17/08/2018

Quarta de cinema de Fábio: Cruzeiro na semi

Vinícius Dias

Lucas Silva na bola para abrir o placar. Cobrança de Bruno Henrique, herói do Santos nos 90 minutos, para defesa de Fábio. Raniel converte e amplia. Rodrygo, o futuro craque do Real Madrid, para no camisa 1 celeste. David marca. Jean Mota parte e, segundos depois, o terceiro grande ato de Fábio faz o Mineirão explodir. Cruzeiro classificado às semifinais da Copa do Brasil pela terceira edição consecutiva sob o comando de Mano Menezes. Eliminando o time de Cuca nas quartas, como no ano passado.


A partida começou com o Cruzeiro tendo posse, mas sem ameaçar. Até os 12 minutos, quando Thiago Neves recebeu, cortou para o meio e estufou as redes de Vanderlei. O empate quase saiu aos 14', com Gustavo Henrique completando falta cobrada por Arthur Gomes. Após sofrer o gol, o Peixe passou a ficar com a bola e via a Raposa levar perigo explorando o lado esquerdo de sua defesa. Aos 25', Arrascaeta acertou a trave. Mas foi o Santos quem marcou, aos 42', em chute certeiro de Gabigol.

Mineirão se curvou à noite de Fábio
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Na etapa final, o Cruzeiro levou perigo primeiro. Dedé carimbou o travessão, aos 9', após escanteio cobrado por Robinho. Aos 11', a jogada entre Arrascaeta, Barcos e Edilson terminou com Lucas Veríssimo salvando quase em cima da linha. Depois dos 20', no entanto, o time celeste abriu mão do jogo. Embora os espaços fossem negados, o Santos teve tempo para trabalhar a bola. Como no cruzamento de Rodrigo, que encontrou a cabeça de Bruno Henrique: virada, pênaltis e festa paulista.

Até o início das cobranças na noite cinematográfica de Fábio.
Cruzeiro na semi pelo terceiro ano seguido. De olho no hexa.

15/08/2018

Cruzeiro, Flamengo e o calendário da distorção

Vinícius Dias

Renato Gaúcho fechou o domingo afirmando que "quem muito quer, nada tem" e "uma hora a conta, no futebol, chega também", após a goleada do time reserva do Grêmio sobre o Vitória, em Porto Alegre, por 4 a 0. Dia que Mano Menezes abriu repetindo apenas três titulares da escalação do Cruzeiro que havia vencido o mesmo Flamengo, por 2 a 0, pelas oitavas de final da Libertadores - e perdeu por 1 a 0, quatro dias depois, pelo Campeonato Brasileiro. Porque vivemos o calendário da distorção.


De janeiro a abril, tomando Minas Gerais como exemplo, foram 82 dias reservados quase exclusivamente para os 16 jogos do estadual. Tempo demais para, quase sempre, se chegar ao mesmo resultado: dos últimos dez, Atlético e Cruzeiro venceram nove. Quando, enfim, o Brasileiro começou, 12 rodadas em 61 dias - intervalo inferior ao do estadual -, pausa para a Copa do Mundo e mais 26 partidas em 138 dias. Com Libertadores e Copa do Brasil chegando, simultaneamente, às fases decisivas.

Flamengo bateu a Raposa no domingo
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

A opção por mata-matas e curto prazo é óbvia no Brasil que valoriza mais resultados do que processos. Se o quarta-domingo-quarta significa menos qualidade no jogo, diante da pré-temporada de 14 dias, se aposta no risco - a premiação milionária da Copa do Brasil, o simbolismo e as consequências da conquista da Libertadores - pela possibilidade de lucro iminente. Mesmo quando o sucesso tem preço, como abrir mão do início da temporada seguinte ou da competição mais importante do país.

Dois times em um, Campeonato Brasileiro em terceiro plano.
A realidade no país do mata-mata e do calendário distorcido.

13/08/2018

André Figueiredo, ex-Galo, acerta com a Chape

Da Redação

Fora do mercado desde a saída do Atlético, em dezembro passado, André Figueiredo acertou nesse domingo com a Chapecoense. O ex-dirigente alvinegro assumirá a diretoria executiva de futebol do Verdão do Oeste catarinense, substituindo o recém-demitido Rui Costa. Com a vitória por 2 a 1 diante do Corinthians, na Arena Condá, a equipe subiu da 16ª para a 13ª colocação no Campeonato Brasileiro.

