Cruzeiro vai ao mercado por 'shows' pré-jogos

Vinícius Dias

Antes mesmo de Thiago Neves balançar as redes de Cássio, decretando a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, o Cruzeiro já havia dado show no duelo de ida da decisão da Copa do Brasil. Banners gigantes com imagens de treinador, jogadores e torcedores, 55 mil bandeirinhas e um show de fogos e luzes deram ares de espetáculo ao Mineirão, a exemplo da partida contra o Boca Juniors, nas quartas de final da Libertadores.

Raposinha e Raposão: pré-Corinthians
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Com o sucesso em 2017, a iniciativa, pioneira no futebol brasileiro, será ampliada pelo clube celeste na próxima temporada. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o departamento de marketing finaliza um projeto que será apresentado ao mercado publicitário ainda neste mês. "Vamos convidar as agências para construírem ativações e experiências com seus clientes para os nossos jogos", confirma o diretor Renê Salviano.

De calendário de eventos a CTs

Além das ações pré-jogos, a Raposa pretende comercializar propriedades como o calendário de eventos institucionais e novos espaços na Sede Administrativa e nas Tocas da Raposa I e II. Neste ano, o Cruzeiro teve como parceiros Supermercados BH, Continental Pneus e Uber, que ativou o patrocínio ao clube por meio das redes sociais, de maneira inédita, nos confrontos contra Boca Juniors e Corinthians.

Atlético e Coritiba: R$ 3,5 mi por Galdezani

Vinícius Dias

De volta ao time titular do Atlético no confronto contra o Grêmio, no último sábado, na Arena Independência, o volante Matheus Galdezani segue com futuro indefinido na Cidade do Galo. Vinculado ao Coritiba até dezembro de 2020, o meio-campista está emprestado até o fim da temporada ao clube alvinegro, que tem opção de compra de parte dos direitos econômicos. A decisão será tomada em breve pela diretoria.

Volante tem 20 jogos pelo Atlético
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Nos bastidores, o volante e seu staff demonstram interesse na permanência. O acordo, no entanto, é travado pelo aspecto econômico. Para ficar com um percentual dos direitos que pertencem ao Coritiba, o Atlético teria que desembolsar cerca de R$ 3,5 milhões. No ano passado, o Coxa se propôs a pagar R$ 3 milhões ao Mirassol/SP para contratá-lo, mas ainda não quitou a compra, o que torna improvável uma composição.

Aumento de quase 30% em 2019

A oito pontos do G4 da Série B e com reduzidas chances de acesso, o clube paranaense prioriza uma negociação em definitivo. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, pela progressão salarial fixada em contrato, Matheus Galdezani chegará a 2019 com vencimentos quase 30% superiores aos atuais, o que também dificulta a reintegração. Com a camisa do Atlético, o meio-campista já disputou 20 partidas e marcou um gol.

Marco Antônio Lage de saída do Cruzeiro

Vinícius Dias

Vice-presidente executivo do Cruzeiro nos primeiros dez meses da gestão Wagner Pires de Sá, Marco Antônio Lage está de saída do clube. O desligamento, noticiado pela Rádio Inconfidência, foi confirmado ao Blog Toque Di Letra, na tarde deste sábado, por um membro da cúpula celeste. O nome de Lage, inclusive, já foi removido do site oficial.

Lage ficou no clube por dez meses
(Créditos: Alfredo Malagoli/Cruzeiro E.C.)

O jornalista é o quinto dirigente a deixar o Cruzeiro neste semestre. Os primeiros a sair foram Aristóteles Loredo (diretor de gestão de arena), Róbson Pires (diretor comercial), Breno Muniz, (diretor de tecnologia) e André Luiz Araújo (gerente de conteúdo). Nos bastidores, a expectativa é de novos ajustes na estrutura administrativa até o fim do ano.

