Douglas Zimmer*
Salve,
China Azul!
Na última segunda-feira, o torcedor
cruzeirense recebeu uma notícia que não faz parte de seu cotidiano: terá de
ficar sem o capitão do time e ídolo do clube por, pelo menos, oito meses. Fábio
rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em disputa de bola no
duelo contra o Coritiba e não jogará mais pelo Cruzeiro em 2016. O torcedor,
automaticamente, se pergunta: e agora?
Após
essa inesperada baixa do titularíssimo camisa 1, o torcedor celeste começa
inevitavelmente a se questionar sobre quem irá substituí-lo nesse longo
período. Será que a reposição está entre os goleiros formados nos gramados da
Toca I e que estão, hoje, no elenco comandado pelo técnico Mano Menezes? Ou a
diretoria precisa ir ao mercado urgentemente e filtrar as poucas opções que
ainda sobram e, assim, contratar um novo goleiro? Vejamos os cenários.
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Fábio: desfalque por oito meses (Créditos: Pedro Vilela/Light Press) |
Como
substitutos imediatos, por ora, temos Rafael, que se recupera de lesão recente
em dedo da mão direita; Elisson, que acaba de retornar de empréstimo ao
Coritiba; e Lucas França, que foi titular na partida com o Corinthians, quando
Fábio estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Em comum aos três, o fato
de serem crias da base estrelada. Lucas, pelo menos nesse primeiro momento,
aparece como candidato mais provável a segurar o rojão, embora seja, aos 20
anos, menos experiente do que os seus concorrentes.
Primeira opção de Mano
Na
estreia, em pleno Pacaembu, o garoto não teve culpa no gol marcado pelo
Corinthians logo no começo do jogo e conseguiu vencer a ansiedade com o passar
do tempo. Quase cometeu uma falha terrível em um chute despretensioso, contudo
conseguiu se recuperar a tempo de evitar o gol adversário. Não fosse a situação
delicadíssima da equipe no Campeonato Brasileiro, eu cravaria com toda a
certeza que o momento seria ideal para dar cancha ao garoto.
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Lucas França estreou no Pacaembu (Créditos: Marcello Zambrana/Light Press) |
Quanto
aos demais goleiros, penso que, mesmo sendo mais experientes, sofrem do mesmo
problema que Lucas: a natural falta de ritmo de jogo. Quando se é reserva de um
mito como é Fábio, é bem normal ficar muito tempo só treinando. E é nessa hora
que o atleta deve estar pronto para assumir a bronca e colocar em prática tudo
o que treinou.
Alternativas no mercado
Se a
diretoria resolver ir ao mercado, coisa que creio que não ocorrerá, as
alternativas são escassas. Entre as principais opções, hoje, estão Helton,
recém-saído do Porto, de Portugal; Paulo Victor, do Flamengo; Renan, do Goiás;
e Walter, do Corinthians. Qualquer um dos quatro, a meu ver, não traz a carga de
confiança necessária para chegar e assumir a titularidade. Além disso, à exceção de Renan, que nunca foi um goleiro extraordinário, os demais não têm
atuado com a frequência ideal e teriam que adquirir o ritmo em pouco tempo.
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De volta, Elisson é opção para Mano (Créditos: Coritiba F.C./Divulgação) |
Na
minha opinião, a menos que a diretoria veja um nome incontestável no mercado, é
hora de Mano conversar com os garotos e, em primeiro lugar, passar
tranquilidade para eles. Ao mesmo tempo, consertar a equipe, em especial o
setor defensivo, para que quem venha a entrar no time tenha mais segurança.
Como já afirmei, o principal problema não é só substituir um monstro como
Fábio, mas também entrar no time na situação em que ele se encontra.
E
você, caro leitor? Qual é a sua opinião?
*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde
junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção
Fala, Cruzeirense!