André Figueiredo: 13 anos de Atlético
(Créditos: Pedro Souza/Atlético-MG)

Zagueiro revelado pelo Atlético e com passagens por clubes como América, Villa Nova e Beira-Mar, de Portugal, André Figueiredo encerrou a carreira em 2002. Com a camisa do Galo, conquistou o estadual em 1991 e a Copa Conmebol em 1992. Fora das quatro linhas, iniciou a trajetória em 2004 como coordenador do departamento de observação, sendo responsável pela captação de atletas para as categorias de base.

Trajetória na Cidade do Galo

No Atlético, o dirigente também ocupou os cargos de gerente geral da base, diretor de futebol da base e auxiliar técnico do time profissional, além de superintendente de futebol profissional, no ano passado. A passagem pela superintendência, após a morte do então diretor Eduardo Maluf, foi marcada pela pressão nos bastidores e críticas da torcida. Com isso, o ex-zagueiro retornou à base e, meses depois, foi demitido.

11/08/2018

As derrotas do Galo e a falta de continuidade

Alisson Millo*

Na segunda-feira, de cabeça quente pela derrota - e ensopada pelo temporal -, em vez de dormir, cometi o erro de checar as redes sociais. Victor não pôde ser responsabilizado, Patric e Gabriel não entraram, e Elias não foi mal. Os alvos de sempre saíram impunes, então pior para Thiago Larghi que teve que carregar a culpa sozinho. Entre as publicações, o rótulo de 'aprendiz de treinador' e até pedidos de 'fora, Larghi'.


Claro, mexeu mal. Tirou Matheus Galdezani e Elias, abriu o time e, em mais um vacilo da defesa, mais três pontos ficaram para trás. Mas, por muito tempo, senti um prazer até meio sádico em usar esse espaço para cair matando em treinadores que passaram pelo Atlético. Sobrou para Levir Culpi e Diego Aguirre, que, pensando hoje com mais maturidade, fizeram um bom trabalho à frente do Galo, principalmente Levir. 

Atlético voltou a perder no Horto
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Agora, pelo menos por enquanto, vou usar o espaço para defender o atual treinador. 'Vendido, cruzeirense disfarçado, Brasileiro é obrigação, etc'. Para não sofrer com tais argumentos irrefutáveis, já os antecipei para poupar quem pensou em usá-los. Mas, primeiro, vamos aos erros de Larghi. Não existe defesa e paciência que justifiquem tantos gols bobos e falhas, principalmente nos minutos finais e/ou na bola parada. Os pontos perdidos contra Vasco, Palmeiras, Bahia, Internacional e mais algum que eu possa ter esquecido nos deixariam mais próximos de São Paulo e Flamengo.

O 'bom e barato' que não se paga

Minha defesa vai além de resultados. Claro, gostaria de vir aqui a cada 15 dias celebrar vitórias, elogiar Deus e o mundo, apontar o Atlético como o melhor time do Brasil. Mas, para um dia chegarmos ou voltarmos a esse patamar, o primeiro passo precisa ser dado. Uma mudança na mentalidade precisa acontecer. E não sou eu tentando ditar regras - quem sou eu. É um convite a uma análise um pouco mais aprofundada.

Sucesso de Ricardo Oliveira é exceção
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

No começo, a proposta da diretoria era um time bom e barato, austeridade. Quem me acompanha sabe que não comprei essa ideia - e, provavelmente, você também não. Mas fato é que veio uma barca de jogadores, quase todos emprestados, a maioria para o já saturado setor ofensivo. O legado se resume a Ricardo Oliveira, que nem é unanimidade. Roger Guedes foi muito bem no Brasileirão, mas viu o Galo mais como vitrine que qualquer outra coisa. Samuel Xavier e Arouca também já se foram, e Erik segue no elenco - peço perdão por lembrá-lo. Iago Maidana só agora está sendo testado, então ainda não é possível avaliar o primeiro reforço para a zaga.

Velho problema sem nova solução

Depois chegou Juninho e, com ele, aquela atuação desastrosa no Allianz Parque. O criticado Gabriel foi titular em boa parte da temporada, alternando com o também jovem Bremer e um fisicamente inconstante Léo Silva. Mesmo aos 39 anos, nosso capitão ainda é o melhor zagueiro do elenco. E isso diz muito sobre as outras opções. Mas, desde o ano passado, Bremer era tratado com perspectiva de venda, Gabriel era irregular e era sabido que não seria possível contar com Léo Silva em todos os jogos. Quem a diretoria esperava que fosse resolver o problema? Felipe Santana?

