Boa relação de Giuliano Aranda e seu sócio, Ubiraci Cardoso,
com a diretoria celeste pode ser decisiva em ambos os casos

Vinícius Dias

Depois de ter o nome ligado ao Palmeiras, o zagueiro Dedé demonstrou irritação na tarde de ontem. Em tom mais ameno, o empresário Giuliano Aranda corroborou a negativa do defensor estrelado. "Em sua trajetória, Dedé sempre foi um atleta assediado... No caso do Palmeiras, as pessoas que hoje dirigem o clube o conhecem bem, trabalharam juntos (por dois anos). Mas não há nenhuma negociação em andamento", argumentou em entrevista ao Blog Toque Di Letra.


O objetivo mais imediato, segundo Aranda, é a recuperação do beque. "A gente espera que ele termine o ano à disposição do treinador, como os demais atletas". Contudo, o agente reconheceu que há sondagens. "Tem interesse informal de vários clubes, como sempre teve". O defensor tem vínculo com a Raposa até abril de 2017. Em caso de negociação, segundo apurou a reportagem, o clube celeste receberia cerca de 20% do valor, a título de vitrine.

Dedé durante treinamento celeste
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

Contatado pelo Blog, o vice de futebol celeste, Bruno Vicintin, foi enfático ao afirmar que Dedé faz parte dos planos para 2016. Além da trajetória vitoriosa, a boa relação entre o clube e o staff do atleta pesa a favor da sequência em Minas. Giuliano e seu sócio Ubiraci também representam os volantes Willians e Charles e, no primeiro semestre, foram acionados pelo Cruzeiro para intermediar as negociações visando à contratação do meia Wágner, à época no Fluminense.

Renovação nos planos

Com contrato até 31 de dezembro, o volante Charles segue com o futuro indefinido. "Ainda não houve nenhuma reunião formal com o Cruzeiro para renovação. O atleta tem uma longa história no clube, está em casa. (Para buscar algo) externamente, ainda é cedo", pontuou Aranda. O camisa 28 está entre os jogadores mais ativos na temporada celeste: disputou 27 partidas, 20 como titular. E quer mais. "A prioridade é dar continuidade", afirmou o agente.

Entre a matemática e a esperança

Vinícius Dias

Finalizada a 29ª rodada, o Corinthians lidera o Campeonato Brasileiro, com 61 pontos. O time de Tite pouco encanta, mas raramente perde e soma pontos mesmo quando joga mal. Não fosse o ótimo Atlético projetado e dirigido por Levir Culpi, comandado em campo por Lucas Pratto, o hexa estaria praticamente sacramentado. A reviravolta é improvável, porém, a história e os números provam que os torcedores atleticanos acertam ao conjugar o verbo acreditar.


Até aqui, o alvinegro paulista sobra: 2º melhor ataque, melhor defesa e apenas quatro derrotas. Mas há ressalvas. Com 61 pontos, lideraria após 29 jogos em seis das nove edições anteriores da Série A. Os três líderes que superaram a marca soltaram o grito de campeão: Fluminense (65, em 2012), São Paulo (63, em 2007) e Cruzeiro (62, em 2013). Dos seis que tinham menos pontos a essa altura do campeonato nacional, metade não ficou com o título em dezembro.

Torcida atleticana em festa no Horto
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Os números, que apontam um Corinthians no limite entre a liderança e a segurança, mostram ainda o segundo colocado disposto a fazer história. Com 56 pontos, 17 vitórias e 21 gols pró de saldo, o Atlético é o melhor vice-líder nesse momento da competição. À frente do Grêmio, que tinha a mesma pontuação, mas saldo inferior - 19 gols pró - na edição de 2012. Soa como detalhe quando o vice-campeão é culturalmente o primeiro dos perdedores, mas é um sinal verde.

A matemática coloca o Corinthians com 80% de chances.
Mas, na ótica atleticana, há confronto direto e esperança.


