26/04/2017


No balanço, clube alviverde registrou superávit pela primeira vez
na década; verba de transmissão e imagem superou R$ 46 milhões

Vinícius Dias

Dentro de campo, o América foi da euforia pela conquista do Campeonato Mineiro depois de 15 anos à decepção com o rebaixamento à Série B. Fora dele, no entanto, 2016 foi uma temporada marcada por números positivos. Impulsionado pelas receitas de transmissão e imagem, o clube teve faturamento recorde e, pela primeira vez na década, encerrou o exercício com superávit: R$ 9,5 milhões. O bom momento financeiro vivido pelo alviverde resultou na diminuição das dívidas.


De acordo com números apresentados ao Blog Toque Di Letra pelo Conselho de Administração - considerando os itens credores internos - partes relacionadas e empréstimos e financiamentos -, as dívidas foram reduzidas em quase 49,7% na comparação com 2015. O percentual equivale a cerca de R$ 17,3 milhões: no balanço financeiro de 2016, a soma caiu de R$ 34,8 milhões para R$ 17,5 milhões.

Balanço foi aprovado na segunda-feira
(Créditos: América FC/Twitter/Divulgação)

"A redução do endividamento projeta mais recursos para o futebol em médio prazo e permite a disponibilização de linhas de crédito para investimentos futuros, como o Planeta América, no qual o clube aportou R$ 3,5 milhões em 2016, adquirindo mais uma área anexa ao CT Lanna Drummond", analisa Glauco Xavier, cientista contábil e membro do Conselho de Administração. "A redução nos empréstimos correspondeu quase à totalidade das despesas administrativas, tributárias e financeiras no ano", completa.

Receitas e despesas em 2016

Na comparação com 2015, o balanço financeiro aprovado na última segunda-feira apontou crescimento de quase 103% na receita bruta do América, concluindo 2016 em R$ 59,5 milhões. As quatro principais fontes foram transmissão e imagem - R$ 46 milhões -; patrocínios, publicidade, luva e marketing - R$ 4,2 milhões -; bilheteria - R$ 2,4 milhões -; e transferências de atletas - R$ 1,6 milhão.

(Créditos: América FC/Reprodução)

Os custos operacionais do clube também tiveram crescimento: 65%, totalizando R$ 31,9 milhões. A conta inclui valores desembolsados com salários de atletas e comissão técnica, direitos de imagem, premiações, entre outros. Em relatório, a administração detalhou que 93% do total foi gasto com o futebol profissional, 6% com a base e 1% com o futebol feminino, campeão mineiro em 2016.

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