À espera do Mundial de Clubes, torcedores do Atlético fizeram
festa em lançamento de obra sobre a conquista da Libertadores

Vinícius Dias*

Clima de festa, lembranças da heróica conquista da América e 1ª edição esgotada. O lançamento do livro Nós Acreditamos, de Leonardo Bertozzi, Mário Marra e Mauro Beting foi sucesso total. O evento, que ocorreu na tarde de sábado, movimentou a Loja do Galo, em Lourdes, e contou com presenças ilustres como do ex-goleiro João Leite e de Gilberto Silva, que assinou o prefácio.

O sucesso deixou o diretor-geral da Editora BB, Baroni Neto, empolgado. "Quando começamos a concretizar a ideia do livro, tanto o Mário como o Leonardo começaram a falar sobre a explosão que seria o lançamento. A gente não está acreditando", falou. Ele ainda indica que o título Mundial pode significar uma nova obra. "Que venha o Marrocos e o primeiro título Mundial do Galo", pontuou.

Gilberto Silva foi o autor do prefácio
(Créditos: Lucas Borges/Toque Di Letra)

Para Leonardo Bertozzi, que vivenciou a conquista da Copa Libertadores como jornalista e torcedor, a recepção dos atleticanos foi empolgante. "O torcedor veio, porque ele se identifica muito com a história que a gente conta", observou. "Ao mesmo tempo em que é muito gratificante e muito empolgante, eu acho que nada que a torcida do Atlético faz surpreende mais. Não está aqui um jogador, o Cuca. Está a gente, que escreveu um livro", pontuou.

Palavra do campeão

Autor do prefácio do livro, o zagueiro Gilberto Silva, que esteve em sete partidas na trajetória da Copa Libertadores, exaltou a iniciativa. "É super bacana. Importante também para o futebol brasileiro, para a história do Atlético e para o torcedor do Atlético, que é super apaixonado", disse o camisa 15.

Ex-goleiro João Leite foi ao evento
(Créditos: Vinícius Dias/Toque Di Letra)

Emoção compartilhada pelo ex-goleiro João Leite, um dos maiores nomes da história do clube mineiro. "Estou muito feliz. Este era um sonho desde criança, quando aqui ao lado da sede era o campo onde a gente vinha assistir aos jogos", recordou.

Sucesso de vendas

Depois de prestigiar o lançamento, Victor Martins, jornalista, adquiriu um exemplar e fez elogios ao trio de autores. "Esse livro é legal, porque dois dos três jornalistas são assumidamente atleticanos e um palmeirense. O legal é que sabemos o time deles, e na hora do trabalho eles sabem bem diferenciar a questão paixão da questão razão", avaliou. "Não à toa, eles fazem sucesso", disse.

Lançamento animou a Loja do Galo
(Créditos: Lucas Borges/Toque Di Letra)

O sucesso, logo no lançamento, contagiou até mesmo o palestrino Mauro Beting. "Olha, absolutamente emocionante, tocante", revelou. Beting se mostrou empolgado com a recepção dos atleticanos. "Eu sabia que havia um respeito muito legal, mas eu não sabia que havia tanto carinho. Claro que ficou essa relação mais intensa por conta de tudo o que aconteceu com a campanha, porque esse livro teve muito do trabalho brilhante do Bertozzi e do Marra", explicou.

Na expectativa...

Depois de comercializar os 2.000 exemplares da 1ª edição em pouco mais de três horas de lançamento, a expectativa de Editora BB é de que a 2ª edição fique disponível para os torcedores do Atlético Mineiro dentro dos próximos cinco dias.

*Com colaboração de Lucas Borges

Galo, eu acredito!

Alisson Millo

Bom, não é no titulo brasileiro como cita o técnico Cuca. Este é do rival. Não na matemática, mas o Cruzeiro é "virtual" campeão nacional. Mas eu acredito! Eu acredito em uma série de coisas. Que só o Atlético pode me fazer crer.

Por experiência, nunca mais duvidarei de mais nada do Galo. Em 2013, o torcedor viveu de tudo. Campeão Mineiro depois de quase perder o título praticamente ganho. Ganhou a Copa Libertadores, que tantas vezes nos pareceu ficar distante. Mas, nesse momento, o assunto é o Campeonato Brasileiro.

Para ganhar as Américas, o Atlético deixou o Brasileirão de lado e figurou na zona de rebaixamento. Depois da famosa "ressaca da Libertadores", a equipe retomou a caminhada e, embora oscilando, foi se reabilitando na Série A. Depois de um mês de agosto irreconhecível, veio setembro, e o time se recuperou.

