A um passo da Copa

Tiago de Melo

A 15ª rodada das Eliminatórias sul-americanas trouxe novidades. Argentina e Colômbia estão praticamente classificadas para o Mundial no Brasil. O Chile chegou muito perto. Mas, o outro grande vencedor da rodada foi o Uruguai.

O primeiro jogo da noite teve um equilíbrio imprevisto. A Colômbia viveu seus piores momentos, e tinha dificuldades de furar a defesa equatoriana. Porém, aos 30 minutos, James Rodríguez marcou o gol da vitória. Os cafeteiros faziam uma partida ruim, mas acabaram vencendo pelo maior talento de seus jogadores. A equipe treinada por José Pékerman assumiu a liderança das Eliminatórias e tem um pé na Copa. Assim como a Argentina, que folgou na rodada.

Colômbia está a 'um passo' da Copa
(Créditos: Selección Colombia/Divulgação)

No jogo seguinte, o Chile venceu a Venezuela, por 3 a 0, e se aproximou bastante de uma vaga na Copa do Mundo. Vargas (atacante do Grêmio), Gonzalez (zagueiro do Flamengo) e Vidal fizeram os gols de 'la Roja', que praticamente assegurou sua participação no Mundial.

Uruguai vence...

No último jogo da noite, dois gols de Luis Suárez deram ao Uruguai a vitória frente ao Peru, em Lima. A equipe celeste segue na briga por uma vaga, ou ao menos luta para brigar na repescagem.


Satisfeito com a postura do Atlético, empresário de Leandro
Donizete garante atleta feliz e diz não ter proposta do rival

Vinícius Dias

Sem jogar pelo Atlético/MG desde a 5ª rodada do Campeonato Brasileiro, em junho passado, o volante Leandro Donizete teve seu nome ligado ao rival Cruzeiro em boatos nos últimos dias. Porém, o empresário do atleta, Edson Khodor, nega que tenha havido contato entre os clubes. Leandro, inclusive, deve estar à disposição do técnico Cuca já a partir da primeira rodada do returno.

"Para a gente, não chegou nada", observou o agente, em contato com o Blog Toque Di Letra. Segundo Khodor, os planos do camisa 8 passam pela disputa do Mundial, em dezembro, e pela permanência na equipe. "O sonho dele é disputar o Mundial e dar continuidade no Atlético, onde ele está muito feliz", disse. O volante tem contrato com o time alvinegro até dezembro de 2014.

Volante chegou ao clube em 2012
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

O empresário também destacou a postura do mandatário Alexandre Kalil. "Claro, ninguém está desfazendo do Cruzeiro. Mas é assim, tudo o que o Kalil propôs para a gente em termos contratuais, ele não falha em nada", observou. Desde 2012 no Atlético, Leandro se sente adaptado à cidade. "Ele está muito feliz aí, a família adaptada, o clube, o tratamento", contou Edson Khodor.

Acordo antecipado

Pelo cenário, ele ainda acredita que possa ocorrer a renovação de forma antecipada. "Pelo que eu conheço do Atlético, (acredito) que eles possam até estar conversando, para quando chegar ao ano que vem, janeiro ou fevereiro, pensar em uma renovação", finalizou. No clube, Donizete fez 70 jogos e marcou dois gols.

Encontro de campeões

Ricardo Diniz

Nesta quarta-feira, dia 4, os atuais campeões da Copa Libertadores e do Brasileiro se enfrentam mais uma vez, na Arena Independência. Mas, em situações bastante diferentes das que vivenciaram no decorrer da última temporada.

Em 2012, o tricolor e o alvinegro disputavam a liderança, ponto a ponto. Assim os confrontos entre os dois times foram emocionantes do início ao fim. E com direito um a duelo particular dos craques Ronaldinho e Deco, arbitragem polêmica, tanto no Rio como em Minas - quando inclusive os atleticanos protestaram contra a má arbitragem do torneio -, e todos os ingredientes de uma "final".

Em má fase, o Flu tenta fugir do Z4
(Créditos: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Mas neste ano é diferente. O Fluminense perdeu jogadores importantes, como Wellington Nem e Thiago Neves. Destaques de 2012, Fred e Diego Cavalieri não reeditam a excelente fase da última temporada. O Galo vê sua principal estrela, Ronaldinho, oscilar bons e maus jogos, e não conta mais com Bernard. Jô? Não marca um gol desde a histórica final da Copa Libertadores.

Emoção... e polêmica!

Aliás, no ano passado, Jô também vivia "seca" de gols, mas desencantou logo contra o próximo adversário - fez dois gols diante do Fluminense no returno. Hoje, o atleticano deposita suas esperanças em Diego Tardelli e Fernandinho, que vem substituindo bem o "Bambino de Ouro", vendido ao Shakhtar Donetsk.

Tanto no Rio de Janeiro quanto em Belo Horizonte, Atlético e Fluminense testaram os corações de seus torcedores, ganhando bons motivos para reclamar do árbitro. No primeiro turno, o placar ficou 'em branco' graças aos goleiros Diego Cavalieri e Victor, como também por conta de um gol mal anulado. O camisa 9 Fred balançou as redes, e o auxiliar marcou impedimento.

Em 2012, Galo bateu tricolor em BH
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

No jogo da volta, o Galo venceu por 3 a 2, com gol de Leonardo Silva no último lance do jogo. Mas também teve motivos para reclamar. Na etapa inicial, o craque Ronaldinho cobrou falta com categoria, marcando o que seria o primeiro gol do jogo. O árbitro viu falta de Leonardo Silva e optou por anular. Antes, diante do Vasco, o tricolor havia tido um gol validado em lance semelhante.

É esperar para ver como Atlético e Fluminense vão se apresentar... Se o tricolor tenta se afastar da zona de rebaixamento, o Galo, depois de ter conquistado a Libertadores, vê o Campeonato Brasileiro como preparação para o Mundial.

Mais bola... e menos gols!

Vinícius Dias

A expulsão do lateral Vitor, já na segunda etapa, parecia ter facilitado a missão do Atlético diante do Goiás... Engano! Durante os 23 minutos em que esteve com um jogador a mais, o time mineiro não ameaçou a meta esmeraldina. No jogo, foram nove finalizações, ante 11 alviverdes. Mesmo com quatro avantes ao fim do jogo, o time foi menos vibrante, e parecia satisfeito com o 0 a 0.

Mais bola, menos gols: o novo Galo
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Retrato de um mês negativo. Em nove jogos foram cinco empates, duas derrotas e apenas duas vitórias. Um mês após festejar a Libertadores, a 13ª posição no Brasileirão e o fim do sonho na Copa do Brasil - sofrendo seis gols em dois jogos - são sinais de alerta. Não só para a zaga. A má fase passa pela saída de Bernard, pelos poucos gols de Jô e, claro, pela nova postura.

Paradoxo alvinegro

A agilidade e o poder de fogo da Copa Libertadores - quando marcou 29 gols em 14 duelos - dão lugar à valorização da posse de bola. Mais bola, menos gols. No Brasileirão, o Galo tem o segundo ataque menos positivo. Em 16 jogos, soma 15 gols. Superior apenas ao lanterna Náutico. O time aparece entre os quatro que menos finalizam. E é o segundo que menos acerta o alvo, com 33%.

O novo Atlético teve mais a bola - e fez bem menos.
Prova de que "acordar" em dezembro pode ser tarde!