Projetos incentivados: diretora deixa o Cruzeiro

Vinícius Dias

Depois do desligamento do vice-presidente executivo Divino Alves, que agitou os bastidores nos últimos dias, o Cruzeiro definiu a saída de mais um nome do alto escalão no Barro Preto. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, trata-se de Deis Chaves, agora ex-diretora de projetos incentivados. A profissional trabalhava no clube celeste desde 2009.

Deis: quase uma década de Cruzeiro
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Divulgação)

No Cruzeiro, Deis esteve à frente de campanhas pioneiras, como a Diamante Azul, lançada em 2013 com o objetivo de receber doações de empresas e pessoas físicas por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte para aplicação na base. Enquanto diretora, também encabeçou a redação das mudanças no estatuto visando à adesão ao Profut, no fim de 2015.

Ajustes na estrutura administrativa

Em meio à redefinição da estrutura, também deixou o clube o gerente administrativo Fernando Souza, responsável pela gestão de ingressos por três décadas. Nos bastidores, a expectativa de aliados de Wagner Pires de Sá é de que, pontualmente, ainda haja novas saídas. A atualização do regulamento geral, que incluirá o novo organograma, já foi iniciada.

Estreia de Judivan vai demorar quase um mês

Vinícius Dias

Se o meia Ruy foi relacionado para o duelo desse sábado com o Boa Esporte, um dia depois de ser apresentado, Judivan precisará esperar quase um mês para entrar em campo pelo América. Prestes a ser anunciado, o atacante não poderá ser inscrito no Mineiro, uma vez que já atuou pelo Cruzeiro. Com isso, a data mais próxima para uma possível estreia é 15 de abril: 1ª rodada do Brasileirão, diante do Sport, na Arena Independência.

Judivan marcou três gols pelo Cruzeiro
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

O paraibano disputou apenas uma partida pelo clube celeste no estadual. Já em clima de despedida, permaneceu em campo por 58 minutos no empate por 1 a 1 com o Patrocinense, no último domingo, no estádio Pedro Alves de Nascimento. Curiosamente, o camisa 14 estava em negociação para defender o Sport, por empréstimo, e a expectativa era de que as partes selassem o acordo durante a semana, o que não se confirmou.

Cessão ao Coelho até dezembro

Diante do insucesso nas tratativas com os pernambucanos, o América, que já havia feito uma sondagem, voltou à carga para contratá-lo. A transferência foi encaminhada na quinta-feira, e a tendência é de que o atacante se apresente no CT Lanna Drumond nesta segunda-feira. Judivan tem contrato com o Cruzeiro até o fim de 2020 e ficará no Coelho até dezembro. Na Toca II, marcou três gols em 24 atuações desde 2014.

Começa agora a temporada para o Cruzeiro

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Feliz 2018 para você, amigo leitor. Sim! O ano começa agora. Com todo o respeito ao Campeonato Mineiro, à FMF e aos demais clubes, mas a temporada começa de verdade na fase de mata-mata do estadual - isso se não começar só na final. Inclusive, aproveito o início desta humilde coluna para protestar contra a fórmula adotada nesta edição. Convenhamos que classificar oito de 12 equipes é muita coisa. Não é porque o Cruzeiro ficou em primeiro, mas é porque banaliza e quase não dá vantagem aos times que tiveram as melhores campanhas na primeira fase.


Enfim, feita a minicrítica ao estadual, é hora de voltar ao assunto principal, que é o fato de o ano cruzeirense estar começando agora. Tivemos, até aqui, poucos desafios que pudessem testar os limites do elenco e do padrão de jogo desenvolvido pelo nosso querido Mano Menezes. E isso me preocupa um pouco. Nas poucas vezes em que formos exigidos, ou nos saímos razoavelmente bem ou fomos surpreendidos. Tudo bem que fomos surpreendidos de fato uma única vez e por uma equipe argentina. Mesmo assim, não é nada auspicioso ficarmos achando que o time está pronto e que não existe espaço para melhora.

Raposa encara Patrocinense nesta tarde
(Créditos: Cristiane Mattos/Light Press)

Enfrentaremos o Patrocinense, neste sábado, no Mineirão, em busca da classificação para as semifinais do Campeonato Mineiro, que, quer queira, quer não, é importante para o bom andamento do restante da temporada celeste. Lógico que conquistar um estadual não é certeza nenhuma de sucesso no decorrer do ano, mas é sempre bom começar os trabalhos com o pé direito. Convenhamos que o Cruzeiro tem time e elenco suficientes para alcançar o objetivo local com certa tranquilidade.

