Após longa trajetória com camisa do argentino Vélez Sarsfield,
meio-campista deve ser anunciado pelo Cruzeiro nesta semana

Vinícius Dias

Nas próximas horas, a cúpula cruzeirense deve confirmar o acerto com o meio-campista Ariel Cabral, de 27 anos. Campeão do Mundial sub-20 pela seleção argentina, em 2007, o atleta chega ao Brasil depois de construir uma trajetória de quase uma década com a camisa do Vélez Sarsfield, da Argentina, e de uma breve passagem pelo polonês Legia. Para traçar um perfil, o Blog Toque Di Letra ouviu três jornalistas que acompanharam o jogador nos últimos meses.


"É um volante com bom equilíbrio entre a marcação e a distribuição, seu forte. E tem eficácia no passe", destacou Juan Dopazo, repórter do Canal CN23 e da Rádio Uno FM. Editor do El Enganche, canal especializado em futebol argentino no site do Fox Sports, Luciano Silveira acrescentou que Ariel Cabral é mais marcador do que, essencialmente, uma peça ofensiva. "Tem duas características (importantes). Muita força e pegada", avaliou o jornalista gaúcho.

Cabral, à direita, comemora gol do Vélez
(Créditos: C.A. Vélez Sarsfield/ Divulgação)

Com mais de 120 jogos como titular do Vélez ao longo da história, Cabral não entra em campo desde o dia 29 de março. Nesta temporada, foram apenas sete jogos. "Há dois anos, o clube tem sofrido economicamente. Por isso, perdeu vários jogadores. (Cabral) não ajudou muito, porque o time está fazendo uma péssima campanha", explicou Juan Dopazo. "Ele estava sem jogar por questões salariais, uma vez que não renovaria", completou Luciano Silveira.

No esquema de Luxa

Colaborador do Blog e do Futebol Portenho, Tiago de Melo vislumbrou a presença do canhoto no esquema do técnico Luxemburgo. "É um jogador comum, mas tem boa saída de bola, algo que faz falta ao Cruzeiro, então pode ser útil", pontuou, citando a presença como segundo volante sob o comando de Ricardo Gareca no Vélez. "Ele pode fazer o lado esquerdo em uma linha de quatro, mas esse sistema não é utilizado aqui. No jogo de domingo, contra o Sport, por exemplo, seria o volante pela esquerda na linha de três no meio", esclareceu.

Cabral foi segundo volante com Gareca
(Créditos: C.A. Vélez Sarsfield/Divulgação)

Tiago faz questão de pontuar que, ao contrário do que ocorre no futebol brasileiro, a distinção entre volante e meia, na Argentina, não é tão clara. "Há jogadores que claramente são volantes, como o Mascherano. E há os típicos meias, como o Riquelme. Mas há muitos que jogam entre as duas intermediárias. Cabral é assim", concluiu.


Especialistas apontam polarização entre Atlético e Corinthians
em disputa pela faixa de campeão nacional; confira as chances

Vinícius Dias

Após fazer sua parte, na quarta-feira, e derrotar o São Paulo, por 3 a 1, diante de mais de 47 mil torcedores no Mineirão, o Atlético teve motivos para comemorar no complemento da 16ª rodada do Brasileirão. Dos cinco integrantes do G-8 que foram a campo neste fim de semana, apenas dois somaram três pontos.

Especialistas calculam chances dos rivais
(Bruno Cantini/Atlético e Washington Alves/Light Press)

Na avaliação de especialistas, o cenário indica uma polarização na disputa pela faixa de campeão brasileiro deste ano. Em projeções realizadas pelo Departamento de Matemática da UFMG e pelos sites Infobola e Chance de Gol, o Atlético é apontado como favorito ao título. O vice-líder Corinthians aparece logo a seguir.

Libertadores mais distante

Com apenas dois pontos conquistados nos últimos três duelos, o Cruzeiro vem, rodada a rodada, se distanciando da disputa por uma vaga na Copa Libertadores. Ontem, o time celeste empatou com o Sport, por 0 a 0, na Arena Pernambuco. Na 14ª posição, a Raposa está a 12 pontos do Leão, atual quarto colocado.

Atlético/MG - título:

Matemática/UFMG: 38,6%
Infobola: 41%
Chance de Gol: 69,1 %

Cruzeiro - Libertadores:

Matemática/UFMG: 2,6%
Infobola: 2%
Chance de Gol: 4,1%

Nova consulta por Cícero

Vinícius Dias

Depois de idas e vindas, o meia Cícero se reapresentou na última quarta- feira ao Fluminense, clube com o qual tem contrato até junho de 2018. A expectativa nas Laranjeiras, neste momento, é de que ele volte a vestir a camisa tricolor no próximo sábado, contra o Avaí, em Santa Catarina. No início da semana, no entanto, a permanência do meio-campista no Rio de Janeiro chegou a ser colocada em xeque.

Cícero voltou ao clube das Laranjeiras
(Créditos: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

A indefinição foi monitorada pelo Cruzeiro, que, conforme apurou o Blog Toque Di Letra, chegou a fazer uma nova consulta ao clube tricolor. No entanto, pelo menos três fatores pesam contra um desfecho positivo: a falta de consenso quanto à inclusão de um atleta celeste no negócio - no cenário inaugural, Élber recusou a proposta do Fluminense -; o pedido de Enderson por mais um armador no elenco; e o cenário complexo de uma possível negociação de compra/venda.

Detalhes da negociação

Cícero chegou às Laranjeiras em junho do último ano, em uma operação que também envolveu a antiga patrocinadora do time carioca. O jogador, que é considerado caro, ainda tem parcelas referentes à transferência a receber - a rescisão do contrato significaria o fim da pendência. O tricolor ainda exigiria uma compensação - superior aos R$ 3 milhões pagos pelo Al-Gharafa pelo empréstimo - para liberá-lo.


Enquanto craque estreia pelo Fluminense, sósia veste a camisa
do Atlético no exterior: 'uma experiência única', avalia ao Blog

Vinícius Dias

José Róbson Batista de Oliveira jamais marcou um gol como profissional, porém, coleciona fãs e pedidos de autógrafos e fotos. A semelhança física com Ronaldinho Gaúcho é seu maior trunfo. Mas, neste sábado, a cor da camisa vai diferenciá-los. Enquanto o ídolo vai defender o Fluminense pela primeira vez, o sósia alagoano preferiu outras cores: o preto e branco do Atlético, que o gaúcho usou de 2012 a 2014. "Galo uma vez, até morrer", afirma, no compasso do hino do clube.


Desde o início da semana, Batista está em Joanesburgo, na África do Sul, onde participa de gravações para um canal de TV local. Nas imagens, ele interpreta o personagem Ronaldinho, que ajuda um garoto a buscar um clube para realizar o desejo de ser jogador de futebol. "É mais um sonho realizado. Saí do Brasil pela primeira vez, e está sendo maravilhoso, uma experiência única", destaca ao Blog Toque Di Letra.

Sósia ao lado do ex-atleta Lucas Radebe
(Créditos: Róbson Oliveira/Arquivo Pessoal)

Róbson, que iniciou a aventura como sósia do meia em 2011, ainda nos tempos de Flamengo, faz questão de agradecer o carinho dos atleticanos desde a mudança para Minas, em 2012. "A relação é maravilhosa. E não mudou (após a saída do Gaúcho)", pontua. Em solo africano, o sósia faz questão de exibir a camisa do clube. Em um dos intervalos de gravações, por exemplo, posou para fotos com o ex-zagueiro Lucas Radebe, um dos principais nomes da história do futebol local.