14/12/2017

Atlético abre negociações por zagueiro Conti

Vinícius Dias*

Passada a eleição presidencial e confirmado o favoritismo do grupo de situação, encabeçado por Sérgio Sette Câmara, o Atlético volta as atenções para o mercado. Para a próxima temporada, a expectativa é de que o clube alvinegro busque seis reforços, que já tiveram os perfis traçados. No setor defensivo, o principal alvo é o argentino Germán Conti, de 23 anos. As tratativas visando à contratação do zagueiro e capitão do Colón, da Argentina, foram iniciadas pela nova diretoria nesta semana.

Conti, de 23 anos, é capitão do Colón
(Créditos: Club Atlético Colón/Divulgação)

Conforme o Blog Toque Di Letra apurou com fontes ligadas ao mercado argentino, o Atlético sinalizou a intenção de comprar parte dos direitos econômicos do prata da casa, desembolsando cifras proporcionalmente superiores à pedida do clube de Santa Fe por 100%. No entanto, pelo menos a princípio, o Colón admite negociá-lo apenas se o interessado adquirir a totalidade, o que garantiria aporte considerável para a busca por substituto. A diferença é de cerca de US$ 900 mil - R$ 3 milhões.

Detalhes do contrato do atleta

Uma nova rodada de negociações deve acontecer nas próximas horas, na Argentina, com a participação do agente de Germán Conti, Silvio Villalba. Valorizado e com passaporte europeu, o zagueiro assinou recentemente a renovação até junho de 2020. O acordo prevê multa rescisória na faixa dos US$ 4 milhões a partir de junho de 2018, quando se encerraria o contrato anterior. Neste momento, sem valor fixado, uma transferência passa obrigatoriamente pelo sucesso das tratativas entre clubes.

*Com colaboração de Lucho Silveira

13/12/2017

Copa da Primeira Liga em xeque para 2018

Vinícius Dias

Criada há dois anos em meio a uma série de divergências políticas entre clubes e federações e alicerçada na proposta de ser o "principal torneio do primeiro semestre", a Copa da Primeira Liga jamais entrou no calendário oficial. Para o próximo ano, no entanto, até mesmo a disputa em caráter amistoso está em xeque. A menos de três semanas do fim do mandato do presidente Gilvan de Pinho Tavares, sequer há data definida para a escolha do sucessor. E os obstáculos são cada vez maiores.


Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o pessimismo nos bastidores aumentou diante da possibilidade de a Série B ter jogos durante a Copa do Mundo - a CBF teve sinal verde da Fifa e a expectativa é de que o calendário para 2018 seja alterado. "Nesse cenário, ficaria ruim para a Primeira Liga", reconhece um presidente de um filiado do Sul, que disputará a divisão de acesso. Pela versão inicial, a pausa para o Mundial era considerada o período ideal, sendo inclusive alternativa para a grade da TV.

Londrina venceu o Atlético na decisão
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Com clubes de oito estados e quatro regiões, a entidade reúne dez dos 20 participantes da elite, seis da Série B e três da C. A disputa das divisões de acesso durante a Copa do Mundo, a princípio, manteria um cenário de concorrência tido como desfavorável à Primeira Liga, que neste ano teve várias partidas entre equipes reservas. Cogitada nas primeiras discussões, a realização de um torneio da pré-temporada está praticamente descartada após a redução do período de 25 para 14 dias.

Falta de datas até para reunião

Por definições políticas e esportivas, dirigentes chegaram a cogitar reunião no dia 20, em Belo Horizonte. Na data, contudo, ocorrerá o sorteio da Copa Libertadores, que terá pelo menos quatro filiados em 2018. O atual campeão Grêmio, por exemplo, a princípio defende que a Primeira Liga tenha novo perfil. "Um torneio de formação, joga com o sub-23", pontuou o presidente Romildo Bolzan, em outubro. O torneio tem contrato com a TV até 2019, mas com cotas consideradas baixas pelos principais clubes.

