03/10/2013


Em bom momento na Toca da Raposa, armador sonha com a
Copa do Mundo de 2014 e afirma que 'o melhor está por vir'

Vinícius Dias

Na direita, ele recebe de Ricardo Goulart, avança com a bola, aplica um chapéu no volante Luiz Antônio e, antes de a bola tocar a grama, estufa as redes do Flamengo. A obra prima que rendeu placa no Mineirão, foi o momento de maior brilho de Éverton Ribeiro com a camisa azul estrelada. "Venho fazendo pelo Cruzeiro o que fiz pelo Coritiba e o que se esperava de mim", afirma. Ciente da boa fase, ele sonha alto. E vê no horizonte a Copa do Mundo de 2014.

Éverton festeja a boa fase na Toca
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

"Acredito que se eu ajudar o Cruzeiro a conquistar os títulos que disputa, tenho chances de ser convocado", pontua o camisa 17. Em 45 partidas, ele marcou 11 gols pelo clube da Toca da Raposa. Ótimos números, que renderam uma valorização de cerca de 500%, em apenas seis meses. Na 'ponta da língua', ele traz o segredo do sucesso cruzeirense. "A união do grupo", resume. Na ponta das chuteiras, leva a confiança de 8,5 milhões de torcedores.

Você chegou a Belo Horizonte no início desta temporada, indicado pelo Marcelo Oliveira - com quem havia trabalhado em Curitiba. O fato de você já conhecer o treinador facilitou seu bom rendimento em Minas Gerais?

Obviamente, o fato de já ter trabalhado com o Marcelo (Oliveira) ajudou e acelerou a minha adaptação no Cruzeiro. Quando você chega a um clube, você já ouviu falar, você conhece a tradição do clube, mas é tudo novo para você. Portanto, ter uma pessoa que já te conhece e, principalmente esta pessoa ser seu treinador, ajuda bastante na adaptação.

A ótima atuação diante do Flamengo - no Mineirão, pela Copa do Brasil - foi, talvez, o ponto alto de sua trajetória com a camisa do Cruzeiro. A sua temporada, no entanto, vem sendo marcada pela regularidade. Você acredita que vive, hoje, o melhor momento de sua carreira?

Eu costumo dizer que o melhor momento sempre está por vir. Fiz uma bela temporada com o Coritiba no ano passado, e estava em um grande momento também. Neste ano, graças a Deus, estou podendo continuar tendo uma bela performance. Venho fazendo pelo Cruzeiro o que fiz pelo Coritiba e o que se esperava de mim. Graças a Deus e aos meus companheiros estou podendo ajudar o Cruzeiro.

Antes da Copa de 2014, o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, deve fazer apenas mais três convocações. Embora tenha um grupo praticamente definido, Felipão pode fazer alguns testes. Você acredita que está em condições de disputar uma posição na lista final?

Acredito, pelo que vejo hoje e também pelo que venho realizando pelo Cruzeiro, que tenho totais condições de vestir a camisa da seleção brasileira. Claro que para você ir para uma seleção o técnico vê o que você está fazendo no seu clube. E acredito que se eu ajudar o Cruzeiro a conquistar os títulos que disputa, tenho chances de ser convocado.

Em 2012, chegaram Seedorf, Zé Roberto e Forlán. Em 2013, Alex, Alexandre Pato e o próprio Júlio Baptista. À mesma época, vários times negociaram suas promessas. Como você vê, hoje, o cenário do futebol brasileiro?

Hoje, os clubes brasileiros têm um poder econômico mais forte do que antes. Por exemplo, o Cruzeiro agora trouxe o Júlio Baptista, que é um grande jogador e estava há muito tempo na Europa, jogou em grandes clubes por lá. Então, acho que alguns clubes brasileiros estão com organização e um poder econômico para trazer esses jogadores. Por outro lado, outros clubes acabam perdendo jogadores porque, às vezes, o próprio jogador quer sair e aí não tem como o clube segurar.

Em fevereiro, o Cruzeiro pagou R$ 4 milhões ao Coritiba, por 60% dos seus direitos econômicos. Em julho, a cúpula celeste rejeitou cerca de € 10 milhões, do 'Mundo Árabe'. Como você analisa essa valorização que teve em Minas? E mais, você mantém o sonho de atuar no exterior?

Essa valorização é natural, a partir do momento que você faz uma bela campanha em nível nacional, em um clube gigante como o Cruzeiro. Se o Cruzeiro rejeitou essa proposta é porque eles acreditaram em mim e no meu futebol. Eu fico muito feliz com isso e também de estar podendo realizar aqui o que eles esperam de mim. Jogar no exterior é um sonho desde criança. Acredito que todo jogador tenha este sonho, de um dia jogar em um grande clube europeu, também.

Líder e dono do melhor ataque do Campeonato Brasileiro, o atual time do Cruzeiro tem o aproveitamento superior ao de 2003 - que encantou o país e foi campeão. Para você, qual é o segredo desse rápido sucesso?

O segredo é a união do grupo. Um grupo de caráter, de jogadores que se respeitam, e estão todos focados em busca de conquistar títulos e dar o máximo pelo Cruzeiro.

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