Sai Kalil, entra Nepomuceno

Vinícius Dias

A cerca de três meses das eleições que indicarão o presidente do Atlético para o triênio 2015/2017, o grupo político de situação, que é comandado pelo presidente Alexandre Kalil, já definiu seu candidato. Será o advogado Daniel Nepomuceno, que, desde 2008, ocupa a vice-presidência alvinegra. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, a tendência é de que não haja chapa de oposição.


Com a definição de Nepomuceno como cabeça de chapa, três conselheiros disputam a indicação para a vice-presidência. O favorito, por ora, é Manuel Saramago, desembargador do TJMG, que mantém bom trânsito com Kalil. Correm por fora os nomes de Adriana Branco e Rodolfo Gropen, que, no entanto, devem ser mantidos nas diretorias de planejamento e executiva, respectivamente.

Daniel Nepomuceno: o sucessor de Kalil
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Daniel, 36 anos, é bacharel em Direito, pós-graduado em Ciência Política e vereador (PSB) em Belo Horizonte. Presidente municipal do partido, Daniel era um dos principais incentivadores da candidatura de Kalil à Câmara dos Deputados e chegou a se inscrever como candidato a deputado estadual. Ambos, porém, desistiram de concorrer.

Palestra sem italianos...

Vinícius Dias

Palestra Itália até 1942, o Cruzeiro seguirá sem italianos na alta cúpula. Último presidente ítalo-brasileiro e um dos personagens mais influentes da bancada italiana, César Masci, que esteve à frente do clube entre 1991 e 1994, afirmou ao Blog Toque Di Letra que sugeriu o nome de Anísio Ciscotto, presidente do Conselho Fiscal, para ocupar a segunda vice-presidência no triênio 2015/2017.

Anísio presenteia embaixador italiano
(Créditos: Arquivo Pessoal/Anísio Ciscotto)

A vaga, que hoje cabe a Márcio Rodrigues, no entanto, deve ser herdada por José Francisco Lemos, atual vice-presidente administrativo do clube. Rodrigues seria alçado ao cargo de primeiro vice, que há três anos é de José Maria Fialho. A despeito disso, Masci, Ciscotto e a bancada italiana apoiam Gilvan nas eleições do dia 09.


Sucesso do presidente celeste une famílias históricas, como
Perrella, Brandi e Masci, nas eleições do dia 09 de outubro

Vinícius Dias

A boa fase do Cruzeiro nos gramados é confirmada, fora deles, pela união em prol da reeleição de Gilvan de Pinho Tavares. Nos últimos dias, o Blog Toque Di Letra contatou 12 conselheiros do clube azul - entre os quais dois ex-presidentes -, que foram unânimes em garantir total apoio ao atual presidente. A dois dias do fim do prazo para registro de chapas, a chance de haver uma candidatura de oposição nas eleições do dia 09 de outubro está praticamente descartada.


A chapa encabeçada por Gilvan será oficializada na segunda-feira, dia 29. Nos bastidores, comenta-se que a composição das vice-presidências será alterada para o triênio 2015/2017. O atual segundo vice, Márcio Rodrigues, deve ocupar a posição de primeiro vice. "Primeiro a gente é Cruzeiro, depois somos Gilvan. É parceria total", disse, sem confirmar a informação. Márcio revelou que deseja seguir à frente da base azul. "São três anos de experiência e queremos aprimorar o trabalho".

Márcio, à esquerda, deve ser o 1º vice
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Divulgação)

O posto, atualmente, é de José Maria Fialho, que deve ser comunicado da mudança nas próximas horas. "Ainda não conversei com o presidente. Ele me procurou nesta semana, mas, pelo fato de eu estar viajando, não tive tempo de falar com ele. Não sei o assunto", pontuou ao Blog. "A ideia é somar, não dividir", disse, garantindo apoio irrestrito a Gilvan. Atual vice-presidente administrativo do clube, José Francisco Lemos deve herdar de Márcio a vaga de segundo vice.