12/12/2017


Clube propõe a atacante cifras superiores ao percentual que pagou
em 2017; no caso de zagueiro, intenção é aumentar salário e multa

Vinícius Dias

De volta à elite nacional, o América tem trabalhado nos bastidores para manter as principais peças do time campeão da Série B. Depois de anunciar a renovação do treinador Enderson Moreira, a cúpula alviverde tem como metas a permanência do atacante Luan, cujo contrato de empréstimo junto ao Palmeiras se encerrou no fim de novembro, e a ampliação do vínculo do jovem zagueiro Messias, alvo de sondagens de Corinthians e Palmeiras para 2018. O Coelho já apresentou proposta a ambos.


No caso de Luan, conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o principal entrave é financeiro. Vinculado ao Palmeiras até o próximo dia 31, o atacante, de 29 anos, disputou a Série B com cerca de 60% dos salários custeados pelos mineiros, enquanto os paulistas arcavam com o restante. Para 2018, o Coelho ofereceu valores superiores ao percentual pago até novembro, mas inferiores à soma atual. No entanto, o camisa 11, que ficará livre no mercado, inicialmente pretende manter o padrão.

Coelho planeja manter Luan e Messias
(Créditos: Site Oficial do América/Divulgação)

Ainda assim, o discurso é de otimismo. "O jogador tinha um salário alto no Palmeiras. Nós fizemos uma proposta dentro do nosso entendimento e a gente entende que vai caminhar para se acertar", pontuou Marcos Salum, membro do Conselho de Administração eleito para o triênio 2018/2020. "Ainda estamos conversando. As duas partes têm interesse (na renovação)", acrescentou o agente de Luan, Giuliano Aranda, destacando que o vice-artilheiro do Coelho na Série B, com oito gols, "adora Belo Horizonte".

Cúpula quer renovar com joia

Em relação a Messias, Marcos Salum descarta a possibilidade de saída neste momento. O América trabalha para estender o vínculo do zagueiro, que a princípio se encerra em dezembro de 2018, com aumento salarial e da multa rescisória. Consultado pela reportagem nesta terça-feira, o empresário Pedro Lemos confirmou já ter recebido proposta e revelou que pretende se reunir com o clube alviverde, detentor de 70% dos direitos econômicos do camisa 4, nos próximos dias para discutir o assunto.

Joel, do Cruzeiro, na mira de clubes do Japão

Vinícius Dias

Em busca de reforços para o setor ofensivo, o Cruzeiro tem, de forma simultânea, procurado definir o futuro de jogadores que, embora com contratos longos, não permanecerão na Toca da Raposa II na próxima temporada. Esse é o caso do atacante Joel. O camaronês, a exemplo do que aconteceu na última janela de transferências, é alvo de clubes do Japão. Ciente do interesse, seu staff já se movimenta nos bastidores para viabilizar um empréstimo à terra do Sol Nascente.

Joel: 24 jogos, três gols pela Raposa
(Créditos: Washington Alves/Light Press)

"A gente tem sondagens do mercado japonês, e ele tem muito perfil para lá. Não sentamos com o Cruzeiro ainda. A gente está aguardando para levar alguma coisa concreta", destacou Alexis Malavolta, representante do Grupo Figer, responsável pela gestão da carreira de Joel, ao Blog Toque Di Letra. "Estou fazendo a prospecção de um futuro negócio para ele", completou o agente, revelando que a oferta recusada pelo atacante anteriormente era do Vissel Kobe, nono colocado da J-League neste ano.

Três empréstimos consecutivos

Um dos primeiros reforços do segundo mandato de Gilvan de Pinho Tavares, Joel disputou 24 jogos e marcou três gols pelo Cruzeiro em 2015, se tornando o primeiro africano a balançar as redes com a camisa celeste. Desde então, foi emprestado a Santos, Botafogo e Avaí. Nos bastidores, o formato traçado para uma nova cessão é de empréstimo com opção de compra dos direitos econômicos. A Raposa detém 50%, pelos quais desembolsou R$ 2,5 milhões, assinando contrato até junho de 2020.