Galo: tristeza por 2018, preocupação com 2019

Alisson Millo*

Na segunda-feira, antes do jogo contra o Ceará, conversando com um amigo eu prometi que se o Atlético sofresse gol de Éder Luis ou Ricardo Bueno largaria o futebol. Talvez fosse melhor que eles tivessem entrado logo de cara e feito gol, de preferência no início. Seríamos poupados de ver um jogo horroroso do ponto de vista técnico e revoltante no aspecto torcedor.


E nem é questão de torcer contra o Galo. Jamais! É questão de não me desgastar mais assistindo a um futebol medíocre, sem alma. É parar de passar raiva com um time que, em 30 dias, marca apenas um gol e soma apenas um ponto. Isso em quatro partidas, todas contra adversários do meio para baixo da tabela. Isso depois de ser eliminado das demais competições para focar exclusivamente no Brasileirão e ter a chance de sobressair física e tecnicamente em relação aos concorrentes.

Atlético foi derrotado pelo Ceará
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Nesse aglomerado de gente incompetente, pior para o torcedor do Atlético. Pior para as pobres almas que vão à sede e ao CT protestar achando que alguma coisa mudará. Pior para os 20 e poucos mil que vão à Arena Independência a cada partida. Pior para todos nós que acompanhamos pela TV quando o jogo é fora. Pior para todos nós que, mesmo sem razões claras, ainda acreditamos em uma guinada. Uma guinada positiva, que fique claro, porque a negativa já veio - inclusive está aí até hoje.

Rumo à 2ª divisão da Libertadores

Atlético e Paraná Clube eram os times mais regulares da Série A. O Galo sempre em sexto, o time de Curitiba sempre em último. A lanterninha do Paraná continua acesa, firme e forte, mas não se pode dizer o mesmo da gente. É bem verdade que ainda estamos no G6, mas a diferença que chegou a ser de mais de dez pontos para o sétimo colocado foi zerada. Na cola, o Santos, que outrora penava na parte de baixo, mas que viu em Cuca sua solução. O mesmo Cuca que não servia por aqui.

Levir: chegada em meio a incertezas
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Depois da Copa do Mundo, o Atlético arrumou o que mesmo? Pois é. O time despencou na tabela, perdeu destaques, contratou um monte de gente que ainda não se explicou - abraço para Rea, Leandrinho, Nathan, Edinho -, perdeu o posto de melhor ataque do Brasileirão - praticamente deixou de ter ataque, convenhamos - e agora se arrisca a perder a vaga na Libertadores. Nessa toada, ficaremos só com 'a segunda divisão da Libertadores', como rotularam as mentes brilhantes.

Quem vai comandar? Até quando?

Mentes que comandam clubes de futebol, mas não falam de futebol. Que nomeiam diretor que entende de bola o mesmo tanto que eu entendo de física quântica, que fracassou como treinador e também na carreira de dirigente. Mentes que apenas depois de quase 11 meses de avaliação conseguem perceber o quão ruim era o trabalho, mandam embora, mas decidem mais uma vez apostar para o cargo. Até quando?

Marques e Sette Câmara: novo diretor
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Ótimo! No momento mais importante, que é planejar a temporada seguinte, o Atlético não tem diretor de futebol. Marques é uma lenda dentro de campo, mas ainda não se provou fora dele. É Marques quem vai comandar as negociações? Será o presidente, falando de futebol? Quem será o dono do cargo no ano que vem? Esse profissional está participando do planejamento? 2019 será tão sofrível quanto 2018? De todas essas perguntas, a única com resposta é a última. E, ao que tudo indica, infelizmente é sim.

O prognóstico feito em janeiro demorou um pouco, mas se cumpriu com bônus. Um time fraco, que faria o torcedor passar raiva e que brigaria por pouca coisa no ano. Tudo em nome da austeridade financeira proposta pelo presidente. Como se não bastasse, as incertezas comprometem o trabalho que já era ruim. O time - e, mais do que isso, o elenco - está confirmando a expectativa. O presidente, diante das notícias de salário atrasado, nem tanto. Que venha um 2019 de mais bola e mais comando.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!