Tá chegando a hora

Gaaalooo! Saudações, massa!

Amantes do futebol! Enfim, chegou a hora de saborear a "magia" deste esporte. Estamos em uma das melhores épocas futebolísticas do ano. É decisão aqui e lá fora. Finais dos estaduais, mata-mata da Libertadores, fase finais de campeonatos na Europa, como o emocionante clássico de Porto e Benfica, que decidirá a Liga Portuguesa. E, claro, a decisão da poderosa Liga dos Campeões.

Mas para começar pelos jogos mais próximos, temos as oitavas da Copa Libertadores. Decisão hoje para Flu x Emelec e Atlético x São Paulo. E, amanhã, para Nacional x Real Garcilaso. Os confrontos seguem abertos, com condição para ambas as equipes. Emoção até o fim... É claro que o Galo construiu uma vantagem maior em relação aos outros jogos, porém não há nada definido. E, atleticano, é sempre bom ter os pés no chão. Vamos desse jeito, que está dando certo.

De outro lado, se tudo ocorrer conforme o previsto, Atlético e Cruzeiro fazem a primeira partida da final do Mineiro no domingo. 24 horas após o chamado "clássico dos clássicos", entre Porto e Benfica. E embora haja divergências, porque não dizer "o mellhor clássico do país"? Onde os dois rivais disputam com tamanho equilíbrio? O Cruzeiro bastante reforçado, o Atlético com repertório melhor apurado em relação aos últimos embates. Minas, então, será o centro das atenções.

Então, se há uma época para 'gastar' muito de seu tempo com futebol, chegou a hora que a emoção tomará conta do início ao fim. E, se tudo correr bem, nós, alvinegros, chegaremos às próximas semanas querendo relembrá-las aos nossos rivais. Com sorriso no rosto e orgulho do que foi feito! Antes, desejo força à equipe. Que afirme tudo o que construiu até o momento.

Vamos vingar e nos vingar. Galo!


Valendo-se da vitória, por 4 a 0, conquistada em Nova
Lima, Cruzeiro escala time misto à espera do Atlético

Vinícius Dias

Com time misto, o Cruzeiro volta a campo nesta quarta-feira, às 20h30, visando confirmar a presença na decisão do Mineiro. Em razão da vitória por 5 a 0 no primeiro duelo, em Nova Lima, a equipe da Toca da Raposa pode perder por uma diferença de até cinco gols. A julgar pelo treino de ontem, Marcelo Oliveira terá apenas quatro titulares à disposição: Bruno Rodrigo, Leandro Guerreiro, Diego Souza e Borges. O técnico, no entanto, não prevê tropeço. "Queremos a vitória, e não ficaria bem classificarmos com derrota", observou.

Depois de seis jogos, o zagueiro Paulão, que perdeu a posição de titular após sofrer contusão na coxa esquerda, voltará a ter a oportunidade de iniciar a partida. Para o defensor, que chegou ao clube há cerca de três meses, a forte disputa é positiva para o elenco celeste. "A concorrência vai existir até o dia 5 de dezembro, todos vão querer jogar. Isso é bom", analisou. "Fiquei triste no momento da contusão. Não era o ideal. Mas, agora, é trabalhar para tentar recuperar a posição", pontuou o defensor cruzeirense.

Misto põe invencibilidade à prova
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

Por outro lado, o camisa 55 Leandro Guerreiro deve ser mantido. Um dos mais experientes do time, o volante prega a importância de uma atuação convincente diante dos torcedores no Mineirão. "Quando a gente coloca essa camiseta do Cruzeiro no corpo, a gente não pode brincar de forma alguma. Até porque estamos lidando com a paixão do torcedor, mexendo com o seu interior e com uma história muito grande que o Cruzeiro tem", afirmou.

Ainda invicto...

Clube da Série A com o melhor aproveitamento na temporada (95,5%), o Cruzeiro busca sua 15ª vitória em 2013 - a 12ª de maneira consecutiva. Marcelo festeja, e exalta a evolução do conjunto. "À medida em que os jogadores vão se conhecendo, o time se fortalece dentro de campo e a gente faz a parte técnica desenvolver, o que é fundamental", analisou o comandante celeste.

A equipe azul estrelada deve contar com: Rafael; Mayke (Ceará), Bruno Rodrigo, Paulão (Léo) e Egídio (Éverton); Leandro Guerreiro, Lucas Silva, Tinga e Diego Souza; Ricardo Goulart e Borges. 


No Uruguai, Peñarol goleou o arquirrival Nacional; Boca
e River empataram na Argentina; e La U venceu no Chile

Tiago de Melo

No último fim de semana, foram disputados três dos maiores clássicos do continente. Em Santiago, se enfrentaram Colo-Colo e Universidad de Chile. Em Buenos Aires se encontraram Boca Juniors e River Plate. E em Montevidéu, Nacional e Peñarol mediram forças mais uma vez.

Quem andasse pelas ruas da capital uruguaia na manhã do domingo, mal sentiria o clima do clássico. Algumas camisas aurinegras e umas poucas tricolores poderiam ser vistas. Mas quando chegou a hora do clássico, os torcedores não decepcionaram, e receberam suas equipes com uma arquibancada cheia.

A partida não valia só pela tradição: havia muito em jogo. Vencendo, o Nacional se manteria na vice-liderança do Clausura, três pontos atrás do líder Defensor. Uma derrota seria desastrosa para as pretensões do Bolso em relação à temporada 2012/2013, já que os tricolores perderam o Apertura e dificilmente alcançarão o topo da pontuação anual - no Uruguai, o campeão da temporada resulta da fase final que envolve os vencedores dos dois torneios e o maior pontuador anual.