11/12/2017

Atacante Latorre prioriza retorno ao Uruguai

Vinícius Dias

Fora dos planos do técnico Mano Menezes, Gonzalo Latorre tem destino indefinido para a próxima temporada. Alvo do Remo, que já conta com o sinal verde do Cruzeiro para uma transferência, o atacante, de 21 anos, também recebeu sondagens de clubes do Uruguai e trata o retorno ao país como prioridade. Depois de passar os últimos meses treinando em separado na Toca II, a expectativa é de novidades antes do Natal.


"Sigo escutando propostas, mas dou prioridade a voltar ao Uruguai para jogar. Há várias situações que estou esperando resolver. Nas próximas duas semanas, me informarão certinho quais seriam as condições", confirmou ao Blog Toque Di Letra. A exemplo do primeiro semestre deste ano, quando disputou a terceira divisão italiana pelo Sambenedettese, o uruguaio deverá ser emprestado pelo clube celeste.

Latorre tem vínculo até o fim de 2019
(Créditos: Site Oficial do Cruzeiro/Divulgação)

As alternativas para a próxima temporada têm sido apresentadas a Latorre, que está atualmente sem empresário, por meio de emissários com bom trânsito no mercado uruguaio. Uma das recentes sondagens partiu de uma das equipes que representará o país na Copa Libertadores de 2018. O atacante, no entanto, deixa o futuro em aberto. "O que me interessa, realmente, é jogar, somar minutos", ponderou.

Dez jogos e dois gols pela Raposa

Revelado pelo Peñarol, Latorre chegou ao Cruzeiro em julho de 2015. Com passagens pelas seleções sub-15 e sub-17 do Uruguai, tendo inclusive disputado o Mundial da categoria em 2013, jamais recebeu oportunidades no time principal. Pelo sub-20, fez dois gols em nove jogos. Neste ano, atuou em uma das partidas do Campeonato Brasileiro de Aspirantes - sub-23. O uruguaio tem contrato até dezembro de 2019.

10/12/2017

O 2017 do Atlético: um ano para ser lembrado

Alisson Millo*

Quarta-feira, 06 de dezembro de 2017. Um dia histórico, por motivos não muito agradáveis. Naquela noite que seria apenas mais uma, milhares de atleticanos ligaram a televisão para torcer pelo Flamengo. Mesmo que alguns não admitam, torcer pelo rival carioca que pode ajudar o Galo é muito mais nobre do que torcer contra e ver os altos investimentos do ano todo irem por água abaixo e nosso time ficar fora da Libertadores. No gol de cabeça de Rever até veio uma lembrança de tempos bons, quando não dependíamos de nenhuma outra equipe para conquistar nossos objetivos.


A Flamengo-dependência é o último capítulo de uma temporada horrível do Atlético. É verdade que o início foi como de praxe: conquistamos o estadual e a liderança no grupo da Libertadores, esperada pelo baixo nível dos adversários. Daí em diante, rumo ao fundo do poço. Tivemos que torcer pelo Grêmio por mais uma vaga, agora precisamos que o Flamengo ganhe para conseguirmos a classificação. Tudo isso porque, meses atrás, o Cruzeiro foi responsável pelo surgimento do G7 e, no último domingo, manteve o Atlético vivo ao segurar o Botafogo, no Rio de Janeiro.

Gol da vaga: Fred falhou na 37ª rodada
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Em janeiro, o papo era título. Na pior das hipóteses, G4 pela classificação à fase de grupos da Libertadores. A fase prévia seria quase um desastre. Hoje, virou prêmio de consolação para um time que jamais ultrapassou o oitavo lugar. Prêmio que passa pela humilhação de torcer pelo maior rival, segundo alguns jogadores. Mas, para não ser tão pessimista, pelo menos o fantasma do rebaixamento foi espantado com certa antecedência diante de todos os problemas que circularam o Atlético: promoção e queda de diretor, escolhas equivocadas de treinadores, contratações inexplicáveis.

