18/05/2016


Hoje treinador, 7º maior artilheiro alvinegro vê São Paulo em
evolução, mas crê em classificação com emoção e Pratto herói

Vinícius Dias

Campeão mundial de clubes pelo São Paulo em 1993, logo aos 19 anos, Guilherme Alves se consagrou definitivamente, anos depois, com a camisa 7 do Atlético. Os 139 gols marcados ao longo de 205 jogos fazem do ex-atacante o sétimo maior artilheiro e um dos principais personagens da centenária história alvinegra. "Todos os clubes em que atuei foram muito importantes. Mas foi no Atlético onde consegui as melhores coisas como jogador", garante ao Blog Toque Di Letra, quase 13 anos depois de sua última partida pelo clube.


Embora ressalte a relação com o São Paulo, time em que teve a primeira oportunidade na elite, na era Telê, Guilherme dará nesta quarta-feira uma prova de que a paixão pelo alvinegro resiste ao tempo. Aos 42 anos, ele terá uma noite de torcedor no Independência. "Comigo, esse negócio de (ficar em) cima do muro não existe. Torcerei para o Atlético". O palpite é triunfo por 1 a 0, com classificação nos pênaltis. "Emoção até o fim. Pratto será o homem do jogo", diz, elogiando o argentino.

Guilherme durante vista ao CT alvinegro
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Para isso, no entanto, os comandados de Diego Aguirre terão de superar um adversário em evolução. "O São Paulo evoluiu taticamente, mas o que mais me chamou a atenção, e é o que mais interessa, na verdade, é que evoluiu como grupo", avalia Guilherme, que comandou o Novorizontino no Paulista deste ano e, no fim de fevereiro, duelou com o time do Morumbi. "Individualmente, alguns jogadores passaram a jogar mais. Michel Bastos, Ganso, quando jogam bem, complica", assinala.

Trajetória como treinador

O ex-centroavante, que pendurou as chuteiras em 2006, teve a primeira oportunidade como treinador em 2011, no Ipatinga. Dois anos antes, em meio ao período de transição dos gramados para a área técnica, a relação com os adversários desta quarta-feira teve novos capítulos. No primeiro semestre de 2009, Guilherme fez estágio com Muricy Ramalho no CT da Barra Funda. Na sequência, foi a vez de o técnico Vanderlei Luxemburgo recebê-lo na Cidade do Galo.

Ex-atacante fez estágio com Muricy
(Créditos: Site Oficial/www.saopaulofc.net)

"A carreira evoluiu mais rápido do que eu esperava. Fiquei cinco anos me preparando e hoje estou vendo o resultado", diz, citando a frequência em congressos e a obtenção de registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Após dois acessos consecutivos com o Novorizontino, que saiu da A3, em 2014, e disputou a elite paulista neste ano, ele quer mais. "Farei a licença A da CBF, em junho. Também pretendo fazer o curso (da Uefa), em Portugal", revela, em meio às tratativas para renovação com o Tigre. Quarta-feira, no entanto, é dia de cair no Horto.

2 comentários:

  1. Mito! Se ele ou o Jô fossem nosso centravantão, estaríamos bem na fita! 3×1 Galo. Cazares duas vezes e Pratto de cabeça. Nome do jogo: Cazares.

    ResponderExcluir