Destaque do Goiás, atacante volta ao radar do clube celeste;
agente de Bruno Henrique ofereceu Malouda durante reunião

Vinícius Dias

Destaque do Goiás na Série A, com seis gols e seis assistências, o avante Bruno Henrique, de 24 anos, está na pauta do Cruzeiro. Segundo o Blog Toque Di Letra apurou, o nome do atleta foi mencionado recentemente durante encontro entre Sérgio Rodrigues, superintendente de futebol do clube, e Dênis Ricardo, agente e dono de 40% dos direitos de Bruno. Nos bastidores, há a expectativa de que a Raposa faça uma oferta ao fim do torneio. Seria a segunda tentativa no ano.


A primeira foi realizada por Valdir Barbosa, à época gerente de futebol do Cruzeiro, no início do Campeonato Brasileiro. "A intenção do Cruzeiro era trazê-lo para Belo Horizonte ainda neste ano, mas ele já havia feito sete jogos e não podia mais se transferir", disse Dênis. Questionado sobre o cenário atual, o empresário ressaltou o assédio ao atacante esmeraldino. "Todo mundo vem elogiando, mas não tive nenhuma proposta, somente conversas informais", acrescentou.

Bruno Henrique: em alta no mercado
(Créditos: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)

Anunciado no início desta temporada, Bruno Henrique estendeu o vínculo com o Goiás em junho. O clube detém 60% dos direitos do jogador, cujo compromisso se encerra em dezembro de 2018. Curiosamente, o primeiro registro profissional de Bruno, datado de 2012, foi feito pelo Cruzeiro. O atleta foi contratado após se destacar na Copa Itatiaia. Sem estrear, foi cedido ao Uberlândia, de onde foi negociado com o Itumbiara, equipe que defendeu no ano passado.

Astro francês é oferecido

O assunto principal do encontro entre Sérgio Rodrigues e Dênis Ricardo, conforme o Blog apurou, foi o francês Florent Malouda, de 35 anos. "Ele ficou de avaliar a situação juntamente com comissão técnica e diretoria, e ver se a contratação pode ser efetivada. O primeiro passo foi o interesse dele em vir", disse o agente. As tratativas entre Malouda, hoje no Delhi Dynamos, da Índia, e o Cruzeiro são intermediadas pelo advogado Louis Dolabela, que é especialista em direito desportivo e também participou da reunião mencionada.

Malouda: francês deseja atuar no Brasil
(Créditos: Malouda/Instagram/Reprodução)

"Malouda tem uma relação estreita com o Brasil. O pai da esposa dele é brasileiro, e ele sempre teve a intenção de jogar no país", explicou Dênis. Cogitado no Santos e no Vasco em temporadas passadas, o meia francês visitou Belo Horizonte em 2012, na companhia do amigo Cláudio Caçapa, ex-zagueiro e ex-auxiliar técnico do sub-15 celeste. "Naquela época, ele gostou muito da cidade, viu com muito carinho a situação, a dimensão do Cruzeiro", completou.

Metodologia cruzeirense

Contatado pela reportagem, Sérgio Rodrigues confirmou a reunião com o empresário, procedimento comum no clube, segundo ele, mas evitou dar mais detalhes. "A política do Cruzeiro é receber todos os empresários. Se um dos três responsáveis pelo futebol (além dele, Thiago Scuro e Bruno Vicintin) não puder atender, o outro atende", disse. Sérgio ainda revelou que reunião interna realizada ontem apontou o diretor Thiago Scuro como responsável por comentar as situações de mercado.


Atualmente sem clube, ídolo atleticano segue em alta fora
dos gramados mesmo após uma temporada de pouco brilho

Da Redação

Mesmo depois de uma temporada de pouco brilho, Ronaldinho Gaúcho continua em alta fora dos gramados. Durante passagem por Dubai, nos Emirados Árabes, o craque fez uma participação especial no reality show The Victorious. Na atração, que tem o objetivo de revelar talentos locais, Gaúcho aparece caracterizado como segurança, mas ao exibir seu talento com a bola acaba sendo reconhecido.

LEIA MAIS: Entre o presente e a eternidade

R10, que ainda não definiu onde vai atuar na próxima temporada, viveu grande fase com a camisa do Atlético recentemente. Entre 2012 e 2014, disputou 88 jogos, marcou 28 gols e somou 32 assistências. No período, conquistou três títulos pelo clube alvinegro: Mineiro e Copa Libertadores, em 2013, e Recopa Sul-Americana, em 2014.

Confira o episódio:


Após eliminações na Sul-Americana, Brasil completa dois anos
sem alcançar decisões nas competições de âmbito continental

Tiago de Melo

As eliminações de Chapecoense e Atlético/PR na Copa Sul-Americana, na noite da última quarta-feira, marcaram o fim da participação brasileira no torneio. Mais do que isso: os resultados garantiram que o país complete dois anos consecutivos sem sequer chegar a uma decisão de competição continental. Apenas para se ter uma ideia, desde que a América do Sul passou a ter mais de um torneio continental entre clubes, isso só havia acontecido uma única vez: em 1989-1990.