Fernandinho: ícone do novo Galo
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

No final de um mês em que vinha tudo dando certo, surgiu a tal "bruxa". Réver, Dátolo, Richarlyson - tudo bem que grande parte da torcida não sentirá tanta falta, mas é uma baixa - e principalmente Ronaldinho foram para o departamento médico. Muito se falou que era o fim do Atlético, e alguns torcedores acreditaram.

Bom momento...

Mas setembro fechou em alta com a boa vitória contra o Santos. Sorte? Mau momento do Peixe? Talvez! Veio outubro, veio a Ponte Preta e veio mais uma vitória. Time reserva da Ponte? Sim, mas o time jogou bem nos dois jogos, provando que não é só o R10. Leandro Donizete tem voltado aos poucos, Josué reencontrando seu bom futebol e Jô voltando a fazer gols, Luan jogando como nunca no Atlético, Tardelli fazendo as vezes de armador com qualidade.

Jô: atacante retomou a boa fase
(Créditos: Bruni Cantini/Atlético-MG)

O quinto lugar na tabela pode até dar chances para o time ser campeão. Todavia, o foco do Galo é, e sempre foi desde a Libertadores, o Mundial Interclubes. Bayern? Talvez! O tempo dirá... Como o Atlético é capaz de coisas que só os atleticanos sabem, eu acredito! O time pode, sim, ser campeão. Pode também perder na semi-final. Mas, esta possibilidade não deve ser cogitada.

Então, nós temos que acreditar! Acreditar na retomada do bom futebol, acreditar no título - ou nos títulos, como dizem alguns. Enfim, acreditar. Como toda a torcida grita!

Eu Acredito!!


Em bom momento na Toca da Raposa, armador sonha com a
Copa do Mundo de 2014 e afirma que 'o melhor está por vir'

Vinícius Dias

Na direita, ele recebe de Ricardo Goulart, avança com a bola, aplica um chapéu no volante Luiz Antônio e, antes de a bola tocar a grama, estufa as redes do Flamengo. A obra prima que rendeu placa no Mineirão, foi o momento de maior brilho de Éverton Ribeiro com a camisa azul estrelada. "Venho fazendo pelo Cruzeiro o que fiz pelo Coritiba e o que se esperava de mim", afirma. Ciente da boa fase, ele sonha alto. E vê no horizonte a Copa do Mundo de 2014.

Éverton festeja a boa fase na Toca
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

"Acredito que se eu ajudar o Cruzeiro a conquistar os títulos que disputa, tenho chances de ser convocado", pontua o camisa 17. Em 45 partidas, ele marcou 11 gols pelo clube da Toca da Raposa. Ótimos números, que renderam uma valorização de cerca de 500%, em apenas seis meses. Na 'ponta da língua', ele traz o segredo do sucesso cruzeirense. "A união do grupo", resume. Na ponta das chuteiras, leva a confiança de 8,5 milhões de torcedores.

Você chegou a Belo Horizonte no início desta temporada, indicado pelo Marcelo Oliveira - com quem havia trabalhado em Curitiba. O fato de você já conhecer o treinador facilitou seu bom rendimento em Minas Gerais?

Obviamente, o fato de já ter trabalhado com o Marcelo (Oliveira) ajudou e acelerou a minha adaptação no Cruzeiro. Quando você chega a um clube, você já ouviu falar, você conhece a tradição do clube, mas é tudo novo para você. Portanto, ter uma pessoa que já te conhece e, principalmente esta pessoa ser seu treinador, ajuda bastante na adaptação.

A ótima atuação diante do Flamengo - no Mineirão, pela Copa do Brasil - foi, talvez, o ponto alto de sua trajetória com a camisa do Cruzeiro. A sua temporada, no entanto, vem sendo marcada pela regularidade. Você acredita que vive, hoje, o melhor momento de sua carreira?

Eu costumo dizer que o melhor momento sempre está por vir. Fiz uma bela temporada com o Coritiba no ano passado, e estava em um grande momento também. Neste ano, graças a Deus, estou podendo continuar tendo uma bela performance. Venho fazendo pelo Cruzeiro o que fiz pelo Coritiba e o que se esperava de mim. Graças a Deus e aos meus companheiros estou podendo ajudar o Cruzeiro.

Antes da Copa de 2014, o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, deve fazer apenas mais três convocações. Embora tenha um grupo praticamente definido, Felipão pode fazer alguns testes. Você acredita que está em condições de disputar uma posição na lista final?

Acredito, pelo que vejo hoje e também pelo que venho realizando pelo Cruzeiro, que tenho totais condições de vestir a camisa da seleção brasileira. Claro que para você ir para uma seleção o técnico vê o que você está fazendo no seu clube. E acredito que se eu ajudar o Cruzeiro a conquistar os títulos que disputa, tenho chances de ser convocado.

