meias têm brilhado nas rodadas iniciais da Copa Libertadores: R10 participou de cinco dos oito gols; Bernard anotou três vezes no torneio.

Fla e Flu dão adeus

Após por fim ao jejum e, quase três anos depois, voltar a derrotar o Flamengo, por 2 a 0, o Botafogo disputa, no domingo, dia 10, a final da Taca Guanabara. O adversário será o Vasco que, no sábado, superou o Fluminense, por 3 a 2, em jogo eletrizante e marcado por duas viradas. Com o ataque mais positivo do Grupo A, o cruz-maltino (que marcou 21 vezes) terá pela frente a equipe da defesa menos vazada (apenas sete gols sofridos).