Satisfeito com a postura do Atlético, empresário de Leandro
Donizete garante atleta feliz e diz não ter proposta do rival

Vinícius Dias

Sem jogar pelo Atlético/MG desde a 5ª rodada do Campeonato Brasileiro, em junho passado, o volante Leandro Donizete teve seu nome ligado ao rival Cruzeiro em boatos nos últimos dias. Porém, o empresário do atleta, Edson Khodor, nega que tenha havido contato entre os clubes. Leandro, inclusive, deve estar à disposição do técnico Cuca já a partir da primeira rodada do returno.

"Para a gente, não chegou nada", observou o agente, em contato com o Blog Toque Di Letra. Segundo Khodor, os planos do camisa 8 passam pela disputa do Mundial, em dezembro, e pela permanência na equipe. "O sonho dele é disputar o Mundial e dar continuidade no Atlético, onde ele está muito feliz", disse. O volante tem contrato com o time alvinegro até dezembro de 2014.

Volante chegou ao clube em 2012
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

O empresário também destacou a postura do mandatário Alexandre Kalil. "Claro, ninguém está desfazendo do Cruzeiro. Mas é assim, tudo o que o Kalil propôs para a gente em termos contratuais, ele não falha em nada", observou. Desde 2012 no Atlético, Leandro se sente adaptado à cidade. "Ele está muito feliz aí, a família adaptada, o clube, o tratamento", contou Edson Khodor.

Acordo antecipado

Pelo cenário, ele ainda acredita que possa ocorrer a renovação de forma antecipada. "Pelo que eu conheço do Atlético, (acredito) que eles possam até estar conversando, para quando chegar ao ano que vem, janeiro ou fevereiro, pensar em uma renovação", finalizou. No clube, Donizete fez 70 jogos e marcou dois gols.

Encontro de campeões

Ricardo Diniz

Nesta quarta-feira, dia 4, os atuais campeões da Copa Libertadores e do Brasileiro se enfrentam mais uma vez, na Arena Independência. Mas, em situações bastante diferentes das que vivenciaram no decorrer da última temporada.

Em 2012, o tricolor e o alvinegro disputavam a liderança, ponto a ponto. Assim os confrontos entre os dois times foram emocionantes do início ao fim. E com direito um a duelo particular dos craques Ronaldinho e Deco, arbitragem polêmica, tanto no Rio como em Minas - quando inclusive os atleticanos protestaram contra a má arbitragem do torneio -, e todos os ingredientes de uma "final".

Em má fase, o Flu tenta fugir do Z4
(Créditos: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Mas neste ano é diferente. O Fluminense perdeu jogadores importantes, como Wellington Nem e Thiago Neves. Destaques de 2012, Fred e Diego Cavalieri não reeditam a excelente fase da última temporada. O Galo vê sua principal estrela, Ronaldinho, oscilar bons e maus jogos, e não conta mais com Bernard. Jô? Não marca um gol desde a histórica final da Copa Libertadores.

Emoção... e polêmica!

Aliás, no ano passado, Jô também vivia "seca" de gols, mas desencantou logo contra o próximo adversário - fez dois gols diante do Fluminense no returno. Hoje, o atleticano deposita suas esperanças em Diego Tardelli e Fernandinho, que vem substituindo bem o "Bambino de Ouro", vendido ao Shakhtar Donetsk.

Tanto no Rio de Janeiro quanto em Belo Horizonte, Atlético e Fluminense testaram os corações de seus torcedores, ganhando bons motivos para reclamar do árbitro. No primeiro turno, o placar ficou 'em branco' graças aos goleiros Diego Cavalieri e Victor, como também por conta de um gol mal anulado. O camisa 9 Fred balançou as redes, e o auxiliar marcou impedimento.

Em 2012, Galo bateu tricolor em BH
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

No jogo da volta, o Galo venceu por 3 a 2, com gol de Leonardo Silva no último lance do jogo. Mas também teve motivos para reclamar. Na etapa inicial, o craque Ronaldinho cobrou falta com categoria, marcando o que seria o primeiro gol do jogo. O árbitro viu falta de Leonardo Silva e optou por anular. Antes, diante do Vasco, o tricolor havia tido um gol validado em lance semelhante.

É esperar para ver como Atlético e Fluminense vão se apresentar... Se o tricolor tenta se afastar da zona de rebaixamento, o Galo, depois de ter conquistado a Libertadores, vê o Campeonato Brasileiro como preparação para o Mundial.

Mais bola... e menos gols!

