22/05/2015

Um triunfo Monumental...

Vinícius Dias

A tradição, por si, convidava a Raposa para uma grande noite em Buenos Aires. Antes do duelo dessa quarta-feira, o time celeste havia encarado o River Plate em 12 oportunidades, vencendo nove vezes. Em mata-matas, nas cinco séries anteriores, cinco eliminações dos hermanos e, de quebra, três títulos estrelados. Mas o triunfo no Monumental passou menos pelo histórico da Libertadores de 1976, da Supercopa de 1991 ou Recopa de 1998, e mais pelos méritos do presente.


O DNA do 'novo' Cruzeiro, que quebrou uma invencibilidade de um ano e meio do River Plate como mandante em duelos sul-americanos, tem mais agilidade, mais competitividade, menos posse de bola. Ontem, segundo o Footstats, a Raposa ficou com a bola nos pés em 40% do tempo. Índice ainda menor do que o registrado nos embates com São Paulo (47%), no Mineirão, e Atlético (48%), no Horto, que fecham a lista das três melhores exibições na temporada.

Marquinhos: herói azul no Monumental
(Créditos: Anibal Greco/Light Press)

Depois de um primeiro tempo fraco, em que o Cruzeiro dominou as ações iniciais, com marcação sob pressão e dificultando a saída de jogo do River Plate, mas depois viu o oponente utilizar do mesmo expediente para levar perigo à meta do capitão Fábio, Marcelo Oliveira acionou Charles e Gabriel Xavier. O meia, que substituiu um apagado Arrascaeta, iniciou as jogadas das duas melhores chances cruzeirenses. Na primeira, Vangioni salvou em cima da linha o chute de Willian.

O símbolo do 'novo' Cruzeiro

Na segunda ocasião, a bola se apresentou para Marquinhos, coroando a proposta do técnico celeste, que reforçou a marcação com Charles, dando ao camisa 30 maior liberdade para flutuar na terceira linha do esquema, reconfigurado para o 4-3-2-1. Marquinhos, justamente ele, o símbolo do Cruzeiro versão 2015, com menos trabalho de bola e maior velocidade - contra o River, trocou 12 passes antes de cada finalização, contra 17 do adversário, segundo dados do Footstats.

Marcelo Oliveira, com paciência, desenha um 'novo' Cruzeiro.
Cujo DNA, agora, tem o carimbo de um triunfo Monumental.

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