23/08/2013


Com três títulos no ano, zagueiro do Atlético afirma que
vive melhor momento da carreira e planeja seguir em BH

Vinícius Dias

Na histórica noite de 24 de julho, a América estava, simbolicamente, nas mãos de Réver. O maior título da história alvinegra, time que defende há três anos, coroou também o melhor momento da carreira de seu capitão. "Este ano, conquistei tudo que disputei", comenta. Além do torneio sul-americano, o zagueiro comemorou os títulos do Campeonato Mineiro e da Copa das Confederações.

Réver: capitão e símbolo do Galo
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Réver é só elogios às condições de trabalho oferecidas no Atlético, onde ostenta posto de ídolo. "Temos também uma excelente estrutura fora de campo e isso contribui muito", pontua. Sonhando com a Copa de 2014 e em sintonia com o torcedor atleticano, ele espera renovar o vínculo, que expira em julho de 2014. "Minha ideia é ficar no Atlético durante muitos anos", acrescenta.

Você chegou ao Atlético em 2010, no começo da 'gestão Kalil'. Em 2010 e 2011, os resultados ficaram aquém das expectativas - e o time lutou contra o rebaixamento. Em 2012, a conquista 'bateu na trave'. Qual foi a principal mudança, para que o clube chegasse ao título neste ano?

Acho que foi um conjunto. A equipe se reforçou, ganhou em qualidade. Temos também uma excelente estrutura fora de campo e isso contribui muito. Futebol é difícil de explicar, às vezes as coisas não saem como esperamos, mas o mais importante é que estamos bem e conseguimos conquistar um importante título, que foi a Libertadores.

Em maio, você se tornou, ao lado do Luizinho, que atuou no clube mineiro entre 78 e 89, o defensor com o maior número de gols da história atleticana. Apesar de ter sido premiado nos últimos cinco anos, destacando-se pela regularidade, você crê que vive, hoje, o melhor momento da carreira?

Sim. Graças a Deus estou vivendo uma grande fase, no Atlético e na seleção. Este ano conquistei tudo que disputei (Campeonato Mineiro, Copa Libertadores e Copa das Confederações).

Entre janeiro e julho de 2010, você teve uma passagem de pouco brilho pela Europa. Na volta ao Brasil, no Atlético, você recobrou o posto de ídolo, que tinha no Grêmio. Ao fim de seu atual contrato, em julho de 2014, você pensa em retornar à Europa? Ou seguir no Brasil é prioridade?

Não tenho mais a intenção de retornar à Europa. Minha ideia é ficar no Atlético durante muitos anos. Estou muito bem no clube, eu e minha família nos adaptamos muito bem em Belo Horizonte e nossa ideia é ficar aqui durante um bom tempo.

Principal revelação do Atlético nos últimos anos, o meia-atacante Bernard foi negociado com o Shakthar Donetsk, por R$ 77 milhões. Por tradição, a Ucrânia não é 'ponte' para os principais mercados. Você acredita que a pouca exposição pode prejudicar o jogador, a um ano da Copa?

A Ucrânia não é tão vista como outros grandes centros na Europa, embora o Shakhtar seja um clube de expressão hoje e que negocia muitos jogadores para os grandes clubes. A proposta foi muito boa para o jogador e para o Atlético, era difícil recusar. Sobre sua convocação, os treinadores têm acompanhado os jogos na Ucrânia, tanto que outros jogadores que jogavam lá foram convocados recentemente. Acho que o fato de jogar lá não vai atrapalhá-lo e ele vai estar na Copa do Mundo de 2014.

Entre maio de 2012 e julho de 2013, o Atlético manteve uma série de 38 duelos sem derrota na Arena Independência. Até que ponto essa marca e a união com o torcedor foram determinantes para a conquista da Libertadores?

Com certeza isso foi determinante. A sintonia que temos com a torcida é fora do comum e nos incentiva muito. O apoio do torcedor durante os 90 minutos nos ajudava a conseguir as vitórias durante a Libertadores. Infelizmente perdemos a invencibilidade, mas esta ligação entre torcida e time pode nos levar ainda mais longe.

Aos 48' do segundo tempo, nas quartas de final, pênalti para o Tijuana. Com o pé esquerdo, o goleiro Victor impediu a eliminação do Galo, transformando o medo em euforia, na Arena Independência. Você concorda que aquele foi o momento mais marcante da trajetória rumo ao título?

Acredito que sim. Foi um lance de muita expectativa e o Victor, com muita competência, nos ajudou a classificar. Foram alguns momentos muito marcantes na Libertadores, mas este eu acredito que seja o que vai entrar para a história do clube.

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