A tristeza de torcer pelo Flamengo

Adoraria dizer que 2017 é para ser esquecido. Mas não: que ninguém se esqueça do desempenho lastimável e a temporada sirva de lição para o novo presidente, seja ele quem for. Erros serão cometidos, com certeza, mas que não sejam tão seguidos como foram este ano e não impactem tanto no time. Com ou sem a vaga na Libertadores, que a montagem de elenco seja mais bem feita, não só baseada em nomes e estrelas. O que ganha jogo, o que levanta taça, é futebol. Coisa que o Atlético não mostrou na maior parte do ano e, agora, torce para que o Flamengo mostre.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

09/12/2017


Tombense x Cruzeiro, na 4ª rodada, acontecerá no Ipatingão; cidade
negocia para receber América e tem estratégia definida por Atlético

Vinícius Dias

Depois de quase sete anos, o Cruzeiro voltará a jogar no Ipatingão. O confronto da equipe comandada por Mano Menezes contra o Tombense, no dia 28 de janeiro, será disputado no estádio. O acordo entre a Prefeitura de Ipatinga e o clube de Tombos, a quem pertence o mando de campo do duelo válido pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro, foi fechado nesta semana. A cidade do Vale do Aço agora trabalha para, também durante o estadual de 2018, receber os rivais Atlético e América.


Além de impostos, a partida de 28 de janeiro garantirá contrapartidas, que ficarão a cargo do Tombense. "Pintura da parte frontal do estádio, dos corredores para os vestiários e troca das claraboias do túnel. A renda será toda do mandante", enumera o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Oliveira, ao Blog Toque Di Letra. A administração municipal, inclusive, já negocia com a diretoria do Gavião para que o confronto contra o América, válido pela 9ª rodada, também aconteça no estádio.

Cruzeiro já disputou 44 jogos no estádio
(Créditos: Secom/Prefeitura Municipal de Ipatinga)

Supervisor de futebol do Ipatinga durante a gestão Itair Machado, Carlão, como é conhecido, foi o responsável pelos primeiros contatos com o clube, que já havia exercido o mando de campo no Ipatingão em 2014, diante do Atlético. "Procurei o Lane (Gaviolle, presidente do Tombense) e fiz o convite, assim como farei a outras agremiações, em uma tentativa de fomentar o esporte e utilizá-lo como ferramenta para aquecer a economia de Ipatinga. O objetivo é governamental mesmo", destaca.

Ipatingão liberado para 22,5 mil

Estratégia que repetirá para tentar viabilizar a ida do time alvinegro à cidade. "Estamos aguardando a repercussão desse jogo do Cruzeiro para ter uma plataforma mais detalhada para oferecer", revela o secretário. "A procura será por algum clube do interior que tenha interesse em mandar a partida no Ipatingão. Atlético e Cruzeiro têm público grande na região, e o estádio está liberado para 22,5 mil pessoas", completa. Do interior, o Galo será visitante contra Boa Esporte, Villa Nova, URT, Tupi e Uberlândia.

07/12/2017

Ipatinga tira atacante do sub-20 do América

Vinícius Dias

Campeão da Segunda Divisão mineira, o Ipatinga já deu início, nos bastidores, ao planejamento para a disputa do módulo II em 2018. Depois de perder o atacante Paulo Henrique, artilheiro do acesso, com 19 gols, o clube do Vale do Aço alinhavou a contratação de uma nova peça para o setor ofensivo. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, trata-se de Vitinho, que atualmente defende o sub-20 do América.

Sai Paulo Henrique, chega Vitinho
(Créditos: FMF/América/Divulgação)

O atacante, de 20 anos, será apresentado pelo Tigre em janeiro. Vitinho, que chegou ao Lanna Drumond em maio, após se destacar no Campeonato Mineiro com a camisa do América de Teófilo Otoni, marcando três gols em seis partidas, tem contrato até o próximo dia 31. Neste semestre, pelo Coelho, participou de dez jogos da campanha que valeu o quinto lugar no estadual da categoria sub-20, conquistado pelo Atlético.

