Contratação de volante está praticamente descartada; acerto
com meia, apesar de encaminhado, ainda depende de ajustes

Vinícius Dias

A novela da busca por reforços para o meio-campo estrelado, que parecia próxima de chegar ao fim, ganhou novos contornos. Em pauta desde a semana passada, os nomes do volante Felipe Melo, do Galatasaray, e do meia Cícero, do Al-Gharafa, motivam reações distintas nos bastidores. A contratação do primeiro já foi praticamente descartada, uma vez que os valores são considerados elevados. No caso do segundo, o prazo curto - atletas vindos do exterior devem ser registrados até dia 21 - se soma às arestas a serem aparadas.


Segundo o Blog Toque Di Letra apurou, o Cruzeiro chegou a tratar de valores para ter Felipe Melo. A tentativa passou por Eduardo Uram, que é empresário de Cícero e mantém bom trânsito com José Rodríguez Baster, agente espanhol que cuida da carreira de Melo. A tendência, todavia, é de que Felipe fique na Europa. O Galatasaray, que nas últimas horas recebeu proposta da Internazionale, da Itália, planeja definir a situação do camisa 3 antes do dia 20.

Felipe Melo deve seguir na Europa
(Créditos: Twitter/Reprodução)

Na noite dessa terça, a reportagem tentou contato com Eduardo Uram e José Rodríguez para detalhar a situação, mas não teve sucesso. Apesar disso, a boa relação entre os agentes pôde ser confirmada por meio dos sites oficiais das respectivas empresas. Os nomes de Guilherme Santos, hoje lateral-esquerdo do Criciúma, e Michel, lateral-direito do Almería, da Espanha, por exemplo, estão listados na relação de atletas de ambos. A dupla teve passagem pelo Atlético.

Acordo encaminhado

No caso de Cícero, as tratativas entre Cruzeiro e Fluminense, iniciadas na última quinta-feira, estão avançadas. O atleta, que atualmente defende o Al-Gharafa, do Catar, tem acordo encaminhado com o clube azul celeste. Conforme o Blog antecipou no último domingo, o clube carioca pretende contar com o meia-atacante Élber, que está emprestado pelo Cruzeiro ao Sport. No entanto, a proposta inicial do Fluminense ao jogador, indicado por Enderson Moreira, foi recusada.

Cícero está na pauta do clube celeste
(Créditos: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

No momento, o empresário de Élber está no exterior. As tratativas, com isso, estão em ritmo lento e não há definição acerca da contraproposta. Cenário que contraria os planos de Gilvan de Pinho Tavares, que disse à Rádio Itatiaia que espera por um desfecho até esta quarta. Caso Élber e Fluminense se acertem, entra em cena o fator Sport: o clube nordestino tem preferência para adquirir o atleta.

Marcha de volta à Argentina...

Tiago de Melo

Um dos assuntos mais comentados do futebol sul-americano nas últimas semanas foi a volta de Carlitos Tevez ao Boca Juniors, clube que o criou e onde despontou como craque. Mas o atacante, apresentado ontem, não é um caso único. O Apache é um notável membro de uma tendência que se desenha nos clubes argentinos: a de convencer seus jogadores de peso a retornarem para o clube em que nasceram futebolisticamente.


Um exemplo recente que teve destaque ocorreu no Newell's Old Boys. Em 2011, o treinador Gerardo Martino deixou a seleção paraguaia, após levar os guaranis às quartas de final do Mundial de 2010 e de alcançar o vice- campeonato da Copa América daquele ano. Tinha boas ofertas, incluindo uma para assumir a seleção da Colômbia, mas preferiu voltar ao clube do coração, o Newell's, onde foi ídolo como jogador - Martino, ainda hoje, é o atleta com maior número de jogos na história leprosa.

Tevez: de volta ao Boca nessa terça-feira
(Créditos: Club Atlético Boca Juniors/Divulgação)

A situação do clube era ruim. Em má fase técnica e financeira, o Newell's corria sério risco de rebaixamento. Mesmo assim, 'Tata' assumiu o clube, conquistou um título nacional e chegou às semifinais da Libertadores em 2013, sendo eliminado pelo Atlético. Fundamentais para essa recuperação leprosa foram Gabriel Heinze e Maxi Rodríguez, ambos com mais de uma Copa pela seleção da Argentina, além de passagens por grandes equipes europeias e que foram convencidos por Martino a encerrar a carreira no clube do coração.

Retornos sem sucesso

Bem diferentes foram os casos de Mauro Camoranesi e David Trezeguét. Ambos iniciaram a trajetória em times pequenos da Argentina - Aldosivi e Platense, respectivamente -, mas construíram suas carreiras no exterior. Como também possuíam nacionalidades estrangeiras - italiana e francesa, respectivamente -, se enfrentaram na decisão da Copa de 2006. Depois, retornaram ao país sem sucesso. Camoranesi passou por Lanús e Racing. Trezeguet defendeu River Plate e Newell's, antes de encerrar a carreira no futebol indiano.

Diego Milito: caso de amor ao Racing
(Créditos: Racing Club/Divulgação)

Sucesso teve a história do retorno de Diego Milito ao Racing. Revelado na Academia, onde foi campeão nacional em 2001, o atacante retornou para ajudar a equipe a pôr fim à seca de títulos. E conseguiu levar um plantel desacreditado ao título argentino em 2014. O que significa que possui a façanha de ter estado presente nas duas taças nacionais levantadas pelo clube desde 1966. Muito menos digna de nota foi a volta de seu irmão, Gabriel Milito, ao Independiente. Em um time fraco e dividido, e sofrendo com contínuas lesões, o ex-zagueiro do Barcelona pouco pôde fazer pelo clube do coração.

