25/11/2014


2º maior artilheiro da história alvinegra, ex-atacante diz que
rival é o melhor time do país, mas coloca título como certeza

Vinícius Dias

Desde o último jogo de Dario José dos Santos com a camisa atleticana, já se passaram três décadas e meia. Mas, seguindo o ditado que afirma que "quem foi rei, nunca perde a majestade", o longo tempo é apenas detalhe nesse caso de amor. Em 290 partidas pelo clube mineiro, Dadá Maravilha marcou 211 vezes. Números que o colocam como 2º maior da história do Galo quando o assunto é bola na rede - atrás somente de Reinaldo. Mas que, ainda assim, não são suficientes para expressar o compasso entre o ídolo e a massa. Sua massa!


Aos 68 anos, o eterno camisa 9 do título brasileiro de 1971 será mais um entre os milhares de atleticanos na torcida pelo título inédito. "Esse jogo, para mim, é um jogo cheio de coincidências", fala Dadá. O ex-atacante se remete à vitória sobre o Cruzeiro, por 2 a 1, em jogo pela 11ª rodada do Mineiro de 1970. Em um Mineirão com mais de 106 mil torcedores, os dois gols marcados pelo centroavante abriram caminho para o título do Atlético depois de sete anos.

Dadá: mais um entre a massa alvinegra
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

"Foi nessa época que eu lancei o apelido Dadá. Dario não era comercial, e resolvi começar a usar Dadá... A torcida do Cruzeiro pegou muito no pé, alguns jogadores do Atlético queriam (que eu usasse) Dario", rememora. Insistente, viu a Raposa abrir o placar, mas manteve a promessa de fazer dois gols. "O torcedor do Cruzeiro estava me vaiando. Eu fui à beirada do campo e disse: 'esperem um pouco'". O primeiro tento veio ainda na etapa inicial: 1 a 1.

Em 1970: ali surgia Dadá

Na segunda etapa, Dario recebeu lançamento de Vantuir, venceu os dois zagueiros celestes, driblou Raul e decretou a virada. "Vocês podem falar o que quiserem, a partir de hoje será Dadá". Foram as palavras do camisa 9 após o clássico, que classifica como o mais especial. "Marcou o fato de eu ter feito dois gols contra aquele Cruzeiro, que era uma máquina de jogar futebol e não perdia para o Atlético (em jogos pelo Mineiro) há seis anos", justifica o ex-jogador.

Dadá ao lado de Ronaldinho Gaúcho
(Créditos: Ana Carolina Fontana/Secopa MG)

A situação, hoje, é bem diferente. Em seis clássicos disputados na atual temporada, o Atlético ganhou três e outros três terminaram empatados. Nos últimos duelos, três vitórias do Atlético: por 2 a 1, 3 a 2 e 2 a 0, respectivamente. Números que fazem o antigo ídolo ter certeza do título alvinegro. "Eu tenho certeza... Porque o Cruzeiro, se a gente analisar, é o melhor time do país, todo mundo sabe. Só que o Cruzeiro treme contra o Atlético", opina Dadá.

Esperança em 'Rei Carlos'

A confiança faz o ex-atacante apontar, inclusive, o possível herói. "Hoje, o nome mais famoso do Atlético não é Victor nem Tardelli. É Luan. Mas eu aposto na estrela do Carlos, a quem eu chamo de 'Rei Carlos'", observa. "Desde a base ele sempre foi muito bem contra o Cruzeiro". Na opinião de Dadá Maravilha, o Atlético entra em campo 'vencendo por 3 a 0'. "Os dois gols marcados na ida, mais o gol do Carlos no Mineirão, que, para mim, é garantido", acrescenta.

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