Treinador e titulares renovam

Titulares na campanha do acesso, o goleiro Alencar, o volante Denilson e os laterais Júlio e Douglas renovaram para 2018. Eugênio Souza segue no comando. Até o momento, a principal baixa foi o atacante Paulo Henrique. O ex-atleticano assinou com o Coimbra, clube ligado ao Banco BMG, e deve ser emprestado. Durante a Segunda Divisão, o camisa 9 foi observado pelo Atlético/PR e recusou proposta do Londrina.

06/12/2017


Atleticano tem o 3º melhor rendimento entre 33 técnicos; Santos e
Palmeiras emplacam quarteto no G8, e cruzeirense termina em 10º

Vinícius Dias*

Estreante no Campeonato Brasileiro, o paulistano Fábio Carille soltou ainda na 35ª rodada o grito de campeão com o Corinthians. No último domingo, com dez partidas simultâneas, a emoção ficou por conta da disputa das vagas na Copa Libertadores e da definição dos dois últimos rebaixados à Série B de 2018. Mas, afinal, como estaria a classificação final se a disputa, em vez de clubes, levasse em conta o desempenho dos treinadores?


Em 38 rodadas, 45 comandantes trabalharam em 20 clubes. Avaí, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio tiveram apenas um. Atlético/MG, Atlético/PR, Bahia, Chapecoense e Vitória trocaram três vezes cada. O Blog Toque Di Letra fez um levantamento dos números dos 33 que participaram de pelo menos 20% da Série A - oito jogos. Os resultados foram atribuídos a interinos apenas em casos de saída de efetivos.

Oswaldo teve 59%, e Mano Menezes 50%
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético/Bruno Faleiro/Cruzeiro)

Os desempenhos foram divididos em quatro faixas, tomando a média geral - 45,2% de aproveitamento - como corte. Número de jogos e saldo de gols durante o trabalho foram os critérios de desempate adotados. Os casos mais curiosos são o de Chapecoense, que terminou em oitavo na Série A, mesmo mantendo o vice-lanterna Vinícius Eutrópio por 11 rodadas, e Atlético, nono colocado, que teve o terceiro colocado Oswaldo de Oliveira.

Melhores aproveitamentos:

Fábio Carille (Corinthians) - 38 jogos - 63,2%
Elano (Santos) - 9 jogos - 59,3%
Oswaldo de Oliveira (Atlético/MG) - 13 jogos - 59%
Levir Culpi (Santos) - 25 jogos - 58,7%
Alberto Valentim (Palmeiras) - 11 jogos - 57,6%
Renato Gaúcho (Grêmio) - 38 jogos - 54,4%
Zé Ricardo (Flamengo e Vasco) - 35 jogos - 54,3%
Cuca (Palmeiras) - 27 jogos - 54,3%

Acima da média:

Paulo César Carpegiani (Bahia) - 12 jogos - 52,8%
Mano Menezes (Cruzeiro) - 38 jogos - 50%
Reinaldo Rueda (Flamengo) - 18 jogos - 50%
Gilson Kleina (Ponte Preta e Chapecoense) - 34 jogos - 49%
Fabiano Soares (Atlético/PR) - 24 jogos - 48,6%
Daniel Paulista (Sport) - 9 jogos - 48,1%
Dorival Júnior (Santos e São Paulo) - 30 jogos - 46,7%
Jair Ventura (Botafogo) - 38 jogos - 46,5%
Vagner Mancini (Chapecoense e Vitória) - 33 jogos - 45,5%

Abaixo da média:

Roger Machado (Atlético/MG) - 15 jogos - 44,4%
Preto Casagrande (Bahia) - 9 jogos - 44,4%
João Paulo Sanches (Atlético/GO) - 24 jogos - 43,1%
Pachequinho (Coritiba) - 15 jogos - 42,2%
Abel Braga (Fluminense) - 38 jogos - 41,2%
Rogério Micale (Atlético/MG) - 9 jogos - 40,7%
Milton Mendes (Vasco) - 21 jogos - 39,7%
Luxemburgo (Sport) - 27 jogos - 38,3%
Jorginho (Bahia) - 14 jogos - 38,1%
Claudinei Oliveira (Avaí) - 38 jogos - 37,7%
Eduardo Baptista (Atlético/PR e Ponte Preta) - 24 jogos - 36,1
Marcelo Oliveira (Coritiba) - 23 jogos - 34,8%