Galdezani ganha espaço no elenco
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

No início do ano, saíram Marcos Rocha e Carlos César. Chegaram Samuel Xavier e Emerson, que perderam na bola para Patric: encerrado o assunto lateral-direita. No lado esquerdo, a reserva de Fábio Santos ficou com Danilo Barcelos, que era nosso, foi emprestado, retornou por falta de opção e já saiu de novo por ter ido mal. Atualmente, contamos com os improvisados Juninho e Lucas Cândido, além de Hulk que, em sua segunda partida como profissional, foi vaiado quando se lesionou. Há duas semanas, destaquei a mudança de atitude necessária para a base revelar mais. Mas passava pelos torcedores e, pelo visto, tive pouco sucesso.

Entre o céu e o inferno, o 5º lugar

No meio-campo, Adilson e Gustavo Blanco se machucaram e não têm previsão de retorno. José Welison vem sendo uma grata surpresa, Matheus Galdezani está progredindo, mas os dois entregues ao DM eram titulares e pilares na solidez que o time tinha antes da parada para a Copa do Mundo. Mais à frente, Roger Guedes se foi, Otero também, e Cazares ficou por muito tempo em um limbo sem saber se sairia ou não.

Larghi manteve dois titulares pós-Copa
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Do jogo com o Ceará, o último pré-Copa, à derrota para o Internacional, sobraram Victor e Ricardo Oliveira. As duas extremidades do time titular. A queda de rendimento é inegável, mas passa muito pela falta de continuidade. Trocar o comando significaria ampliar o problema. Basta olhar o mercado. O América acertou na loteria com Adilson Batista, mas nada garante que o Atlético terá a mesma sorte. Larghi, que já foi tratado como grande achado, está longe de ser um Telê Santana, mas é preciso ter calma. O quinto lugar não é a liderança que experimentamos no início do Brasileirão, mas nem se aproxima dos prognósticos catastróficos de janeiro.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!

10/08/2018

Apito: CBF aponta quatro erros contra Cruzeiro

Vinícius Dias

O gol invalidado do zagueiro Manoel, que representaria a virada do Cruzeiro diante do Vitória, no último domingo, em Salvador, levou a cúpula celeste à CBF. O clube entrou com uma representação listando 14 lances de nove partidas entre a 1ª e a 17ª rodadas do Campeonato Brasileiro em que considera ter sido prejudicado pela arbitragem. Dos 14 lances, a CBF avalia que o Cruzeiro tem razão em pelo menos quatro.

Clube questiona gol anulado domingo
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

O número é resultado de levantamento feito pelo Blog Toque Di Letra a partir das análises divulgadas rodada a rodada pela CBF. A Raposa foi prejudicada com dois pênaltis não marcados diante do Vasco, na 10ª rodada - em um deles, Paulão deveria ter sido expulso -; gol irregular da Chapecoense, na 11ª rodada; e impedimento mal assinalado no lance que terminou com gol de Barcos contra o Atlético/PR, na 14ª rodada.

Raposa questiona mais dez lances

Diante do Furacão, a CBF também apontou um equívoco pró-Cruzeiro: gol da virada em posição irregular. O clube ainda cita erros em três duelos não analisados - Botafogo, na 4ª rodada; Paraná, na 12ª; e Corinthians, na 15ª - e em duas partidas - Fluminense, na 2ª, e Sport, na 5ª - em que a entidade não contemplou os lances. Contra o Vitória, foi listado apenas um equívoco: a não expulsão do celeste David em disputa com Jeferson.

09/08/2018

Cruzeiro: noite dos sonhos e silêncio no Maraca

Vinícius Dias

Robinho invade a área, recebe de Thiago Neves, ajeita e, com tempo e espaço, acha Arrrascaeta pronto para finalizar frente a frente com Diego Alves aos 9' do primeiro tempo. 1 a 0 para o Cruzeiro diante do Flamengo, no Maracanã. Quarta-feira dos sonhos, que ficou completa aos 33' da etapa final: Raniel conectando Rafinha pela direita, dele para Arrascaeta, do uruguaio para Lucas Silva finalizar e Thiago Neves desviar para as redes. Classificação encaminhada às quartas de final da Libertadores.


Na melhor apresentação de uma temporada em que o Cruzeiro tropeça nos pontos corridos, mas, jogo a jogo, reafirma sua face competitiva em mata-matas: intenso e certeiro. Em maio, 4 a 0 sobre o Vasco na quarta finalização certa em São Januário. Depois de ter conquistado o título estadual revertendo a vantagem do Atlético. E da goleada diante da La U por 7 a 0. No fim de julho, mesmo sem brilho, vitória contra o Santos, na Vila Belmiro, abrindo vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil.

Raposa fez 2 a 0 no confronto de ida
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro E.C.)