Zezé Perrella: 'Esperava isso'

Principal apoiador de Tavares no pleito de 2011, Zezé Perrella é só elogios ao antigo aliado. "Eu esperava isso e fico muito orgulhoso de ter indicado uma pessoa que está tendo sucesso. No momento, acho que (Gilvan) é o melhor candidato para o Cruzeiro", disse o senador. "Não existe oposição quando o trabalho está sendo bem feito", acrescentou Rafael, filho do ex-presidente Felício Brandi.

Gilvan seguirá à frente do clube celeste
(Créditos: Pedro Vilela/Vipcomm)

O título em 2013 e a liderança no Brasileiro de 2014 foram os argumentos que minaram possíveis concorrentes. "Conversei com Gilvan sobre isso há poucos dias. Não justifica (a candidatura). O trabalho dele é espetacular e tem total apoio", assegurou Antônio Claret, candidato a vice na chapa de oposição em 2011. O ex-presidente César Masci adotou o tom de Claret, a quem apoiou na eleição anterior. "O Dr. Gilvan está muito bem. Não tenho nenhuma intenção de disputar (eleição) nem de interferir na formação de chapa nenhuma".

Gilvan de A a Z no Conselho

Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, no início de 2013 foi citada a possibilidade de o ex-presidente Alvimar Perrella voltar à cena política ao lado de José Maria Fialho, que, meses antes, havia deixado o posto de vice-presidente de futebol. "Hoje não há espaço para isso. Alvimar é tão cruzeirense quanto eu. Nós queremos o bem do Cruzeiro, então Gilvan vai ter o nosso apoio. No futuro, se o clube necessitar, podemos até voltar", afirmou seu irmão Zezé. "(A oposição) seria um mal enorme para a instituição, e não é o que queremos", completou Fialho.

Perrella descartou ser oposição a Gilvan
(Créditos: Washington Alves/Vipcomm)

O presidente para o triênio 2015/2017 será definido em reunião ordinária, no dia 09 de outubro. Ao todo, 495 conselheiros estão aptos a participar do pleito, sendo 264 natos (vitalícios), 217 associados conselheiros (têm mandato por um triênio, em vigor até 31 de dezembro) e 14 beneméritos (ex-presidentes do clube e Conselho), que possuem peso único. Caso não haja chapa de oposição, Gilvan será reeleito por aclamação, a exemplo da vitória de Zezé Perrella em 1999.

Punição a quem merece!

Vinícius Dias

Cinco gols, heróis, vilões e emoção até os minutos finais. Foi o clássico do garoto Carlos, autor de dois gols e peça-chave na vitória do Atlético, e de Alisson, fundamental para a reação celeste. Quem foi ao Mineirão assistiu, de perto, a mais uma tarde inspirada do ótimo Diego Tardelli. Viu ainda a melhor exibição do brilhante Éverton Ribeiro, seu companheiro de seleção brasileira, diante do rival.


Mas foi, também, um clássico que começou com o registro de pelo menos três atleticanos feridos enquanto esperavam o transporte para o estádio. De confronto entre torcedores e policiais militares, com registro de uso de bombas, 11 prisões e 60 feridos.

Levir pede calma ao torcedor alvinegro
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Depois de quase dez meses - em dezembro, a festa do título brasileiro foi cancelada depois de um embate entre organizadas do Cruzeiro ao final da partida contra o Bahia -, o futebol mineiro volta a ser assunto em páginas policiais. Abaixo, reproduzo o questionamento publicado, neste blog, dois dias após aquele incidente.

"O futebol deveria ser diversão, um raro motivo para deixar o conforto de casa aos domingos. Deveria! Pois o cenário desanima. Está tudo errado. Claro, escrevendo parece fácil. Mas, tenho certeza, algo pode (e deve) ser trabalhado e discutido. Mãos cruzadas, impunidade e crime, mesmo não literalmente, rimam. Até quando?"

E, agora, completo:

Quem se sente no direito de agredir o outro simplesmente por vestir uma camisa de cores diferentes, seja ela de equipe A ou B, não é torcedor. É criminoso. E deve ser punido!