De volta, Fred mira recorde no novo Mineirão

Vinícius Dias

Novamente à disposição depois de desfalcar o Cruzeiro em cinco partidas, Fred terá, neste domingo, mais uma chance de bater um recorde no Mineirão. Caso marque contra o Tupi, o atacante se tornará o primeiro atleta a balançar as redes do Gigante da Pampulha com quatro camisas diferentes desde a reinauguração, em 2013. O teofilotonense está empatado com Lucca, que fez por Cruzeiro, Criciúma e Corinthians, seu atual clube.

Fred: 36 gols pela Raposa no estádio
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro)

O primeiro tento do atacante no novo Mineirão foi assinalado com a camisa da seleção, em 26 de junho de 2013, no triunfo por 2 a 1 diante do Uruguai, nas semifinais da Copa das Confederações. O segundo, pelo Fluminense, veio quase 18 meses depois: em 07 de dezembro de 2014, na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, que comemorava o tetra brasileiro. Pelo Atlético, foram seis entre 22 de junho de 2016 e 19 de fevereiro de 2017.

Números pelo Cruzeiro no estádio

Fred tem 36 gols em 42 jogos pela Raposa no Gigante da Pampulha desde a estreia, em 05 de agosto de 2004, quando fechou o placar da vitória por 2 a 0 sobre o Internacional. Naquele ano, o camisa 9 somou 12 tentos em 15 atuações. Em 2005, foi artilheiro do estadual e da Copa do Brasil, balançando as redes 24 vezes em 23 partidas. Neste retorno, já participou de quatro duelos no estádio, mas ainda não deixou sua marca.

O Galo de Larghi e os 110 anos de sentimento

Alisson Millo*

Na última quinta-feira, vencemos o clássico. Mais uma vez, fizemos a conta. Nem de mais, nem de menos. Claro que eu adoraria vir aqui e comemorar uma goleada diante da URT, outra sobre o América e assegurar que o Atlético jogou o fino da bola contra o Figueirense, na Copa do Brasil. Isso, inclusive, facilitaria minha missão. Mas o que move a vida são os desafios. E como o Galo está com desafios para 2018.


Aos trancos e barrancos, vamos seguindo o barco. O encantamento por Thiago Larghi parece estar se desfazendo - no duelo com o Coelho, a corneta já soou mais forte -, mas os resultados seguem vindo. Por mais que não sejam de encher os olhos ou de vislumbrar título brasileiro. Se queremos - e precisamos - disputar o topo da tabela, reforços são mais do que necessários, principalmente para o setor defensivo, que joga muito mais com a emoção do torcedor do que com a prudência necessária.

Cazares comandou a vitória na 5ª feira
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Durante a entrevista coletiva, o treinador ressaltou que vê Elias mais como meia do que como volante, remetendo aos tempos não tão áureos de 4-1-4-1 de Roger Machado. Podemos concordar ou não com a visão de Larghi, gostar ou não do camisa 7 como meia, mas os resultados estão vindo. Cazares voltou a ser titular como armador, jogando centralizado como 10. O equatoriano pode não ser mais a unanimidade que um dia foi, não ser tão decisivo aos olhos dos torcedores quanto os números sugerem, mas os resultados estão vindo. O último, inclusive, veio com um gol dele.

Domingo de festa e apoio ao time

Também é claro que neste domingo o Atlético pode não fazer um bom jogo, ser eliminado pelo rival alviverde, passar vergonha em pleno aniversário e jogar por terra essa análise. Mas, enquanto os resultados estiverem vindo, cabe a nós mais apoiar do que criticar. Afinal de contas, atletas, treinadores e dirigentes vêm e vão, mas o nosso sentimento fica. O Atlético fica. Nós somos o Atlético! A Massa é quem faz o clube estar aqui 110 anos após aquela reunião de estudantes no coreto do Parque Municipal.

Sentimento de amor sincero ao alvinegro
(Créditos: Pedro Souza/Flickr/Atlético-MG)

Se perdermos a essência de ser uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil, perderemos tudo. Se depender de mim, daqui 110 anos o Galo ainda vai existir, porque torcer vai além das grandes vitórias. É preciso, sempre, lutar com toda nossa raça. Quando meu pai me levou pela primeira vez ao Mineirão, não me identifiquei com A ou B: foi a festa da Massa que me fez e segue me fazendo querer voltar outras vezes. Amanhã também é nosso dia. Vamos empurrar o time rumo a mais uma decisão. Como tantas outras vezes, mesmo que o resultado não estiver vindo.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

Coordenador do futsal na base deixa o Atlético

Vinícius Dias

Recém-implementado pelo Atlético, o projeto de integração entre futsal e futebol na base perdeu nessa quinta-feira seu coordenador. Marcelo Vilhena, de 42 anos, se despediu do clube alvinegro menos de dois meses depois de assumir a função. O belorizontino foi anunciado como novo gerente das categorias de base do Bahia, cargo que anteriormente era ocupado por Marcelo Lima, de saída para o Desportivo Brasil/SP.