Nessa quarta-feira, o time celeste teve chances de marcar três, quatro. Parou na cabeçada de Thiago Neves no travessão, na intervenção de Diego Alves no último lance, mas foi superior durante os 90 minutos. Porque teve menos posse, trocou menos passes, mas entendeu melhor o embate. Contou com o gol cedo para poder explorar os espaços, com a segurança de Fábio e Dedé para não ser vazado, com o acerto de Mano Menezes ao substituir Barcos por Raniel para dar profundidade.

Vitória do Cruzeiro que compete demais e deu grande passo.
Em uma noite dos sonhos que o Maracanã viveu em silêncio.

07/08/2018

Dirigentes de Cruzeiro e América nas urnas

Vinícius Dias

O segundo vice-presidente do Cruzeiro, Ronaldo Granata, e Anderson Racilan, membro do Conselho de Administração do América, concorrerão a uma vaga na Câmara dos Deputados neste ano. O dirigente celeste é pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, enquanto o alviverde estará na disputa pelo PV. O pleito acontece no dia 07 de outubro.

Granata e Racilan: de olho na Câmara
(Créditos: Reprodução/Mourão Panda/América)

Esta será a segunda participação de Racilan nas eleições. Em 2000, antes de ganhar destaque na política do América, o advogado foi candidato a vereador em Contagem. Já Granata disputará pela primeira vez. O empresário se filiou neste ano ao Podemos, presidido em Minas Gerais pelo prefeito de Betim e presidente do Sada Cruzeiro, Vittorio Medioli.

Em 2014, só americano foi eleito

A presença de dirigentes reedita o cenário de 2014. Naquele ano, o presidente do América, Alencar da Silveira Júnior, foi reeleito deputado estadual com 79.389 votos. Alexandre Kalil, do Atlético, chegou a lançar a candidatura a federal, mas depois renunciou. Com 38.400 votos, Gilvan de Pinho Tavares, do Cruzeiro, não conseguiu uma vaga na Assembleia.

06/08/2018


Contemporâneo de Pelé, centroavante Chico Duro fez história
como exímio cabeceador e, por paixão, disse não aos gigantes

Vinícius Dias

"Ao participar de um treino do juvenil do Cruzeiro, no Barro Preto, ele fez um gol de bicicleta no primeiro tempo. O treinador ficou doido e o colocou como titular no segundo tempo. Ao término, quis que assinasse um contrato de gaveta de todas as formas, prática comum naquela época. Ele se recusou, voltou para Governador Valadares e nunca mais apareceu", revela Marcelo Machado Silva ao Blog Toque Di Letra.


O não à Raposa, repetido ao Galo em 1965, foi apenas um dos capítulos da curiosa trajetória do ex-centroavante Chico Duro, narrada pelo jornalista ao longo das 226 páginas de Chico Duro, o craque, da Editora Ramalhete. Após o pré-lançamento em Governador Valadares, com a presença do cantor Agnaldo Timóteo, o livro será lançado em Belo Horizonte nesta terça-feira, na Choperia Redentor, no bairro Funcionários, a partir das 18h30.

Chico Duro em encontro com Pelé
(Créditos: Arquivo Pessoal/Pedro André)

Chico Duro, que ganhou a alcunha de Pelé do Vale do Rio Doce, integrou o histórico 'time do olé' do Democrata nos anos 1960 e a 'máquina vermelha' do Ilusão Esporte Clube, além da passagem pelo Clube Atlético Pastoril. "Era melhor que Pelé", exalta Vicente, ex-parceiro de Ilusão e Democrata. "Jogava como o Ronaldo (Fenômeno)", assegura Dorcelino, humilde pintor de paredes que não perdia um jogo sequer do 'time do olé'.

Chico Duro, o craque tem 226 páginas
(Créditos: Editora Ramalhete/Divulgação)

O valadarense, hoje com 77 anos, também disse não ao futebol italiano. Preferiu Yolanda. "É obvio que estamos tratando do lado mais lúdico e folclórico do futebol. O Chico Duro foi um craque, sim, mas sobretudo é uma espécie de Forrest Gump, um grande contador de histórias", afirma Marcelo Machado, que narra a trajetória pontuada por nomes como Getúlio Vargas, JK, Garrincha, Pelé, Agnaldo Timóteo e Elis Regina.

