Contrato com a Olympikus se encerra neste ano; marca tem,
pelo menos, três concorrentes; Penalty fez melhor proposta

Vinícius Dias

A quatro meses do fim do vínculo com a Olympikus, o Cruzeiro ainda não definiu seu fornecedor de material esportivo para a próxima temporada. A Raposa teria recebido pelo menos três propostas de marcas concorrentes interessadas em substituir a empresa. A mais vantajosa, segundo o Blog Toque Di Letra apurou, seria a da Penalty. A cúpula celeste, no entanto, não descarta a renovação.


"A Olympikus tem a preferência para a renovação do contrato, e estamos negociando, porém ainda não tivemos um desfecho. Caso ela não exerça essa preferência, o Cruzeiro pode, sim, ter um novo fornecedor a partir de 2015", explicou o diretor de marketing, Marcone Barbosa, ao Blog Toque Di Letra, na última quinta.

Olympikus assina camisa azul desde 2012
(Créditos: Pedro Vilela/Light Press/Textual)

Sem especificar os nomes, o diretor cruzeirense admitiu que a Raposa foi contatada por outras marcas. "O Cruzeiro conversa com todos os players do mercado, mas estamos muito satisfeitos com o aspecto financeiro que esse contrato (com a Olympikus) proporciona para o clube", argumentou Marcone Barbosa.

Parceria de sucesso

A parceria entre o clube mineiro e o grupo Vulcabrás/Azaleia, detentor da marca Olympikus no Brasil, foi iniciada no ano de 2009, quando a linha de uniformes da Raposa passou a ser confeccionada pela britânica Reebok. A troca pela marca Olympikus foi oficializada a partir da coleção apresentada em março de 2012.

Banco BMG deve renovar com o Cruzeiro
(Créditos: Gualter Naves/Light Press/Textual)

Na visão de Marcone Barbosa, apesar das falhas de distribuição ocorridas nos últimos meses, o balanço da parceria é positivo. "Já são seis anos de relacionamento. Nesse período, se a gente fizer uma avaliação, o contrato foi muito positivo para o Cruzeiro e trouxe uma remuneração expressiva", observou o dirigente.

BMG deve renovar

A diretoria do clube também negocia a renovação do acordo de patrocínio máster com o Banco BMG. Embora tenha recebido uma oferta da Caixa, a tendência é de que a logomarca do banco mineiro continue estampada na camisa azul na próxima temporada. "O Cruzeiro tem contrato com o BMG até o fim do ano e o BMG já manifestou interesse em permanecer", disse o diretor de marketing.


Com mais de 60 mil sócios-torcedores, time celeste é o 3º no
ranking nacional e soma quase 13 mil adesões apenas em 2014

Vinícius Dias

Depois de o Cruzeiro bater a marca de 60 mil sócios-torcedores na última quinta-feira, o departamento de marketing do clube projeta atingir 80 mil associados até o fim da atual temporada. Atualmente, o time mineiro está em terceiro lugar no ranking nacional, superado pelo Grêmio e pelo líder Inter, que soma mais de 122 mil sócios.


Em entrevista ao Blog Toque Di Letra, o diretor de marketing do clube, Marcone Barbosa, comemorou os resultados positivos. "Da maneira como tem ocorrido o crescimento, é grande a possibilidade de atingirmos os 100 mil sócios-torcedores antes mesmo de 2021, ano do centenário do clube", afirmou, fazendo referência à previsão feita em 2012 pelo presidente do clube, Gilvan de Pinho Tavares.

Parceria: Raposa conta com 60 mil sócios
(Créditos: Netun Lima/Light Press/Textual)

De acordo com dados atualizados nessa sexta-feira pelo Movimento por um Futebol Melhor, apenas no mês de agosto, a Raposa contabilizou 633 sócios-torcedores. O clube azul é o que mais conquistou sócios nesta temporada. Até as 19h de ontem, haviam sido contabilizadas 12.979 adesões em 2014.

Programa de sucesso

"Os números comprovam que o programa do Cruzeiro é um programa de sucesso", avaliou Marcone Barbosa. O diretor também destacou o impacto positivo da receita do programa na arrecadação do clube. "Iniciamos 2013 com sete mil sócios, hoje estamos com 60 mil. A arrecadação, que fechou 2012 em R$ 5 milhões, chegou a R$ 40 milhões em 2013. É um exemplo bem sucedido", acrescentou.

