Hexa, Cruzeiro receberá R$ 10,8 mi da Caixa

Vinícius Dias

Além da cota de R$ 50 milhões na decisão - entre as oitavas e as semifinais, o clube já havia arrecadado R$ 11,9 milhões -, o hexacampeonato da Copa do Brasil valeu ao Cruzeiro um salto no ranking de patrocínios da Caixa em 2018. Pelo título conquistado sobre o Corinthians, há duas semanas, na Arena Corinthians, a Raposa receberá bônus de R$ 800 mil. Com isso, totaliza R$ 10,8 milhões, superando o arquirrival Atlético.

Lucas Silva comemora título em SP
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

O contrato com o banco, renovado em abril, inclui bônus por conquistas. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o formato, estendido aos demais clubes patrocinados, prevê R$ 2,5 milhões pelo Mundial, R$ 2 milhões pela Libertadores, R$ 1,5 milhão pelo Campeonato Brasileiro, R$ 800 mil pela Copa do Brasil e R$ 800 mil pela Copa Sul-Americana. Os valores foram reajustados neste ano. Em 2017, o penta rendeu R$ 500 mil.

Galo e Coelho não terão bônus

A logomarca da Caixa estampa as camisas de 11 dos 20 clubes da elite nacional. A parceria com Atlético e Cruzeiro teve início em 2016 - neste ano, o acordo garantiu R$ 10 milhões fixos a cada, R$ 1 milhão a menos do que na última temporada. No caso do América, a relação começou em 2017 - o Coelho teve direito a uma cota de R$ 4 milhões em 2018. O Flamengo lidera o ranking de patrocinados, com R$ 25 milhões fixos.

Gol pelo Cruzeiro: Fred bate recorde no Mineirão

Vinícius Dias

De volta ao Mineirão após 216 dias, Fred bateu um recorde ao abrir o placar da vitória do Cruzeiro sobre o Paraná, nesse sábado, por 3 a 1. O jogador se tornou o primeiro a balançar as redes do Gigante da Pampulha com quatro camisas diferentes desde a reinauguração, em 2013. Fred estava empatado com Lucca, que fez gols por Cruzeiro, Criciúma e Corinthians, e Diego Souza, que marcou por Cruzeiro, Fluminense e São Paulo.

Fred marcou gol após nove meses
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

O primeiro tento do teofilotonense no novo Mineirão foi assinalado com a camisa da seleção brasileira, em junho de 2013, no triunfo por 2 a 1 diante do Uruguai, nas semifinais da Copa das Confederações. O segundo, pelo Fluminense, veio quase 18 meses depois: em dezembro de 2014, na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, que comemorava o tetra brasileiro. Pelo Atlético, foram seis entre junho de 2016 e fevereiro de 2017.

Números pelo Cruzeiro no estádio

Fred tem 37 gols em 44 jogos pela Raposa no Gigante da Pampulha desde a estreia, em 05 de agosto de 2004, quando fechou o placar da vitória por 2 a 0 sobre o Internacional. Naquele ano, o camisa 9 somou 12 tentos em 15 atuações. Em 2005, foi artilheiro do estadual e da Copa do Brasil, balançando as redes 24 vezes em 23 partidas. Neste retorno, deixou sua marca pela primeira no sexto duelo em que participou no estádio.

Bolsonaro ignora esporte, 'âncora' de Haddad

Vinícius Dias

Encerrando uma das mais acirradas disputas da história recente, o Brasil conhecerá seu próximo presidente neste domingo, dia 28 de outubro. Enquanto Jair Bolsonaro (PSL) é apoiado por nomes como os pentacampeões Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, a candidatura de Fernando Haddad (PT) viu organizadas de clubes rivais se unirem no Manifesto das Torcidas pelo Brasil. Mas, afinal, quais serão os rumos do esporte?


Quando o assunto são os projetos de governo, no entanto, apenas o petista apresenta propostas para o setor no país que, entre 2014 e 2016, sediou os dois maiores eventos do planeta: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. O levantamento feito pelo Blog Toque Di Letra considerou exclusivamente os documentos disponíveis no Sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, para o segundo turno.

Universidade do Esporte nos planos

Fernando Haddad define o esporte como "potente âncora econômica" e dedica um capítulo a ideias para o setor, que também aparece associado a direitos das juventudes, segurança pública, cultura e educação. Entre as propostas estão a criação do Sistema Único do Esporte - definindo o papel de União, estados e municípios, a exemplo do SUS - e da Universidade do Esporte, aliando ensino, pesquisa e extensão.

