25/02/2015


Em busca do tri, Raposa estreia hoje na Libertadores 2015;
grupo 3 da competição ainda tem Sucre, Mineros e Huracán

Tiago de Melo

A Copa Libertadores começou bem para o Cruzeiro mesmo antes de os comandados de Marcelo Oliveira entrarem em campo. Coube ao clube um grupo muito tranquilo e sem nenhum adversário de peso. Se a Raposa repetir em campo o futebol dos últimos dois anos, é muito difícil que não seja a primeira colocada geral na fase de grupos, o que lhe daria a chance de decidir em casa nos mata-matas.


Um exemplo da sorte do clube no sorteio foi ter caído na chave do mais 'fraco' dos representantes argentinos. O Huracán acabou de subir para a primeira divisão e chegou à Libertadores pelo fato de ter vencido a Copa Argentina, torneio mata-mata em jogo único realizado em campo neutro e que ainda não 'pegou' de fato, de modo que os principais clubes escalam times mistos nas partidas.

Equipe argentina aposta no fator casa
(Créditos: Daniel Mendez/C. A. Huracán)

O Globo não tem um time ruim. Tem alguns bons valores, como o goleiro Díaz, o volante Vismara, os meias Toranzo e Daniel Montenegro, além do carismático e oportunista avante 'Wanchope' Ábila, letal dentro da área, apesar dos problemas com a balança. Há o jovem Romero Gamarra, boa revelação da base da equipe, que joga pela esquerda do meio-campo no 4-2-3-1 armado por Nestor Apuzzo. Mas é um time inferior ao Cruzeiro. Pode complicar as coisas quando jogar em seus domínios, mas nada mais que isso. Ao menos em tese.

No ritmo da altitude

O Universitário é um clube relativamente jovem, fundado em 1961, e não é das mais tradicionais equipes bolivianas. Chega à Copa Libertadores após conquistar o segundo título de sua história. Está na primeira divisão há apenas dez anos e não tem muitos recursos. Tem sede em Sucre, cidade que traz à tona o tema da altitude - 2.800 metros -, mas que não chega a ser uma arma tão poderosa como nos casos de La Paz e Potosí.

Altitude: palco da estreia cruzeirense
(Créditos: Universitário/Facebook/Divulgação)

A equipe não possui jogadores conhecidos. É formada, basicamente, por atletas bolivianos, com alguns estrangeiros, normalmente sem mercado em seus países. O clube buscou atletas experientes em países vizinhos para a disputa da Libertadores, como o goleiro uruguaio Góngora e o atacante equatoriano Mercado. Nada que assuste muito. É um adversário bastante acessível para um clube que luta pelo título.

'Caçula venezuelano'

O Mineros de Guayana se situa na cidade de Puerto Ordaz, no interior da Venezuela - por vezes ocorre uma confusão e se pensa que o clube está sediado em uma inexistente cidade de Guayana. O termo significa 'Guiana', em espanhol, e é usado porque a região de Puerto Ordaz está situada no Planalto das Guianas. O clube é ainda mais jovem que o Universitário. Foi fundado em 1981.

Mineros: confiança no talento da casa
(Créditos: Orlando Gómez/Prensa Mineros)

O plantel é formado em grande maioria por jogadores venezuelanos, dos quais os mais conhecidos são Cichero, com passagens pelo Newell's Old Boys e clubes de segunda linha da Europa; Breitner, ex-Santos; e Peña, ex-Nautico. O único estrangeiro é o veterano atacante argentino Morales, com passagem por várias equipes pequenas de seu país, e que chegou a defender o Paraná. Também é, em tese, um adversário fraco para o atual campeão brasileiro.

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