Quanto à Sul-Americana, há alguns fatores atenuantes, como o escasso interesse dos clubes brasileiros pela competição. Porém, é um argumento apenas parcialmente verdadeiro e bem mais válido para as fases iniciais do que para as fases agudas. Historicamente, à medida que se aproximam as fases decisivas, os clubes brasileiros começam a prestar mais atenção ao torneio latino-americano.

Chape: vitória e queda diante do River
(Créditos: Francieli Constante/Chapecoense)

Também há o fato de que o esdrúxulo critério criado pela CBF para definir os representantes brasileiros faz com que tenhamos, basicamente, clubes da segunda metade da tabela da Série A no torneio. Mas, outra vez, é um argumento com validade parcial: a Argentina enviou para a Sul-Americana figurantes no torneio local, como Huracán, Arsenal e Tigre. Mas nem por isso está fora das semifinais. Pelo contrário.

Do protagonismo à queda

Em suma, justificativas do tipo jamais serão suficientes. Afinal, nos anos anteriores, existiam as mesmas questões, mas elas não impediram o país de ser protagonista no continente. Chegamos a um dado invejável: entre 1992 e 2013, somente três vezes (1996, 2001 e 2004) não houve pelo menos um clube brasileiro na decisão da Libertadores. Muito rapidamente mudamos para um cenário em que alcançar uma semifinal se tornou difícil para nossos clubes. O que houve?

Sonho do tri celeste ficou pelo caminho
(Créditos: Anibal Greco/Light Press)

Nos últimos anos, os clubes brasileiros perderam uma chance de ouro. As cotas de TV tiveram grande aumento, dando a nossas agremiações poder aquisitivo infinitamente maior que o dos vizinhos. Contudo, em boa parte dos casos, os altos orçamentos foram mal aproveitados, e o resultado foi que diversos clubes passaram a pagar salários astronômicos para ter os mesmos nomes. Virou regra ver atletas e treinadores sem destaque ou mercado nos grandes clubes europeus recebendo faturando R$ 500, 600 ou até 700 mil reais mensais.

Mais receitas, mais gastos

O resultado foi paradoxal: o aumento das verbas causou o endividamento de vários grandes clubes do Brasil, sem que fosse notada uma melhoria técnica correspondente. Fato é que a conta chegou e diversos clubes se viram endividados, com folha salarial alta e elenco comum. Foi necessário cortar custos, investir em jovens, investir em treinadores fora do circuito dos medalhões e peneirar jogadores mais baratos. Em outras palavras, a enorme vantagem orçamentária dos clubes brasileiros sobre os vizinhos diminuiu bruscamente.

Inter bateu o Galo e caiu na sequência
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Nesse cenário, as forças se equilibraram. E passaram a pesar na balança fatores como o desconhecimento em relação aos rivais sul-americanos, a instabilidade emocional derivada do fato de tratarmos esses duelos como guerras, e não futebol, e a tradição de alguns clubes do continente, mais acostumados a esse formato de torneio. O resultado foi surpreendente e impensável há alguns anos: o Brasil foi figurante nos torneios de clubes sul-americanos em 2014 e 2015.

Um olho em 2015, outro em 2016

Alisson Millo

Eu acreditei! Acreditei que o Galo seria campeão. Acreditei na palavra de Levir, de que não era preciso contratar. Acreditei que Edcarlos poderia ser titular. Que Jô, Maicosuel e Guilherme me desculpem. Peço perdão ainda a Cuca, técnico que sempre critiquei.


O pior não foi o revés por 3 a 0, acreditem. Quem não faz leva, acontece. Doeu mesmo ouvir entrevistas afirmando que o elenco era suficiente e que não havia necessidade de reforços mesmo após perder vários jogadores. Chega a dar calafrios, especialmente ao ver Cárdenas sendo tratado como solução, Patric improvisado no lado esquerdo, ou a insistência com Dodô, que até hoje pouco demonstrou.

Pratto: time alvinegro ficou no quase
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A próxima temporada está batendo à porta. E o planejamento precisa ser iniciado. A diretoria tem de buscar pelo menos uma 'sombra' para Lucas Pratto, uma vez que Leonardo não tem sido sequer relacionado. Douglas Santos vem sendo regularmente convocado para a Seleção Olímpica, e é impossível depender de Emerson Conceição e Pedro Botelho, os reservas para a lateral-esquerda atualmente.

Mais mudanças

Eduardo, Danilo Pires e Tiago Pagnussat confirmam, semana a semana, o rótulo de figurantes e parecem incapazes de serem titulares do Atlético. A preparação para 2016 também passa por novas opções táticas, seja com Levir Culpi ou com um novo comandante, pelo fim da apatia em partidas importantes e, claro, pela retribuição ao atleticano, aquele que nunca se negou a acreditar.

Braços dados: hora de pensar em 2016
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Mas, enfim, o ano não acabou. E ainda vamos encarar São Paulo e Grêmio fora de casa. O G4 é a realidade por ora e, para ter um Natal tranquilo, o Atlético tem de fazer bons jogos contra esses dois gigantes. Nos outros jogos, Figueirense, Goiás e Chapecoense que me perdoem, mas um time que chega à 34ª rodada com chances de título, ainda que remotas, tem quase obrigação de somar nove pontos.

No próximo ano, mais uma vez, eu vou acreditar.