Vinícius Dias

A expulsão do lateral Vitor, já na segunda etapa, parecia ter facilitado a missão do Atlético diante do Goiás... Engano! Durante os 23 minutos em que esteve com um jogador a mais, o time mineiro não ameaçou a meta esmeraldina. No jogo, foram nove finalizações, ante 11 alviverdes. Mesmo com quatro avantes ao fim do jogo, o time foi menos vibrante, e parecia satisfeito com o 0 a 0.

Mais bola, menos gols: o novo Galo
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Retrato de um mês negativo. Em nove jogos foram cinco empates, duas derrotas e apenas duas vitórias. Um mês após festejar a Libertadores, a 13ª posição no Brasileirão e o fim do sonho na Copa do Brasil - sofrendo seis gols em dois jogos - são sinais de alerta. Não só para a zaga. A má fase passa pela saída de Bernard, pelos poucos gols de Jô e, claro, pela nova postura.

Paradoxo alvinegro

A agilidade e o poder de fogo da Copa Libertadores - quando marcou 29 gols em 14 duelos - dão lugar à valorização da posse de bola. Mais bola, menos gols. No Brasileirão, o Galo tem o segundo ataque menos positivo. Em 16 jogos, soma 15 gols. Superior apenas ao lanterna Náutico. O time aparece entre os quatro que menos finalizam. E é o segundo que menos acerta o alvo, com 33%.

O novo Atlético teve mais a bola - e fez bem menos.
Prova de que "acordar" em dezembro pode ser tarde!

Soy loco por ti, América!

Tiago de Melo

Após 62 partidas disputadas, finalmente a Sul-Americana começa a fazer sentido. Sobraram 16 equipes, que representam seis países do continente (Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia e Equador). Nada de equipes irrelevantes ou regulamentos incompreensíveis. Apenas 16 equipes se enfrentando segundo as conhecidas regras do mata-mata.

Na luta pela taça, três países se destacam. O Brasil mandou equipes que não se qualificaram para a Libertadores nem para as fases finais da Copa do Brasil, mas tem a grande vantagem de ter seus representantes já no auge da temporada, ao contrário dos países vizinhos. A Argentina, que mandou algumas de suas melhores equipes. E a Colômbia, que teve a impressionante performance de classificar seus quatro representantes para as oitavas de final. 

São Paulo volta a encarar chilenos
(Créditos: São Paulo F.C./Divulgação)

Juntos, os três países respondem por 12 dos 16 clubes que ainda sobrevivem na competição. E as equipes brasileiras não terão vida fácil no torneio. O São Paulo enfrentará a Universidad Catolica, líder da liga local, onde se mantém invicta, tendo marcado 12 gols em cinco partidas. Eliminou o Emelec marcando nada menos do que sete gols na somatória dos confrontos, tendo vencido ambos.

Nordestinos vivos...

Situações igualmente difíceis vivem os representantes nordestinos que sobreviveram. O Sport enfrentará um Libertad renovado, que prioriza o torneio e que fez contratações importantes, como Bareiro, que foi titular na campanha que levou o Olimpia ao vice-campeonato da Libertadores. Já o Bahia terá pela frente o duro Nacional, que está a apenas quatro pontos do Santa Fé, líder do colombiano, mas com três jogos a menos.

Sport eliminou o arquirrival Náutico
(Créditos: Wágner Damásio/Site Oficial)

Coritiba e Ponte Preta tampouco terão vida fácil. Ambos enfrentarão equipes colombianas com potencial para trazer dificuldades. O Coxa terá pela frente o Itagui, que não tem jogadores de alto nível, mas que possui um time organizado e difícil de ser batido. A Macaca irá para os 2.600 metros de altitude de Pasto, onde uma equipe bem organizada, e comandada pelo talentoso e jovem Villota, deverá oferecer resistência ao centenário clube campineiro.

Hermanos favoritos

Os confrontos sem brasileiros envolvem argentinos, que tendem a ser favoritos. O Vélez é favorito contra os colombianos do La Equidad, o mesmo valendo para o vencedor de River Plate x San Lorenzo contra a LDU de Loja. São encontros indefinidos, mas com um favorito indiscutível.

A grande incógnita é o confronto entre Lanús e Universidad de Chile. Teoricamente os granates deveriam ser os favoritos, por seu elenco e treinador, mas a equipe do Sul de Buenos Aires ainda não se acertou, de modo que é mais um confronto aberto na Sul-Americana. Tanto mais que La U está a apenas três pontos do líder da liga local.