Dois longos meses

Salve, China Azul!

Com todo o respeito, mas os próximos dois meses serão absolutamente morosos e demorarão anos para passar. Jogando só o estadual durante os meses de fevereiro e março, o Cruzeiro e sua torcida ficarão na expectativa da estreia na Copa do Brasil, dia 10 de abril, para reaver alguma emoção.

Com o clássico já disputado e vencido pelo time azul, pouco resta para disputar na fase classificatória. Pode até ser que o Cruzeiro venha a tropeçar, mas nem a derrota mais acachapante e tampouco a vitória mais larga poderão ser tomadas como parâmetro para definir se o time está ou não pronto para o resto da temporada. É um sintoma que afeta praticamente todos os estaduais do Brasil.

Pra se ter uma ideia, só a primeira fase do campeonato mineiro vai ser disputada até o longínquo dia 21 de abril. É demais. Até lá, o Cruzeiro terá disputado 11 jogos em quase três meses. Enquanto isso, no Sul, o Grêmio, por exemplo, joga duas ou três vezes por semana. Está tudo errado.

Esse calendário absurdo afasta a torcida do time, acomoda os jogadores, a diretoria, cria uma espécie de desinteresse por parte da imprensa, etc. Torcedores de times que não estão envolvidos em nenhuma competição paralela terão que se contentar em ver jogos de qualidade contestável, em gramados surrados e com públicos muito abaixo do esperado. Eu, sinceramente, não crio expectativa nenhuma com os jogos que estão por vir. Tirando o clássico, que é um campeonato a parte, os outros jogos só servem de preparação para o elenco.

Enquanto isso, dois longos meses nos esperam. Se não houver agito nos bastidores ou apresentações inesquecíveis contra os times do interior, chegaremos a abril com a impressão de que ficamos sem sermos testados e que o ano está apenas começando. Que venha logo o CSA de Alagoas. 

CHARGE - Libertadores... pela TV

(Créditos: Márcio Mata/A Charge do Meu Time)

Eu quero vencer!

Gaaalooo! Saudações, massa!

Aos que ainda duvidam da força do Atlético Mineiro, um recado: vocês terão mais uma prova de que atrás das montanhas há uma potência do futebol brasileiro. E os gritos da torcida, que ecoarão, surpreenderão ao adversário. O time, em campo, se entregará por inteiro... Nós temos um objetivo: de derrubar, acabar com toda e qualquer desconfiança sobre o nosso potencial. Nós vamos em busca dessa taça. É, São Paulo. Seja "bem-vindo" ao Inferno Alvinegro!

É este o sentimento que segue por mim, e espero que em todos vocês, atleticanos. Agora, é a nossa hora!! E vamos começar com o pé direito. Vamos com tudo, pra cima deles. Com Diego Tardelli de volta, o sangue alvinegro estará em campo. Mais vivo do que nunca. Com raça, garra e paixão. Com o hino abençoando e arrepiando cada pessoa que sabe o que é viver o Atlético.

Hoje, não é dia de celebrar... Nem de pular carnaval. É o dia de encarar frente a frente quem ficou por cima durante vários anos. A quem vimos gabar vitórias. A equipe de Rogério Ceni e Luís Fabiano. É hora de ir pra cima deles. Temos os nossos craques, agora. E temos um esquadrão que vai da defesa ao ataque. Temos um "coliseu", o Independência, do qual nunca saímos derrotados. Em 2012, foram 23 batalhas. 16 vitórias. Sete empates.

Por toda a trajetória que passamos no ano passado, hoje é um dia para mostrarmos porque estamos aqui. Confio na minha equipe. E confio nos jogadores. Não me importa se é a Libertadores ou, ao menos, se é uma competição da qual não participamos há 13 anos, blá, blá, blá. Eu quero passar por cima. Eu quero a taça. Eu quero o topo. Eu quero vencer! Eu quero vingança!

Vamos, Gaaaaaaalooooooo!!!


Itabiritense ilustre, Telê Santana é reverenciado por ex-time,
o primeiro dos tricolores, durante o carnaval em cidade natal

Vinícius Dias

A carreira do ex-técnico e ponta-direita Telê Santana foi povoada por tricolores. O carioca Fluminense, em que atuou por cerca de uma década antes de assumir o comando técnico, ao fim dos anos 1960. O gaúcho Grêmio, por ele dirigido na década de 1970. O paulista São Paulo, que, entre 1990 e 1996, acumulou dez conquistas sob a regência do mestre. Antes desses, o mineiro Itabirense. Seu primeiro clube, ainda na cidade natal, Itabirito.

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O tricolor que, cerca de sete anos após seu falecimento, o homenageou neste carnaval. O bloco do Itabirense Esporte Clube, que Telê defendeu por cinco anos, foi às ruas da cidade na noite de domingo e na tarde de terça levando uma escultura do ilustre conterrâneo no carro-chefe. "Foi uma ideia minha. Desde o ano passado, temos a intenção de resgatar a tradição dos carros alegóricos", conta o presidente do clube e secretário municipal de Esportes, Alessandro Massaini.

Telê é destaque na alegoria principal
(Créditos: Vinícius Dias/Toque Di Letra)

O conjunto alegórico, que teve mais de 40 integrantes, desfilou para um público de aproximadamente 35 mil foliões, segundo estimativa da Polícia Militar. E trouxe samba-enredo elencando os maiores feitos da carreira de Telê. "Em 2012, trouxemos a história, o porquê de a traíra ser símbolo do clube. Nesse ano, contamos um pouco da carreira do Telê, que jogou no clube por cinco anos", completou.

APROVADO - O associado  Jorge Pedrosa, de 58 anos, exaltou a importância de Telê para o clube. "É o principal ídolo do Itabirense, foi uma referência nacional e teve os primeiros passos aqui na cidade, nesse clube. Acho a homenagem mais do que justa. O público gostou muito, essa foi a minha impressão. Eu gostei muito do carro e da referência aos clubes pelos quais ele passou", afirmou.

Atrás, carro simula campo de futebol
(Créditos: Vinícius Dias/Toque Di Letra)

Entusiasta do carnaval local, Gilberto Alves, de 49 anos, elogiou a magia da apresentação. "Achei o desfile muito bonito. O carro estava bonito e bem enfeitado, e a escultura em homenagem ao Telê é uma homenagem muito justa pelo que representa para Itabirito e para o Itabirense. Foi uma ideia brilhante", analisou. "Porém, acho que faltou uma maior divulgação. Poderia, até, ser mais prestigiado. O Telê é um símbolo dessa terra", pontuou.

Família se emociona

Tão logo soube da homenagem ao pai, Renê Santana se mostrou emocionado. "É com muito orgulho que a gente, da família, vê uma manifestação dessa na cidade. Apesar de ele ter jogado pelo (Usina) Esperança e de também ter feito uma partida pelo União, o Itabirense foi o clube em que por mais tempo o Telê jogou em Itabirito", destacou.

Santana ainda fez questão de mencionar a relevância da passagem pelo clube itabiritense para a vitoriosa trajetória do pai no futebol. "Ele fez a sua história jogando pelo Itabirense e depois foi para a Seleção Mineira. Partindo dessa instituição, ficamos muito emocionados e comovidos com essa homenagem, pois a história do Telê se confunde com a história do Itabirense", concluiu.