17/11/2013


Com uma mescla do jogo bonito ao futebol de resultados,
treinador conquistou a confiança do torcedor cruzeirense

Lucas Borges

Bastaram 56 partidas no comando da Raposa para Marcelo Oliveira fazer história. O treinador que chegou a Minas sob desconfiança, mesmo após bons trabalhos no sul do país, confirmou a expectativa da diretoria azul, superou a rejeição inicial de 60% e se tornou um campeão. "Eu dependia só do meu trabalho, do meu profissionalismo e do meu comprometimento com o Cruzeiro", observou o técnico, em agosto, em entrevista ao Blog Toque Di Letra.


O aproveitamento de quase 79% e a média de 2,27 gols por partida são meros números, que representam a ótima campanha celeste em 2013. O tão sonhado título, agora realidade, sela o trabalho de Marcelo Oliveira e confirma que o profissionalismo do treinador foi colocado à frente de seu passado, transformando a desconfiança inicial do torcedor em apoio total ao trabalho.

Discreto, Marcelo levou time ao tri
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

A filosofia vitoriosa de Oliveira mesclou jóias da base azul celeste, como Vinícius Araújo, Mayke e Lucas Silva, aos experientes, como Dagoberto, Borges e Júlio Baptista. Ratificando a fala de agosto. "Tem que haver um planejamento, a filosofia de aproveitamento de base, porque o Cruzeiro é uma das boas equipes do Brasil, e que forma bons atletas", observou, na época, ao Blog.

Enfim, reconhecido!

Se antes Marcelo Oliveira vinha de um bom trabalho no Coritiba com dois vices da Copa do Brasil, 2013 foi o ano da consolidação. Que chamou a atenção de todo o Brasil, baseado na filosofia de trazer para o seu lado 'velhos' conhecidos, de qualidade comprovada, como o trio Nilton, Dedé e Éverton Ribeiro.

Treinador 'com a bola' toda em BH
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

Bom para os jogadores e para a equipe. Melhor para os atletas: "eu acho que para eles facilitou e, talvez, os jogadores conversam muito entre si", destacou, em agosto, ao Blog Toque Di Letra. Um dos pontos altos do trabalho foi, também, o bom ambiente criado pelo técnico cruzeirense na relação com o elenco.

E que venha 2014...

O ano de 2013 e o grito de campeão marcam a consolidação do técnico antes rotulado por formar bons times, fazer bons trabalhos, mas ficar no quase. Para 2014 fica a expectativa por novos capítulos vitoriosos e por glórias que voltem a fazer 'explodir' de alegria o horizonte azul da capital mineira.

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