Carro-chefe: sócios impulsionam futebol
(Créditos: Juliana Flister/Vipcomm)

Há duas semanas, quando acertou a renovação do contrato do atacante Willian, o presidente Gilvan de Pinho Tavares reafirmou a importância dos torcedores para o projeto celeste. "Se não tivermos jogadores de nível em todas as posições, não teremos resultados. E isso custa caro. Quem tem pagado é o Sócio do Futebol", pontuou.

Situação do programa

Atualmente, a Raposa oferece sete categorias de sócios-torcedores, com valores entre R$ 12 e R$ 220 por mês. Quatro categorias possuem acesso garantido às partidas de mando do clube no Mineirão. A categoria sócio-Brasileiro, que permite acesso ao portão C superior, está esgotada no momento.

Dunga, o ouro está em Minas!

Alexandre Oliveira

Há algum tempo, as montanhas de Minas Gerais oferecem preciosidades. Historicamente, o estado do minério de ferro contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento do país. Apesar disso, no século XVIII, durante o processo de modernização do Brasil, o ciclo do ouro transformou a região em cenário de vários conflitos. Modernização rima com renovação, também no futebol.


Afinal, depois do fracasso na Copa do Mundo, o futebol brasileiro precisa passar por um momento de renovação. E nada melhor do que seguir um exemplo de sucesso: o futebol mineiro.

Dunga e Gilmar: caras novas na seleção
(Créditos: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)

Desde 2012, quando o Atlético fez boa campanha no Brasileiro, os clubes mineiros estão em ótima fase. Em 2013, o mesmo Atlético confirmou sua força no país e no continente ao conquistar a Libertadores. Ainda no ano passado, o Cruzeiro desbancou os principais rivais e venceu o Brasileirão, sem dificuldades. A sequência do trabalho significou mais confiança e bom desempenho neste ano.

Esperança renovada

Certeza de ótimos ventos, afinal, em sua primeira passagem pela seleção, Dunga mostrou que estava atento ao futebol mineiro. Em 2006, o técnico convocou Fábio, goleiro e capitão do Cruzeiro, logo em sua primeira lista, anunciada após a demissão de Carlos Alberto Parreira. Na época, o meia-atacante Wágner, um dos destaques do time azul estrelado, também fora convocado por Dunga.

Fábio: o símbolo do campeão Cruzeiro
(Créditos: Gualter Naves/Light Press/Textual)

No ano seguinte, ainda como jogador do rival Atlético, o zagueiro Leandro Almeida foi convocado pelo gaúcho - que, em 2008, o deixaria de fora da seleção olímpica. Trajetória diferente da traçada por Ramires, do Cruzeiro. Depois de participar da campanha que significou a medalha de bronze, em Pequim, o volante ainda disputou a Copa do Mundo de 2014 e, a princípio, deve seguir no grupo para 2018.

Ano novo, vida nova

Artilheiro do Brasileiro, 42 gols na temporada. Depois de se destacar nos gramados mineiros, Diego Tardelli também teve a sua primeira chance na seleção em 2009, sob o comando do técnico Dunga. Um dos símbolos do título da Libertadores de 2013, e artilheiro da Recopa neste ano, o 'Dom Diego', como é apelidado pela torcida, espera ter uma nova chance com a camisa canarinho. Embora estará com 33 anos na próxima Copa, Tardelli pode significar um toque de experiência importante para uma seleção que passa por renovação.

Tardelli: goleador a serviço do Atlético
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Ao lado dele, devem estar alguns jogadores do Cruzeiro, dono do melhor conjunto do Brasil. Talvez seja tarde demais para Fábio e Dagoberto, por exemplo, mas outros celestes surgem como 'apostas' para 2016 e 2018. Mayke e Lucas Silva são ótimas opções para a seleção olímpica - que será comandada por Alexandre Gallo. No time principal, Dedé e Éverton Ribeiro são os mais cotados, mas o artilheiro do Brasileiro, Ricardo Goulart, corre por fora, e não seria surpresa.

