Alvo do Paraná, Carlos deve ficar no Atlético

Vinícius Dias

Embora venha sendo pouco aproveitado pelo treinador Thiago Larghi, o atacante Carlos não deve deixar a Cidade do Galo. Pelo menos foi essa a sinalização recebida nos últimos dias pelo Paraná. O presidente do tricolor paranaense, Leonardo Oliveira, revelou ao Blog Toque Di Letra que o nome do camisa 13 do Atlético chegou a entrar na pauta do clube, mas a transferência dificilmente será concretizada.

Carlos foi titular contra o Boa Esporte
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

"Ele nos foi oferecido pelo empresário, nós demonstramos interesse, e ele ficou de verificar a situação. Nem chegamos a ligar para o Galo, o empresário já nos deu o retorno de que ele não sairia, que o Galo teria interesse na permanência", detalhou. Entre estadual e Copa do Brasil, Carlos participou de quatro dos 18 jogos do Atlético, sendo titular apenas em duas partidas em que Oswaldo de Oliveira escalou time alternativo.

Pupilo do técnico Rogério Micale

O atacante, de 22 anos, retornou à Cidade do Galo no início desta temporada depois de defender o Internacional, por empréstimo, no ano passado. Carlos, que tem contrato com o clube alvinegro até setembro de 2019, se destacou nas categorias de base sob o comando de Rogério Micale, atualmente no Paraná. A reportagem não conseguiu contato com a diretoria do Atlético nem com o empresário do camisa 13, Hugo Garcia.

Atlético atinge recorde de finais consecutivas

Vinícius Dias

A vitória por 2 a 0 sobre o América no clássico do último domingo, na Arena Independência, garantiu ao Atlético a vaga na decisão do Campeonato Mineiro. Mais do que isso: com a presença na final pela 12ª temporada consecutiva, o clube alvinegro atinge um recorde no estadual. A sequência teve início em 2007, com o título conquistado diante do Cruzeiro, adversário do Galo nos dois próximos domingos.

Alvinegro disputará 12ª decisão seguida
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Em meio a diversas mudanças de formato - pontos corridos, com até três turnos, quadrangulares, hexagonais e octogonais finais - ao longo da história, o Campeonato Mineiro jamais havia registrado a participação de um clube em 12 decisões seguidas. Com seis conquistas nas 11 primeiras edições da série, o Atlético chega em desvantagem à 12ª, uma vez que o Cruzeiro, líder da primeira fase, jogará por dois resultados iguais.

Conquistas e vices em sequência

A sequência recorde entre os dois primeiros lugares é da Raposa: 26 vezes, entre 1965 - primeira edição com partidas no Mineirão - e 1990. No período, contudo, apenas sete edições tiveram finais. No caso do Galo, foram 12 conquistas e seis vices entre 1974 e 1991, mas apenas cinco torneios foram decididos entre dois clubes. O recorde do América, terceiro maior campeão, foi registrado no decacampeonato entre 1916 e 1925.

Dirigentes sinalizam volta de torcida dividida

Vinícius Dias

Pelo menos no que depender das declarações do presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, e do vice de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, os clássicos com 90% da carga de ingressos para o mandante e 10% para o visitante estão com os dias contados em Belo Horizonte. Para os confrontos da decisão do Campeonato Mineiro, nos dois próximos domingos, no entanto, a volta do formato meio a meio está descartada.


"O Cruzeiro aceita já colocar na ata da reunião que, a partir dos próximos campeonatos, todos os jogos serão com torcida dividida. Para este, não, porque não podemos mudar a regra do jogo no fim", antecipou Itair ao Blog Toque Di Letra nesta segunda-feira. Garantindo que a intenção é encerrar a polêmica, o dirigente revelou que o clube não vetaria o estádio do Horto no acordo, com uma ressalva: "Se a PM garantir segurança".

Reabertura do Mineirão: torcida dividida
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Nesse domingo, em meio a críticas ao público de menos de sete mil torcedores no clássico que teve o América como mandante na Arena Independência, Sette Câmara já havia se posicionado de forma favorável. "Fiz de tudo para poder trazer o torcedor para campo. Inclusive, sou a favor de jogos entre Atlético e Cruzeiro com torcida dividida, sem problema nenhum. Acho que é questão de trabalhar a segurança", frisou.

Torcida única ou 90/10 virou regra

Desde 2013, temporada em que o Mineirão foi reinaugurado, apenas dois dérbis entre Raposa e Galo foram disputados com torcida meio a meio. O primeiro foi justamente o que marcou a reabertura do estádio: vitória do Cruzeiro por 2 a 1, no Campeonato Mineiro. O mais recente aconteceu no ano passado, na Copa da Primeira Liga. Novamente, o time celeste levou a melhor: 1 a 0, com gol do uruguaio Arrascaeta.

Por título, Cruzeiro precisará quebrar tabu

Vinícius Dias

Líder da primeira fase, invicto, dono do melhor ataque e da defesa menos vazada do Campeonato Mineiro. O cenário, que coloca o Cruzeiro como favorito na decisão contra o Atlético, jogando por dois resultados iguais, esconde a necessidade de o time celeste quebrar um tabu histórico para chegar ao 39º título. No atual formato, adotado em 2004, a Raposa, assim como o arquirrival, jamais foi campeã depois de ter feito a melhor campanha e ainda vencido o clássico da fase de classificação.

Raposa venceu clássico com gol de Raniel
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Se nos dois próximos domingos terá a incômoda escrita como aliada em busca de sua 45ª conquista estadual, o Atlético foi justamente a primeira vítima. Na edição de 2004, sob o comando de Paulo Bonamigo, o time alvinegro venceu o dérbi por 5 a 3, no Gigante da Pampulha, e fez a melhor campanha entre as 14 equipes que participaram do Campeonato Mineiro. O campeão, no entanto, foi o Cruzeiro de Paulo César Gusmão, que foi derrotado no confronto de volta por 1 a 0, mas havia vencido na ida por 3 a 1.

Cruzeiro foi vítima em três anos

A Raposa esbarrou no tabu três vezes. Em 2010, com Adilson Batista, bateu o Atlético por 3 a 1 e chegou com vantagem às semifinais, mas caiu diante do Ipatinga. Três edições depois, os comandados de Marcelo Oliveira venceram o dérbi de reinauguração do Mineirão e lideraram a primeira fase, porém foram superados pelo rival na decisão. Em 2016, com Deivid, o time celeste ganhou o clássico por 1 a 0, na Arena Independência, entretanto acabou eliminado na fase semifinal pelo futuro campeão América.