O fator River Plate

O River Plate também tem histórico interessante no quesito, em especial envolvendo a vitoriosa geração revelada no fim do século XX. Na década passada, Ortega e Gallardo haviam retornado para encerrar a carreira em casa. No início da temporada foi a vez de Pablo Aimar. Na atual janela de transferências, o clube apresentou Saviola e Lucho González. Lucho é cria do Huracán, mas já vestiu a camisa do River. Os demais foram revelados pelo brasileiro Delém na base do time millonário e burilados por Pékerman nas seleções nacionais de base.

River apresenta Aimar e Lucho González
(Créditos: Club Atlético River Plate/Divulgação)

O Boca também tem uma trajetória com os 'retornados', ainda que com outras características. Normalmente prefere trazer de volta atletas ainda com muito mercado fora do país e por altas cifras. Exemplos, ainda na década passada, foram os retornos de Palermo e Riquelme, patrocinados por Mauricio Macri, então candidato à prefeitura de Buenos Aires. Ele não economizou e trouxe os ídolos de volta, com altos salários. A dupla foi, definitivamente, eternizada na história, conquistando a Copa Libertadores de 2007, mas também endividando o clube.

De Riquelme a Tevez

Coincidência ou não, Maurício Macri quer se eleger presidente nas eleições deste ano. O atual mandatário é Daniel Angelici, seu aliado. No início deste ano, os auriazuis trouxeram Daniel Osvaldo, criado no Huracán, mas que nunca escondeu o sonho de atuar no Boca, clube do coração. Já haviam repatriado Fernando Gago, também da seleção. Agora é a vez de Tevez, grande ídolo xeneize. O salário é alto - fala-se em US$ 450 mil mensais, cifras elevadas mesmo para os padrões brasileiros, por exemplo -, mas a expectativa também: neste ano, o mínimo que se espera de Carlitos é o título argentino, já que o Boca está entre os primeiros.

Click - Duas imagens, uma história

Vinícius Dias

Há exatos sete anos, no intervalo do duelo entre Cruzeiro e Atlético, no Mineirão, o fotógrafo Elmo Alves eternizou um momento marcante para a família de Fabiano Cesário e Marcilena Lucinda. A vitória do time azul, de virada, por 2 a 1, se tornou mero detalhe diante da imagem que rodou o mundo. "Fui pega de surpresa... Confesso que fiquei com vergonha, por estar amamentando. Mas não imaginava a repercussão que daria", fala a cruzeirense, que mora em Ribeirão das Neves.

(Créditos: Elmo Alves/Camera Lvcida)

O destino tratou de aproximar artista e personagens após seis anos. Por meio do cunhado, que reside em Portugal, Marcilena soube da fotografia e procurou Elmo. O reencontro deu origem a uma reedição do registro. "Foi um sucesso, graças a Deus. Tive o apoio da torcida cruzeirense, não tem nem como agradecer a todos pelo carinho. A nossa paixão pelo time que motivou tudo isso", revela Marcilena.

Reedição da fotografia

No registro feito em abril do ano passado, além de Marcilena e Fabiano e dos filhos Karen e Matheus, amamentado pela mãe na fotografia original, está Deyvid Samuel, o caçula. "No dia, queríamos tirar uma foto, mas não tínhamos câmera", destaca. Naquele 13 de julho, assim como os gols de Thiago Martinelli e Ramires, o clique de Elmo Alves entrou para a história. Essa família que o diga.

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Expectativa é de que Cícero desembarque nos próximos dias em
Belo Horizonte; Élber rejeitou a oferta inicial da equipe carioca

Vinícius Dias

Depois de seis meses, a novela da busca por um meia está próxima de chegar ao fim no Cruzeiro. Cícero, que no primeiro semestre defendeu o Al-Gharafa, do Catar, está apalavrado com o time celeste. A expectativa é de que o jogador chegue nos próximos dias a Minas para realizar exames médicos e assinar contrato. Antes de confirmar a contratação, o Cruzeiro ainda discute detalhes finais com o Fluminense, equipe com a qual Cícero tem vínculo até junho de 2018.

Cícero: meia está a caminho da Raposa
(Créditos: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Segundo o Blog Toque Di Letra apurou, a intenção do tricolor carioca, a princípio, é incluir o meia-atacante Élber, que atualmente está emprestado ao Sport, na negociação. O jogador foi indicado pelo treinador Enderson Moreira, que teve passagem pelas categorias de base do Cruzeiro e hoje comanda o Fluminense. Élber tem contrato com a agremiação mineira até junho de 2017 e, a exemplo de Cícero, assinaria vínculo em definitivo com sua nova equipe.

Negociação com Élber

Nos últimos dias, a cúpula do Fluminense manteve contato com o staff de Élber e apresentou uma oferta salarial. Os valores foram recusados pelo jogador, que fará uma contraproposta. Ainda segundo o Blog apurou, o Sport, clube para o qual está emprestado até dezembro, tem preferência para adquirir Élber. O meia, submetido a uma cirurgia no joelho direto em junho, voltou a treinar com bola nesta semana.