Vilhena já se apresentou ao tricolor
(Créditos: Esporte Clube Bahia/Divulgação)

Ex-treinador da base de América, Atlético/PR e Cruzeiro, Marcelo Vilhena trabalhou simultaneamente com futebol e futsal entre as temporadas de 2006 e 2012, acumulando passagens pelo Colégio Magnum e pelo próprio América. Doutor em Ciências do Esporte pela UFMG, também é professor das licenças B e C do curso de treinadores da CBF e, há quase 15 anos, ministra disciplinas ligadas às modalidades no ensino superior.

Do time profissional à integração

Com longa tradição no futsal, o Atlético foi campeão intercontinental e bi nacional na década de 1990, tendo craques como Falcão e Manoel Tobias no elenco. A equipe profissional, no entanto, foi extinta em 2001. O projeto formatado para a base, conforme o Blog Toque Di Letra antecipou em fevereiro, tem características pioneiras, com a modalidade fazendo parte do processo de formação dos jovens talentos.


Com interação entre comentaristas e público como trunfo, a Web
Rádio Galo conquistou de vez espaço entre torcedores atleticanos

Vinícius Dias

"Vibramos com alegria nas vitórias", exalta um dos versos mais cantados do hino do Atlético. É justamente esse o sentimento que impulsiona o projeto encabeçado por Beto e Eduardo Guerra e Kity Bargas. De torcedor para torcedor, a Web Rádio Galo completa neste domingo sete anos de sucesso. "É um sonho que vamos conquistando aos poucos. O importante não é chegar, é se manter. Estamos conseguindo isso com muita dedicação", destaca Beto Guerra ao Blog Toque Di Letra. A data não poderia ser mais especial: no mesmo dia 25, o clube alvinegro comemora 110 anos.


"A ideia surgiu em dezembro de 2010. Meu irmão Eduardo estava assistindo ao CQC e viu uma matéria sobre a crônica esportiva em São Paulo, com a Web Rádio Lusa premiada. Como não existia a Web Rádio Galo, ele me chamou para criarmos e, em março de 2011, nasceu", relembra o músico e cronista esportivo, de 34 anos. "Fazer o que gosto, falar do clube que amo e ainda ser ouvido é uma experiência fantástica. Mexer com a paixão não é fácil, você acaba sendo criticado independentemente da opinião que tiver. Mas é uma alegria enorme falar do Galo", completa.

Nepomuceno foi convidado da WRG
(Créditos: Web Rádio Galo/Arquivo)

Alegria eternizada em cenas históricas. "Quando o Victor defendeu o pênalti do Riascos, fizemos um vídeo do Alexandre Kalil chorando e viralizou. A narração do gol do Leonardo Silva contra o Olimpia também marcou muito: eu chorando e falando palavrão, de tão emocionado. O gol do Luan contra o Flamengo, nos 4 a 1 pela Copa do Brasil, foi uma aula de narração de torcedor para torcedor: uma loucura, narrador virando comentarista, comentarista virando narrador". As lembranças ainda incluem entrevistas com ídolos como Dadá Maravilha e Dátolo, além do próprio Kalil.

Do rádio à maior audiência de TV

Os sete anos também foram marcados por mudanças na equipe e nos formatos. "Vários profissionais que começaram conosco foram inseridos no mercado, tivemos alguns programas que não existem mais", comenta Beto Guerra, cuja casa abriga o estúdio da WRG. "Hoje, somos mais uma web TV do que web rádio. Temos vontade de voltar a narrar os jogos, mas estamos focando em criar conteúdos, vídeos, comentários pós-jogos. Temos vontade de trabalhar como setoristas. Aos poucos, vamos realizando nossos sonhos e conquistando ainda mais espaço", acrescenta.

Debate Galo teve entrevista com Dátolo
(Créditos: Web Rádio Galo/Arquivo)

Primeiro e mais tradicional programa, o Debate Galo é o destaque da grade, à qual a equipe sonha em incluir atrações diárias. "Ele chegou a ficar dois anos na BH News TV. Foi fantástico, era a maior audiência do canal", recorda. Hoje, a transmissão ao vivo acontece por meio do Youtube, às segundas-feiras, a partir das 21h. Paralelamente, tem ido ao ar a Live do Beto Guerra, que reforça uma marca da Web Rádio Galo com as participações por telefone: dar voz e vez ao torcedor. Afinal, são mais de 34 mil inscritos no Youtube, 42 mil seguidores no Twitter e 51 mil no Facebook.