Lançamento - Chico Duro, o craque

Horário: a partir das 18h30
Local: Choperia Redentor Savassi
Endereço: Rua Fernandes Tourinho, 500, Funcionários
Preço do livro: R$ 40,00

05/08/2018

O Cruzeiro entre o DNA e a filosofia de Mano

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Até onde o Cruzeiro versão 2018 pode chegar? Temos chance de conquistar algum título ainda neste ano? Seremos protagonistas ou figuraremos entre os coadjuvantes do futebol brasileiro na temporada? Para todas essas, e muitas outras, perguntas, a única resposta possível é: quem sabe? Uma das grandes peculiaridades do esporte bretão é que nenhum dia é como o anterior e o próximo tampouco será como o atual. Muito se fala de momento, de times que estão em boa ou em má fase, mas uma coisa é certa, amigo leitor: não existe fase, seja ela positiva ou negativa, que dure para sempre.


Concordo que a Raposa não vive seu melhor momento no ano. Alguns jogos recentes deixaram a torcida muito irritada e, vamos combinar, com razão. E olha que desta vez a cobrança maior nem é com relação aos resultados. As derrotas contra Corinthians e São Paulo poderiam muito bem ocorrer, mesmo com o time jogando bem. São coisas do futebol. Paralelamente, o sentimento que ficou após a vitória sobre o Santos, na quarta-feira, foi de que não temos certeza se foi o resultado mais justo. Não pelo que a equipe do litoral paulista produziu, mas pelo que o Cruzeiro não produziu.

Raniel marcou gol do triunfo na Vila
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Eu, que sempre tento ver as coisas pelo lado positivo ou, para não ser tão piegas, tento tirar ensinamentos de fases complicadas, independentemente de qual esfera da vida estejamos falando, encaro esse momento do time como uma bela oportunidade para consertar o que já não mais funciona e testar novas ideias. Algumas escolhas estão sendo exaustivamente feitas e os resultados práticos não são satisfatórios. Outras que talvez pudessem dar novo gás ao grupo ficam tão somente no talvez porque ou são muito pouco executadas ou nem saem do plano das hipóteses.

Tempo e preocupações de sobra

Para ser mais direto, creio que Mano Menezes já tenha tempo suficiente no Cruzeiro para saber as peças que tem em mãos, a filosofia que o clube carrega em seu DNA, o quanto ele pode modificar essa cartilha com suas próprias ideias e o que precisa ser feito para fazer a máquina rodar. O que eu vejo é que grande parte da torcida está preocupada com a falta de ímpeto da equipe. Com exceção de alguns lampejos individuais, o time tem tido muitas dificuldades para criar e para se impor durante os jogos. A defesa, um dos pontos fortes dos times montados pelo atual comandante, também caiu de rendimento e passou a ser mais vazada.

Mano Menezes: vencer ou convencer?
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

É preciso chacoalhar o ambiente e lembrar a todos que o Cruzeiro Esporte Clube está vivo em todas as frentes nas quais luta, que ainda não há nada ganho e muito menos algo já pode ser considerado perdido. O que eu e, creio, a grande parte da torcida que tem se demonstrado inquieta nas últimas semanas queremos é que o time busque a vitória sempre, sem se importar com adversário, campo de batalha ou fase de um ou de outro. Claro que estratégias existem para serem usadas. Mas tudo em sua hora. Por enquanto, façamos nossa parte e torçamos para que todos façam o mesmo.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

02/08/2018

Lucão, ex-Cruzeiro, rumo ao futebol português

Vinícius Dias

Menos de um mês depois de deixar o Cruzeiro, Lucão já definiu seu novo clube: o goleiro defenderá o Arouca, clube da segunda divisão de Portugal. Sem chances no time profissional celeste desde que foi promovido por Mano Menezes, na última temporada, o capixaba, de 19 anos, tinha vínculo com a Raposa até dezembro deste ano.

Goleiro Lucão vai defender o Arouca
(Créditos: Marcello Zambrana/Light Press)

Em janeiro, o goleiro chegou a se apresentar ao Ipatinga para o módulo II do Campeonato Mineiro. O empréstimo que estava encaminhado, no entanto, acabou não sendo concretizado. Lucão, que vinha treinando em separado na Toca II, assinou com o Arouca até junho de 2021. O clube tenta voltar à elite, que não disputa desde a temporada 2016/2017.

01/08/2018

O tropeço do Atlético que é atacado demais

Vinícius Dias

Chará faz bela jogada e encontra Ricardo Oliveira, que se desloca entre três defensores do Bahia e, com tempo e espaço, completa para as redes de Anderson. Aos 46' do segundo tempo, Atlético mais uma vez na frente na Arena Fonte Nova. Oito minutos depois de o tricolor ter empatado o jogo. E dois minutos antes de Patric afastar parcialmente o lateral cobrado por Léo, a bola sobrar nos pés de Régis e, dali, encontrar o fundo do gol de Victor. Na 19ª finalização da equipe de Enderson Moreira.