Bolsonaro e Haddad disputam 2ºturno
(Créditos: Facebook/Reprodução)

O ex-ministro, que exalta o legado das gestões do PT, também pretende relançar o Plano Brasil Medalhas e ampliar os investimentos na Rede Nacional de Treinamento. Para o futebol, propõe a implantação do Programa de Modernização da Gestão do Futebol, por meio do BNDES, além de apoio à construção de calendário unificado, garantindo atividade anual para todas as séries e campeonatos, e à estruturação do futebol feminino.

Educação física no Saúde da Família

No plano de governo de Jair Bolsonaro, líder das pesquisas de intenção de voto, não há capítulo específico nem sequer uso do termo esporte ao longo das 81 páginas. Em uma referência indireta, na seção de saúde, o deputado federal propõe "a inclusão dos profissionais de educação física no programa de Saúde da Família, com o objetivo de ativar as academias ao ar livre como meio de combater o sedentarismo e a obesidade".

A volta de Levir: o 'burro' precisará de sorte

Alisson Millo*

Caiu o 'estagiário' no Atlético. Sem cacife para deixar os medalhões de lado, na reserva, Thiago Larghi foi vítima das próprias convicções e incoerências. Para o lugar dele retornou o ídolo, aquele que nem deveria ter saído, o burro com sorte. Sai o aprendiz, entra o cascudo Levir Culpi. O cara com a experiência necessária para apagar o princípio de incêndio antes que ele se alastre e transforme em cinzas o planejamento da temporada inteira, que, convenhamos, já não foi nada excepcional.


Na primeira partida sob o comando de Levir Culpi, faltaram a tradicional burrice e, principalmente, a tradicional sorte. Fabio Santos perdeu pênalti, Luan se tornou o melhor camisa 10 do Fluminense e os três pontos bateram, literalmente, na trave. O resultado disso: várias críticas a Luan, que até sábado era ídolo, inquestionável e intocável. "Quem dera o Atlético tivesse outros Luan's no elenco", diziam alguns.

Técnico reestreou no Galo com revés
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Sem defender o jogador - não sou pago para tal nem sou tão fã assim dele. Mas o caso é semelhante ao do goleiro Victor há algum tempo, quando caiu em desgraça por supostamente estar usando o crédito de 'santo' enquanto se transformava em um goleiro comum. Quando a fase é boa, medianos se tornam gênios. Quando a fase é ruim, gênios se tornam imprestáveis. Luan não é gênio, nunca foi. Mas sempre demonstrou uma entrega bem maior do que muitos craques em potencial no Atlético.

Erro de Luan, gol do Fluminense

Claro, o próprio não se ajuda muito. Ao longo deste ano, foram várias entrevistas desnecessárias, que soaram quase como um esforço para se queimar. Mal sabia ele que só precisava errar um passe e ficar ajoelhado enquanto vê o time tomar o gol. Mas, particularmente, não acredito que essa seja a intenção dele. Talvez o status de ídolo tenha tirado o foco, subido à cabeça, e é nessas horas que um treinador cascudo entra em ação: consertar a cabeça de um bom jogador que vem em má fase.

Luan falhou no lance do gol tricolor
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Por falar em Levir, há algum tempo Rafael Carioca era a base e o coração do meio-campo do treinador. A crítica sobre ele era que ele não dava carrinho. Agora recai sobre Luan o estigma de 'ele só dá carrinho'. Talvez um Luan Carioca fosse o maior jogador de todos os tempos do Atlético. Mas, falando sério, uma birrinha infantil fez com que Rafael Carioca fosse embora e o Atlético ficasse sem um de seus melhores meio-campistas. Não é o caso de fazer o mesmo com Luan. Críticas são bem-vindas e necessárias, mas não a ponto de querer afastar um nome sabidamente importante.

Ainda bem que nosso novo comandante tem muita sorte. O antigo era cheio de certezas, vingou, mas acabou sucumbindo diante delas. Para dar um rumo novo para o Atlético, Levir vai precisar de muito trabalho. E muita sorte também. Para lidar com um elenco limitado, com uma direção sem habilidade e com uma torcida muito exaltada.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!