A vez dos campeões!

Do lado alvinegro, além de Victor e Jô, que disputaram o Mundial de 2014, devem surgir outros bons nomes para Dunga. Marcos Rocha e Réver, por exemplo, podem agregar experiência à equipe. Resta-nos torcer para que os mineiros mantenham o (ótimo) nível para emplacar nomes na primeira convocação de Dunga, que reestreia diante da Colômbia, em Miami, no dia 05 de setembro. E que o treinador, como na história do desenho, busque seu ouro nas Minas.

Quem pode substituir R10?

Tiago de Melo

A saída do meia Ronaldinho Gaúcho do Atlético foi uma das notícias mais importantes da semana no futebol brasileiro. O que é bem compreensível. Apesar das apagadas atuações recentes, é um nome de muito peso, que foi essencial no histórico título da Copa Libertadores em 2013. Mas também deixa no ar uma nova questão: virá algum jogador para compor o elenco após tal perda?


Uma opção seria o mercado sul-americano, tão negligenciado pelos clubes brasileiros, que, com a receita que possuem, têm condições de importar jogadores de qualquer clube dos países vizinhos. Desde que se observem bem os nomes e se tenha em mente que a adaptação pode demorar, pois cada país tem sua cultura futebolística.

Cárdenas: algoz alvinegro na Libertadores
(Créditos: Club Atlético Nacional/Divulgação)

Uma opção é Sherman Cárdenas. O jogador foi protagonista da eliminação alvinegra para o Atlético Nacional, de Medellín, e tem muitos atrativos. Aos 25 anos, é experiente o bastante para chegar e vestir a camisa do clube, mas ainda teria tempo suficiente de carreira para ter um valor de revenda interessante. Mais importante, se movimenta muito e pode jogar em todas as posições da linha de três no 4-2-3-1. Tem habilidade, sabe dar o passe final e marca seus gols - média é de aproximadamente dois a cada cinco jogos. O ponto negativo é que demandaria maior investimento. Mas, com certeza, teria salário menor que o de Ronaldinho.

De Arrascaeta: a promessa do Uruguai
(Créditos: Defensor Sporting/Divulgação)

Opção muito diferente é Georgian de Arrascaeta. O uruguaio, de 20 anos, foi revelado pelo Defensor, um dos clubes que melhor trabalha as divisões de base no continente, e passou com destaque por todas as seleções de base do país. 'El Cocho' tem muita facilidade no drible e é especialista em assistências. Também marca seus gols, embora se destaque na armação. Atua melhor centralizado, porém costuma não guardar posição e sempre busca os espaços vazios pelas laterais. Não é um jogador pronto, e seria investimento em longo prazo. O ideal seria contrato longo e tempo para o atleta se desenvolver. Potencialmente, teria alto valor de revenda, por ser cotado para a seleção uruguaia.

Fernández: destaque do Gimnasia La Plata
(Créditos: Club de Gimnasia La Plata/Divulgação)

Na Argentina, uma boa opção seria Ignacio Fernández. O talentoso atleta, de 24 anos, foi peça essencial na ótima campanha do Gimnasia La Plata na edição passada da liga argentina. Multifuncional, Fernandez já foi escalado como volante, mas se destaca como armador pela esquerda ou no meio. Habilidoso, o canhoto trata a bola com carinho e é ótimo em assistências, ainda que faça poucos gols. Em suma, tem todas as características de um enganche argentino clássico.

Villalba: titular do finalista San Lorenzo
(Créditos: Agência i7/Minas Arena/Divulgação)

Outro nome interessante é Hector Villalba. O jogador, de apenas 20 anos, defende o San Lorenzo, clube em que construiu toda a sua trajetória nas categorias de base. 'Tito' possui características que poderiam facilitar sua adaptação ao futebol brasileiro. Joga pela direita e acompanha os laterais adversários quando esses avançam para o ataque, mas é muito agressivo ofensivamente, sendo peça ideal para fazer o lado direito em um 4-2-3-1, sistema que é utilizado pelo San Lorenzo. É um típico jogador de lado do campo, que marca, ataca e constrói boas tramas ofensivas, porém marca poucos gols.