13/10/2013

Com a força do banco

Douglas Zimmer

Se há alguma frase disparada pelos boleiros e que virou um dos bordões mais corretos do futebol é o tradicional "clássico é clássico e vice-versa". A imprevisibilidade de um jogo entre duas equipes que emanam entre seus jogadores e torcedores a essência de uma batalha maior que a própria definição de o que vem a ser o esporte mais popular do universo. São noventa minutos onde todo o trabalho, o esforço, a história do clube é invocada e os jogadores precisam estar no limite.

Com o Cruzeiro na liderança do campeonato, cabe ao Atlético/MG tentar atrapalhar ao máximo a conquista do rival. Nada mais natural. Entretanto, mesmo que os dois times estivessem ocupando posições intermediárias na tabela de classificação, tenho certeza de que todos os envolvidos iriam para o jogo para tentar superar o adversário a qualquer custo. A flauta da segunda-feira é um prêmio valioso para quem tiver a felicidade e a competência de sair de campo vitorioso. 

No último clássico, vitória celeste
(Créditos: Denilton Dias/Vipcomm)

A Raposa vai para a partida em busca de recuperação, já que foi derrotada em casa pelo São Paulo na última rodada. Marcelo Oliveira promete repetir a formação que não conseguiu se desvencilhar da forte marcação dos paulistas. Levando a campo o time que já está na ponta da língua de todo torcedor, com exceção do zagueiro Dedé que, infelizmente para a gente, está passeando com a Seleção Brasileira pela Ásia. A esperança é de que o entrosamento e as jogadas agudas reapareçam e façam a diferença.

A força do banco...

Marcelo Oliveira fechou a preparação para o clássico fechando parte do treino. Espero que algumas boas jogadas de bola parada tenham sido testadas exaustivamente porque já estou dando falta daquelas armadilhas que costumamos armar na defesa adversária. A manutenção da equipe titular é muito importante, mas tenho um palpite aqui comigo de que quem vai decidir o jogo é o banco de reservas. Opções não faltam.

Dagoberto: opção cinco estrelas
(Créditos: Juliana Flister/Vipcomm)

É impossível se manter alheio a um jogo como este. Se eu fosse o Cruzeiro, não perderia tempo e procurava me impor desde o começo do jogo. Para mim, já ficou claro que a equipe rende muito mais quando controla as ações ofensivas e mantém a posse de bola em busca do gol incessantemente.

Espero que Marcelo Oliveira pense a mesma coisa.
Força, Cruzeiro! 

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