Nas próximas cinco semanas, Coelho vai enfrentar cinco dos seis
últimos colocados da Série B visando encaminhar retorno à elite

Vinícius Dias

Embalado pela vitória diante do Criciúma, na última sexta-feira, o América abrirá na noite deste sábado uma série de cinco duelos decisivos para se aproximar de seu principal objetivo na temporada: o retorno à Série A. A dois pontos do G4 do Campeonato Brasileiro da Série B, o time alviverde encara o lanterna Mogi Mirim, no interior de São Paulo, podendo fechar a rodada na terceira posição.


Restando apenas dez partidas para o término da competição, a palavra de ordem nos bastidores do Coelho é regularidade. "Nossa expectativa é de que nessas (próximas) cinco rodadas, com adversários que estão lutando para não cair, o time dê uma arrancada para chegar e permanecer no G4. Esse é o nosso objetivo", revelou ao Blog o gerente de futebol do clube mineiro, Flávio Lopes.

Coelho festeja triunfo ante o Criciúma
(Créditos: Carol Lopes/América FC/Divulgação)

Depois de abrir a série, amanhã, o América volta a campo na terça-feira, diante do Macaé, atual 16º colocado, no Horto. A seguir, os adversários serão ABC (19º) em Natal, Oeste (15º) no Independência, e Boa Esporte (18º) em Varginha. No turno, o clube somou dez dos 15 pontos possíveis nessa sequência, com triunfos ante Mogi, ABC e Boa e empate contra o Macaé. A ideia é ter melhor desempenho no returno.

Projeções matemáticas

A relevância da sequência é reafirmada por especialistas. Caso some cinco vitórias, por exemplo, o América chegará a 60 pontos e precisará de mais um triunfo nos cinco jogos restantes para ter mais de 94% de chances de acesso, conforme projeção do Departamento de Matemática da UFMG. No atual formato, 63 pontos não foram suficientes para o acesso em apenas duas edições: 2009 e 2012.


Com quatro gols e duas assistências em 15 jogos, Richarlison
é considerado uma das principais revelações da atual Série B

Vinícius Dias

Bastaram três meses entre os profissionais do América para que o jovem atacante Richarlison conquistasse a confiança do torcedor alviverde. Com quatro gols e duas assistências em 15 partidas pelo Coelho, o camisa 9, que faz dupla com Marcelo Toscano, é apontado como uma das principais revelações do Brasileiro da Série B e tem despertado o interesse de times brasileiros e do exterior.


De acordo com uma fonte ligada ao staff da joia do América, Atlético e Cruzeiro estão entre as equipes que sondaram a situação de Richarlison recentemente. O mercado fechado, no entanto, impede qualquer avanço. "Houve apenas sondagens, nada concreto", afirmou. O atleta, que firmou um novo compromisso com o Coelho há dois meses, tem vínculo com o alviverde até junho de 2018.

Richarlison: joia com DNA alviverde
(Créditos: Carlos Cruz/América FC/Divulgação)

O gerente de futebol do América, Flávio Lopes, pontuou que o clube está preparado para lidar com o assédio. "Ninguém fez proposta. Mas o nome dele, hoje, é badalado em todo o Brasil", disse ao Blog. "Nós fizemos (a transição) com muita consciência. Mas, é lógico, chega ao ponto que, se pagarem (a multa rescisória) como fizeram com Thiago Santos, não tem jeito de segurar", assinalou.

Reencontro marcante

Amanhã, o avante vai vivenciar uma emoção especial: o reencontro com o Mogi Mirim, clube contra o qual fez sua estreia. "Sem dúvida é um duelo diferente para mim", afirmou. "Após poucos meses e só alguns jogos na base do América, o professor Givanildo pediu que eu fosse promovido ao profissional e me deu a chance de jogar alguns minutos. Graças a Deus, aproveitei bem a chance, fiz logo um gol e vencemos o jogo", recordou o jovem Richarlison.