Campeão do Apertura, o Peñarol tinha muito em jogo. Uma vitória o deixaria apenas um ponto atrás do líder anual, o Defensor, e cinco pontos atrás da mesma equipe na disputa pelo título do Clausura, que, se conquistado, garantiria a taça da temporada para o Manya. O clube não vinha em boa fase, com o treinador Polilla da Silva tendo o seu cargo em risco.

GOLS - Mal a bola rolou e o Peñarol saiu na frente. Aos 4 minutos, Nuñez centrou para Pacheco marcar. Seguiu-se o delírio da torcida carbonera, comemorando mais um gol de um dos maiores ídolos recentes do clube. E logo aos 12 minutos o Manya ampliou, com um belo tiro de fora da área de Zalayeta. Não fossem as duas oportunidades perdidas por Nuñez, os aurinegros teriam liquidado o jogo ainda no primeiro tempo.

Como era de se esperar, o Nacional foi em busca do empate na segunda etapa. Os tricolores tomaram a iniciativa do jogo, e mesmo com um a menos (Díaz foi expulso aos 22 minutos) seguiram atacando. Aos 29 minutos Damonte foi expulso, deixando o Bolso com dois a menos. Havia chegado a hora dos aurinegros liquidarem o clássico.

E foi o que aconteceu. Aos 39 minutos Dario Ubriaco assinalou um pênalti duvidoso, em um suposto toque de mão de Nuñez. Aguirregaray bateu com perfeição para liquidar a fatura. Ainda houve tempo para Nuñez também ser expulso, deixando o Bolso com apenas oito em campo nos últimos minutos. A festa carbonera estava garantida, bem como o emprego de Polilla da Silva e a chance de o Peñarol ir ainda mais longe na temporada.

Empate à portenha

Na Argentina o superclássico esteve muito aquém de sua tradição. Jogando com sua equipe titular - de olho na Libertadores, o Boca mandou a campo uma equipe reserva -, o River começou bem melhor, e abriu o placar antes do primeiro minuto, com uma cabeçada de Lanzini. A equipe era superior, mas acabou levando o empate ainda no primeiro tempo, com um gol de Santiago Silva. O segundo tempo foi absolutamente sonolento, e ainda contou com a violência dos barrabravas, que levou a partida a ser paralisada. Uma edição facilmente esquecível do maior clássico argentino.

La U vence no Chile

Muito mais interessante foi o superclássico chileno. Por duas vezes o Colo-Colo esteve em vantagem, e por duas vezes foi alcançado pela Universidad de Chile, que ainda conseguiu o gol da vitória com Aranguiz, a um minuto do fim. O empolgante 3 a 2 manteve as chances de título para La U, que está dois pontos atrás de Unión Española e Universidad Catolica, e um ponto atrás do O’Higgins.


Galo repete bom desempenho, goleia o Tombense e fica
à espera da final. Tricolor, na quarta, é o próximo rival

Vinícius Dias

O Atlético é o primeiro finalista do Mineiro. Depois de bater o Tombense, por 5 a 1, no Independência, o Galo confirmou a presença na decisão do torneio estadual pela sétima vez consecutiva. Os gols atleticanos foram marcados por Luan, Gilberto Silva, Leonardo Silva, Josué e Guilherme. Os visitantes descontaram com Júnior Negão. Invicto como mandante há 46 partidas, cerca de um ano e oito meses, o time alvinegro deve receber o arquirrival Cruzeiro, no próximo domingo, às 16h - para a primeira partida decisiva.

VEJA MAIS: Na seleção, Dedé ou Réver?

Depois da vitória no primeiro embate, em Tombos, por 2 a 0, o treinador Cuca se deu ao luxo de poupar o craque Ronaldinho Gaúcho no jogo da tarde de ontem. O zagueiro Réver e Leandro Donizete, que haviam sido advertidos com o terceiro cartão amarelo, também foram desfalques. A tarde foi de Guilherme. Vaiado ao entrar em campo, o avante marcou um gol (de pênalti), e deu ótimo passe para o tento assinalado pelo volante Josué, na segunda etapa.

Unido, Galo espera por decisões
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Depois de balançar as redes, o camisa 17 atleticano disse não se abalar com as críticas das arquibancadas. "O que vem de fora, não muda nada. Eu tenho que mostrar o meu trabalho para melhorar essa situação com a torcida". O atacante ainda pontuou a confiança para realizar a cobrança da penalidade. "Mesmo antes de a torcida pedir, eu estava com vontade de cobrar. E tive personalidade e competência para marcar o gol", disse Guilherme, após o jogo.

Técnico aprova

O treinador Cuca foi só elogios à boa atuação dos comandados. "O time teve seriedade, respeito ao adversário, à competição... E foi uma tarde muito positiva. Fizemos um bom jogo, deu para trabalhar jogadores que precisavam de ritmo", observou. Contudo, o comandante fez questão de alertar para as dificuldades da sequência. "Quarta-feira, é jogo duro. A gente deve entrar com muita determinação e super-ligado, para não ser surpreendido", concluiu.

Antes da primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro, o Atlético voltará a campo, nesta quarta-feira, às 22h00, diante do São Paulo. O embate é válido pelas oitavas de final da Copa Libertadores. No jogo de ida, disputado no Morumbi, o clube mineiro venceu por 2 a 1, de virada, com gols de Ronaldinho e Diego Tardelli. Com derrota por até um gol de diferença, o Galo avança às quartas.