Favoritismo a confirmar em campo

Mas, amigo cruzeirense, o que quero pontuar é justamente que não adianta de nada termos um dos melhores elencos do Brasil no papel se não colocarmos isso em prática dentro de campo. O ano começa para o Cruzeiro neste sábado porque é a partir de agora que a pressão começa a se fazer presente com mais frequência e que qualquer tropeço poderá ser encarado como vexame. É bom e necessário que estejamos todos focados e unidos em um só objetivo, jogo a jogo, indiferentemente do adversário que estiver postado na outra metade do campo.

Mineiro da Tríplice completa 15 anos
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Arquivo)

Estou gostando muito do Cruzeiro versão 2018. Tenho convicção de que vou continuar gostando e de que, apesar de o regulamento do estadual não nos favorecer em quase nada, seguiremos firmes em busca do nosso primeiro título da temporada. Inclusive, gostaria de encerrar a coluna desta quinzena lembrando que, há exatos 15 anos, aquele maravilhoso time de 2003 conquistava o que seria o primeiro caneco da Tríplice Coroa: feito único e exclusivo entre todos os clubes brasileiros.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!


De acordo com borderôs, clube celeste teve receita líquida de R$ 1,3
milhão; FMF lucrou mais que os outros 11, e Coelho pagou para jogar

Vinícius Dias

O Campeonato Mineiro reuniu 440.315 torcedores nas arquibancadas ao longo da primeira fase, movimentando mais de R$ 3,4 milhões líquidos para os clubes, conforme levantamento realizado pelo Blog Toque Di Letra a partir dos borderôs. Nem todos os participantes, no entanto, tiveram motivos para comemorar. 29 das 66 partidas - quase 44% do total - terminaram com prejuízo para o mandante. O vice-líder América, por exemplo, chega às quartas de final com saldo negativo de R$ 211,3 mil.


Embora não tenham fechado a fase de classificação no vermelho, Boa Esporte, Caldense, Tombense, Tupi e Villa Nova também enfrentaram adversidades, com prejuízo em pelo menos quatro jogos. O quinteto só teve lucro quando recebeu Atlético ou Cruzeiro. O time de Tombos, curiosamente, registrou diante da Raposa a maior renda líquida do estadual: R$ 553.747,88, com 14.751 presentes no Ipatingão. O duelo de maior prejuízo foi América x Caldense: receita líquida de -R$ 53.456,21.

Dérbi teve renda líquida de R$ 394 mil
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A boa campanha do líder Cruzeiro, com oito pontos de vantagem sobre o América e 11 sobre o Atlético, se refletiu nas arquibancadas. Recordista de público, com quase 191 mil torcedores ao Mineirão em seis partidas, o clube celeste também teve o maior faturamento: renda líquida de R$ 1.314.436,68. O alvinegro, por sua vez, arrecadou R$ 619.294,94 em cinco jogos na Arena Independência. Além dos rivais, apenas Democrata, Patrocinense, Uberlândia e URT tiveram lucro em todas as rodadas em casa.

Federação à frente de 11 times

Com direito, por regulamento, a 10% da renda bruta de todos os jogos - podendo, a seu critério, repassar 1,5% para a liga local em partidas disputadas no interior -, a Federação Mineira de Futebol arrecadou mais do que 11 dos 12 participantes do estadual. O Cruzeiro foi a exceção. A organizadora faturou R$ 634.068,72 com os 66 confrontos da primeira fase, já considerando os repasses às ligas locais. A média ultrapassou R$ 57,6 mil por rodada para os cofres da FMF.

(Arte: Vinícius Dias/Blog Toque Di Letra)

Com participação na renda líquida dos duelos, as administradoras da Arena Independência e do Mineirão também fecharam a fase de classificação com saldo superior ao de seis clubes, incluindo o América. O Horto, somando as partidas de Coelho e Galo, faturou R$ 149.966,05 - 36,8% da receita líquida total gerada em 11 jogos no estádio. O Gigante da Pampulha, por sua vez, somou R$ 121.880,05 - 8,5% da receita líquida acumulada nos seis confrontos do Cruzeiro como mandante.

Média de público e força da TV

Em 11 rodadas, o Mineiro teve média de 6.671 presentes por jogo. O clássico entre Cruzeiro e América registrou o recorde: 50.794 torcedores. Na contramão, Tombense x Tupi teve o pior público: 606 presentes. Ao todo, 15 confrontos - 22,7% - foram disputados com menos de mil pessoas nas arquibancadas. O raio-X também evidencia a importância do contrato de TV válido para os clubes do interior: nenhum superou nas bilheterias as cifras arrecadadas com a cessão dos direitos de transmissão.