Porque, pós-Copa, Atlético é o time que é atacado demais. Nessa segunda-feira, o Bahia finalizou 19 vezes contra quatro - sete a dois em acertos -, de acordo com o Footstats. Mesmo na vitória sobre o Paraná, no Horto, o alvinegro arriscou menos: o resultado passou pela eficiência de quem acertou dois dos seis chutes, mas sofreu 20 tentativas. Contra o Grêmio, foram 20 a 4. A exceção foi a derrota diante do Palmeiras, também nos instantes finais, com o Galo finalizando 11 vezes contra nove.

Atlético apenas empatou com o Bahia
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Se ofensivamente há opções e números - melhor ataque do Campeonato Brasileiro, com 30 gols marcados em 16 jogos - para lutar pelo bicampeonato, o time de Thiago Larghi já teve o artilheiro Roger Guedes e, hoje, é liderado pelo vice-artilheiro Ricardo Oliveira, defensivamente, a fragilidade impressiona - apenas o Vitória, que já foi vazado 31 vezes e está a dois pontos do Z4, sofreu mais do que 24 gols. Não pela novidade, mas pela que tem custado na única competição que resta na temporada.

O time que teve sete pontos nas mãos fez quatro em 12.
Porque quem é atacado demais também tropeça demais.

30/07/2018

A derrota do Cruzeiro que não é do cruzeirense

Vinícius Dias

Arrascaeta invade a área com a bola dominada e é derrubado pelo zagueiro Anderson Martins. Pênalti que Barcos cobra no travessão aos 27' da etapa final. Quatro minutos antes de Éverton completar para as redes a jogada iniciada por Rojas. 2 a 0 para o São Paulo sobre o Cruzeiro, no Mineirão, confirmando a ascensão do tricolor, agora vice-líder, e a queda do time celeste. 18º triunfo contra apenas cinco da Raposa em 31 confrontos na era dos pontos corridos. Mas o resultado vai além do tabu.


Porque o Cruzeiro venceu em 2003 e ficou com o título. Perdeu praticamente todas entre 2006 e 2008, como a maioria dos adversários do São Paulo tricampeão brasileiro. Voltou a vencer em 2013 porque, mais uma vez, era superior e tinha a melhor equipe do país. Mas, nesse domingo, além da falta de pontaria, perdeu por ser um time que tem estrutura e respaldo, mas sequer entrega empatia - em outras palavras, por ser um time que o DNA cruzeirense não se sente convidado a chamar de seu.

Time celeste decepcionou a torcida
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Se a arquibancada silenciosa durante a vitória sobre o Atlético/PR já havia incomodado Mano Menezes, as vaias ao fim da partida desse domingo deixaram explícito o recado: entre resultado e desempenho, a essa altura da temporada, o Cruzeiro não tem nem um nem outro. A equipe que trocou 436 passes, de acordo com o Footstats, foi derrotada pela que acertou 292 e teve sete finalizações a menos. Faltam repertório e ousadia, paradoxalmente, onde sobra qualidade e as decisões batem à porta.

Vitória do tricolor sobre a Raposa pela 18ª vez desde 2003.
Mas a derrota foi de um Cruzeiro que não é do cruzeirense.

28/07/2018

Um novo Galo: experiência, juventude e apoio

Alisson Millo*

Um caso chamou a atenção na vitória sobre o Paraná, na última quarta-feira. O Galo terminou o jogo com Bruno Roberto e Carlos Gabriel em campo. Dois jogadores formados nas categorias de base ganhando chances no primeiro ano como profissionais. Na prática, seriam três pratas da casa em campo. Mas, ultimamente, quanto menos a gente fala de Lucas Cândido, melhor. Enfim, uma oportunidade para os garotos brilharem.


Para começar, Bruno Roberto e Carlos Gabriel, não: Bruninho e Hulk. Chega de jogador com nome composto. Por mais apelidos no futebol. Chame de raiz, de nutella, do que quiser, mas Ronaldinho não seria tão genial assim se fosse o Ronaldo Assis. Ronaldinho, com ou sem o gaúcho, R10, bruxo, todos esses nomes são muito mais convidativos que Ronaldo de Assis.

Bruninho em ação diante do Paraná
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Passado o momento 'ódio gratuito', vamos à análise que motivou o início do texto. Por muito tempo, a base do Atlético foi tida como a que não revela. Vários jogadores dispensados antes de chegar ao profissional e desempenho insatisfatório de muitos daqueles que chegavam ao time de cima criaram esse estigma que, aos poucos vem sendo - e precisa ser - quebrado. Antigo alvo de críticas, André Figueiredo não está mais lá, e a nova era credencia a torcida a esperar oportunidades para jovens talentos.