Em 2012, chegaram Seedorf, Zé Roberto e Forlán. Em 2013, Alex, Alexandre Pato e o próprio Júlio Baptista. À mesma época, vários times negociaram suas promessas. Como você vê, hoje, o cenário do futebol brasileiro?

Hoje, os clubes brasileiros têm um poder econômico mais forte do que antes. Por exemplo, o Cruzeiro agora trouxe o Júlio Baptista, que é um grande jogador e estava há muito tempo na Europa, jogou em grandes clubes por lá. Então, acho que alguns clubes brasileiros estão com organização e um poder econômico para trazer esses jogadores. Por outro lado, outros clubes acabam perdendo jogadores porque, às vezes, o próprio jogador quer sair e aí não tem como o clube segurar.

Em fevereiro, o Cruzeiro pagou R$ 4 milhões ao Coritiba, por 60% dos seus direitos econômicos. Em julho, a cúpula celeste rejeitou cerca de € 10 milhões, do 'Mundo Árabe'. Como você analisa essa valorização que teve em Minas? E mais, você mantém o sonho de atuar no exterior?

Essa valorização é natural, a partir do momento que você faz uma bela campanha em nível nacional, em um clube gigante como o Cruzeiro. Se o Cruzeiro rejeitou essa proposta é porque eles acreditaram em mim e no meu futebol. Eu fico muito feliz com isso e também de estar podendo realizar aqui o que eles esperam de mim. Jogar no exterior é um sonho desde criança. Acredito que todo jogador tenha este sonho, de um dia jogar em um grande clube europeu, também.

Líder e dono do melhor ataque do Campeonato Brasileiro, o atual time do Cruzeiro tem o aproveitamento superior ao de 2003 - que encantou o país e foi campeão. Para você, qual é o segredo desse rápido sucesso?

O segredo é a união do grupo. Um grupo de caráter, de jogadores que se respeitam, e estão todos focados em busca de conquistar títulos e dar o máximo pelo Cruzeiro.

Todo cuidado é pouco!

Alexandre Oliveira

Na noite desta quarta-feira, o Cruzeiro entra em campo para defender a invencibilidade de dez partidas no Brasileiro. Os 11 pontos de vantagem para o vice-líder Grêmio fizeram o torcedor ficar ainda mais confiante no título brasileiro. Contudo, daqui para frente, todo cuidado será pouco. A Portuguesa, adversária da noite, não perde há três jogos e, no domingo, goleou o Corinthians, por 4 a 0.

A Lusa vem em uma crescente no Brasileirão. A equipe paulista deixou a zona de rebaixamento nas últimas rodadas. Agora, o objetivo é lutar por posições na parte mais alta da tabela. O destaque do clube rubro-verde tem sido Gilberto. O atacante marcou três vezes contra o Corinthians, e tem 11 gols na Série A.

Goulart retorna ao time nesta 4ª
(Créditos: Washington Alves/Textual)

E o camisa 9 tem sido assistido pelo experiente meia Souza, que passou pelo time celeste durante a última temporada, e por Moisés, volante que chegou a ser especulado no Atlético/MG. Na fase de recuperação, outro ponto forte do time do Canindé tem sido o volante Bruno Henrique, que além de dar segurança à defesa, tem se destacado pelo ótimo apoio ao setor ofensivo.

Dupla retorna...

O retorno de Ricardo Goulart e Lucas Silva à equipe titular, com certeza, serão importantes para tentar superar a defesa do clube paulista, que já sofreu 34 gols no Brasileiro. Contra o Internacional, claramente a equipe sentiu a falta da dupla. Embora Henrique e Dagoberto tenham ido bem, a Raposa jogou de maneira diferente. Perdeu um pouco do apoio do jovem Lucas Silva na frente e das armações das jogadas de Goulart pelo meio-campo.

Em casa, Raposa sofreu sete gols
(Créditos: Juliana Flister/Vipcomm)

Com 50 gols marcados, o melhor ataque deste Brasileirão, e somente 20 sofridos, a segunda melhor defesa, o Cruzeiro entra em campo confiante para pegar a Lusa. Destes vinte gols que o Cruzeiro tomou, apenas sete foram em casa. Três contra o Vasco e dois diante do Inter, na Arena do Jacaré. Atlético/MG e Vitória foram as outras equipes a marcar diante do time celeste no Mineirão. Porém, foram goleados, o que revela a maneira como o Cruzeiro atua em casa: marcando sob pressão e não deixando o adversário se impor.

... com cuidado!

Assim a Raposa deve entrar hoje, para encarar a Portuguesa, que apesar de não ter uma zaga consistente, ataca com muita força e costuma dar trabalho quando atua fora de casa. Por isso, nunca é demais avisar que todo cuidado é pouco.