17/08/2016


Projeção é de que competição do eixo Sul-Minas-Rio registre
arrecadação superior a R$ 50 milhões em sua nova temporada

Vinícius Dias

Embora haja nos bastidores das federações, principalmente por parte de equipes do interior, o receio de que o sucesso da Primeira Liga se traduza em desvalorização dos estaduais do eixo Sul-Minas-Rio, interlocutores do grupo falam em busca por "dinheiro novo". A expressão marca o trabalho por aumento simultâneo das receitas referentes à Copa da Primeira Liga e aos estaduais. Por ora, ambos têm cenário em aberto em relação à venda dos direitos de transmissão, por exemplo.


No Rio de Janeiro, as negociações visando à renovação têm esbarrado em exigências feitas pelo Flamengo. Em Minas Gerais, ainda sem ofertas, há articulação por acréscimo de 100% nas bases do contrato que vigorou de 2012 a 2016. Nos dois casos, a exemplo da Primeira Liga, que segundo o Blog Toque Di Letra revelou aguarda o diálogo com a TV para bater o martelo sobre o formato e definir os grupos da Copa, a expectativa é por novidades após as Olimpíadas.

Neste ano, Fluminense foi o campeão
(Créditos: Mailson Santana/Fluminense F.C.)

Esboço feito no primeiro semestre pelo comitê de cotas de TV da Primeira Liga previu arrecadação de, pelo menos, R$ 50 milhões na próxima edição da competição - em perspectiva mais otimista, atingiria R$ 80 milhões -, tendo como principal fonte os direitos de transmissão. "Para dar certo, o que vai financiar o torneio, do ponto de vista da TV, terá que ser dinheiro novo. Não pode alterar essa estrutura financeira dos campeonatos que já estão consolidados", pontuou um dirigente.

Primeira edição esvaziada

Com clima de incerteza até a última hora, a entidade trabalhou com cifras mais modestas em sua estreia. Antes de os primeiros acordos comerciais serem fechados, os clubes adotaram sistema de contribuições mensais de R$ 20 mil para manutenção dos trabalhos, por exemplo. Os jogos ficaram restritos à TV fechada, rendendo R$ 5 milhões. O principal acordo relativo às placas de publicidade, com cervejaria que exibiu a marca a partir da 2ª rodada, foi fechado por R$ 280 mil.

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