Promessas lançadas na hora certa

Gabriel, ainda que longe de ser unanimidade, é titular. Bremer era visto como joia a ser lapidada, mas foi vendido por um bom valor. Alerrandro foi, por todo o primeiro semestre, o reserva imediato de Ricardo Oliveira e, ainda que não tenha feito gols, produziu algo nas partidas em que entrou. Mas Bruninho e Hulk têm uma diferença gritante sobre esses: foram lançados na hora certa. O lateral-esquerdo - ainda que tenha sido acionado por necessidade - e o meia entraram com o time ganhando, em casa, contra um adversário inferior tecnicamente e com a torcida apoiando.

Galo voltou a vencer na quarta-feira
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Não foram brilhantes nem precisavam ser. Mas, principalmente, ninguém cobrou deles que fossem. Não entraram para resolver a partida, mas para pegar rodagem entre os profissionais. E é assim que eles precisam ser lançados Bruninho, Hulk, Alerrandro e todas as outras promessas que virão depois deles para que não tenham que virar um jogo difícil fora de casa e saiam queimadas caso não consigam.

Larghi e a queimadura no Atlético

O próprio Thiago Larghi sofreu um pouco de uma queimadura parcial por ter sido lançado prematuramente com a missão de consertar um time à beira de uma crise e com decisões importantes pela frente. Falhou, claro, tomou decisões equivocadas e ainda toma de tempos em tempos, mas antes um jovem determinado a fazer a diferença do que um medalhão ultrapassado, com altos salários e venerado pela fama conquistada há muito tempo e em outros lugares e clubes que não o Atlético.

Técnico foi alvo de questionamentos
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Estamos em terceiro lugar, com chances reais. A presença de nomes como Victor, Léo Silva, Elias e Ricardo Oliveira será fundamental para esses garotos. E o apoio da torcida é imprescindível para que eles se destaquem. O equilíbrio entre juventude e experiência e a sinergia time-torcida podem render ótimos frutos ao fim do ano. Torcendo e apoiando para isso.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
@amillo01 no Twitter, capitão da seção Fala, Atleticano!

25/07/2018

Marta e o Brasil, o país do futebol masculino

Vinícius Dias

Um, dois, três... 14 anos consecutivos. Marta, o maior nome da história do futebol feminino brasileiro, disputará pela 14ª vez o prêmio de melhor jogadora do mundo. Que já conquistou cinco vezes, como o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi, os maiores vencedores entre os homens. Em uma temporada em que nem mesmo Neymar, protagonista da maior transferência do planeta bola, aparece entre os finalistas. Mas no Brasil que continua sendo o país do futebol masculino.


Porque desde Kaká, em 2007, o país com mais conquistas não levanta o troféu. 11 anos de projeções, candidatos a ídolos que vão e vêm a Copas com o hexa apenas como sonho. 11 anos em que o futebol feminino raramente foi pauta na grande mídia, em que o cotidiano das contemporâneas de Marta é marcado por falta de investimento, calendário e estrutura. Se o discurso comumente é de que aquilo que não é visto não é desejado, vale pontuar que tende a ser mais desejado o que é mais exibido.

Marta: 14 temporadas no topo
(Créditos: Lucas Figueiredo/CBF)

Porque, em 2015, valeu a notícia quando a camisa 10 superou o número de gols marcados por Pelé na seleção brasileira. Mas o heptcampeonato da Copa América feminina, há três meses, ainda soa como novidade. Porque, no pós-7 a 1, mais de 52 mil vozes apoiaram as comandadas de Vadão diante da Austrália, no Mineirão, nas Olimpíadas de 2016. Mas o ouro que veio foi o masculino, e o país não apenas engoliu Neymar, mas também relegou Marta e suas companheiras ao escanteio de sempre.

O Brasil, enquanto Marta faz história, se cala sobre o futuro.
País do futebol no slogan. Do futebol masculino no dia a dia.

23/07/2018

A derrota do Atlético e a miopia nos bastidores

Vinícius Dias

Falta cobrada por Marcos Rocha quase da linha do meio-campo, Deyverson desvia de cabeça, a bola sobra para Bruno Henrique completar para as redes de Victor. Gol para decretar a vitória do Palmeiras de Roger Machado sobre o Atlético de Thiago Larghi, já nos acréscimos da etapa final, no grande jogo da tarde desse domingo. Minutos antes de o presidente Sérgio Sette Câmara manifestar, por meio do Twitter, a revolta com a arbitragem: "Vagabundo, ladrão e mal intencionado! Essa CBF é um lixo!". Porque, quase sempre, a análise nos bastidores do futebol brasileiro é míope.


Afinal, embora Edu Dracena tenha sido tocado por Ricardo Oliveira, é possível questionar a falta que originou o gol. Impossível é não recordar que, em abril, a situação foi reeleita na CBF com o apoio de grande parte dos clubes, entre eles o Atlético. E que, em fevereiro, a maioria também recusou o VAR - se a CBF não paga, porque os grandes interessados pagariam ou, pelo menos, buscariam alternativas? Ironia à parte, se não elucidaria o lance desse domingo, o recurso poderia evitar no returno erros como os que fizeram do Atlético um dos mais prejudicados antes da Copa.

Atlético foi derrotado no último lance
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

A análise erra também porque é fundamental olhar para o campo. Para a perspectiva que a exibição consistente do colombiano Chará abre, para a segunda defesa mais vazada do Brasileirão, para a insegurança de Juninho diante do ex-clube e para o posicionamento confuso do goleiro Victor no terceiro gol do Palmeiras. Porque o confronto repleto de alternativas em São Paulo foi bem mais do que arbitragem. Foi o segundo capítulo de um Atlético que busca, de forma simultânea, se remontar e compreender a velocidade em que o time do primeiro semestre foi desfeito.

Dois jogos pós-Copa, nenhum ponto somado e várias falhas.
O novo Atlético sofre em campo e com a miopia do discurso.

22/07/2018

Vamos, Cruzeiro! Contra tudo e unindo todos

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Parece que o tempo sem jogos oficiais deixou todo mundo um pouco nervoso, ansioso. Após os amistosos com o Corinthians e do jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Atlético/PR, parecia que o clima entre torcida, time e técnico já não era dos melhores e que as partes ficariam com um pé atrás em relação às outras. Diante dos paulistas, dois duelos confusos, com time bastante modificado e cara de jogo festivo do início ao fim. Nada de muito sério no fim das contas. Contra o Atlético/PR, classificação suada em plena segunda-feira pós-final da Copa do Mundo.


Grande público diante dos paranaenses, um futebol não lá muito convincente e uma declaração de Mano Menezes cobrando - ainda - mais apoio do torcedor. Uma mistura que, em outras ocasiões e em outros territórios, poderia ser definitiva para uma ruptura ou para o início de um período turbulento. Bem, veio a quinta-feira e, com ela, o retorno do Brasileirão. Outra vez diante de seu torcedor, o Cruzeiro mostrou vontade de vencer desde o princípio e, apesar de sair atrás no placar, teve poder de reação, dominou o jogo e deixou o gramado com mais três pontos na conta.

Arrascaeta foi decisivo em clássico
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

Desta vez com menos público do que no jogo que definiu a ida da Raposa às quartas de final da Copa do Brasil, o time teve que correr atrás do resultado depois de sofrer um gol com meia hora de jogo. Aí foi a vez de os quase 18 mil presentes responderem à sua maneira ao chamado do treinador. Com o placar desfavorável, o cruzeirense demonstrou apoio a Dedé, que falhou na jogada do gol americano, e passou a incentivar ainda mais o time. O incentivo deu resultado quase que imediato, já que três minutos depois o uruguaio Arrascaeta igualaria o confronto no Mineirão.

João Ricardo impediu goleada

Na sequência, o time passou a dominar cada vez mais as ações e a vitória foi construída naturalmente. Não fossem as intervenções de João Ricardo e algumas falhas na hora de finalizar, o placar poderia ter sido ainda mais dilatado. Mas, por ora, isso é apenas um detalhe. A vitória e a festa não poderiam ter vindo em melhor hora. Vale lembrar que, antes da pausa para a Copa, o maior de Minas passou três rodadas sem vencer e, o que é pior, jogando muito abaixo daquilo que pode. A atuação de quinta-feira, além de nos manter na briga pelo topo, demonstra ao torcedor que o grupo está bem e pode entregar bem mais do que nas últimas exibições.

Mano teve motivos para comemorar
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.)

A partir de agora, todos os jogos serão muito intensos e decisivos. Com o time em três competições, é fundamental que estejamos unidos pelo mesmo objetivo: o bem do Cruzeiro Esporte Clube. Se todos fizerem sua parte - e isso inclui cobrar o outro caso algo não esteja indo bem -, nossas chances aumentam. Sei que é cedo para elogios, mas gostei muito da atitude de todos no último jogo. Nem sempre as coisas correrão tranquilamente. Inclusive, é provável que na maioria das vezes elas sejam muito mais complicadas do que o esperado. Nessas horas, mais do que nunca, precisamos mostrar nossa força e lutar com todas as armas que tivermos.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!