Piores aproveitamentos:

Rogério Ceni (São Paulo) - 11 jogos - 33,3%
Alexandre Gallo (Vitória) - 11 jogos - 33,3%
Vinícius Eutrópio (Chapecoense) - 11 jogos - 30,3%
Doriva (Atlético/GO) - 10 jogos - 16,7%

*Atualizada às 19h40

05/12/2017

Meia-atacante Élber é alvo do futebol turco

Vinícius Dias

Pouco aproveitado pelo técnico Mano Menezes na reta final do Campeonato Brasileiro, Élber poderá respirar novos ares na próxima temporada. O meia-atacante cruzeirense foi alvo de sondagem de um clube da Turquia. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, a expectativa é de que o interesse se concretize e a proposta chegue por meio de um emissário que embarcou para o país europeu nos últimos dias.

Élber retornou ao clube celeste em 2016
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Embora a diretoria celeste ainda não tenha sido contatada para tratar da possibilidade de transferência, a projeção nos bastidores é de que uma operação para tirar o camisa 23 em definitivo da Toca da Raposa II giraria em torno de € 3 milhões, cerca de R$ 11,5 milhões. Detentor de 30% dos direitos econômicos, no entanto, o Cruzeiro dificilmente aceitaria liberá-lo embolsando apenas as cifras correspondentes a esse percentual.

Tratativas frustradas desde 2015

Élber fez 39 jogos neste ano, 15 como titular, marcando um gol e dando uma assistência. No primeiro semestre, a Raposa chegou a dar sinal verde para a ida para o Botafogo no acordo que culminou na vinda de Sassá, mas o meia-atacante recusou, a exemplo do que havia feito em 2015, na negociação que traria Cícero, à época no Fluminense. Com vínculo até dezembro de 2018, o alagoano já poderá assinar pré-contrato em julho.

04/12/2017

Cerezo e voto de sócios na pauta da oposição

Vinícius Dias

Heptacampeão mineiro com a camisa do Atlético entre as décadas de 1970 e 1980, o ex-volante Toninho Cerezo receberá um convite para voltar ao clube caso Fabiano Lopes Ferreira seja o sucessor de Daniel Nepomuceno na presidência. "Esse é um nome que está muito fortalecido em nosso grupo", confirmou o candidato de oposição ao Blog Toque Di Letra. O pleito acontecerá no próximo dia 11. O empresário enfrentará a chapa encabeçada pelo advogado Sérgio Sette Câmara.


A intenção de Fabiano Lopes Ferreira, se eleito, é ter Toninho Cerezo como diretor de futebol ou responsável pelas categorias de base do Atlético. Semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1999 à frente do Vitória, o belorizontino também teve experiência no Galo, mas fez carreira como treinador no futebol asiático, passando por Arábia Saudita, Emirados Árabes e Japão, onde trabalhou por oito temporadas. Desde a saída do Kashima Antlers, em julho de 2015, no entanto, está sem clube.

Candidato quer Cerezo como dirigente
(Créditos: Vinícius Dias/Blog Toque Di Letra)

Com as eleições presidenciais marcadas para apenas 37 dias antes da estreia na próxima temporada - diante do Boa Esporte, em Varginha, pelo Campeonato Mineiro -, o candidato também já vislumbra a montagem do elenco alvinegro. Os primeiros movimentos do grupo de situação, conforme antecipado na semana passada, indicam busca por seis reforços. Por parte da oposição, o foco é a diminuição da média de idade do plantel, abrindo espaço para os pratas da casa de forma gradativa.

Direto de voto ao sócio-torcedor

A uma semana da eleição, Ferreira se mostra confiante. "A ideia está sendo bem aceita. Tenho recebido muitas manifestações de apoio, não só de conselheiros, mas também de torcedores", afirma o empresário, que defende a ampliação do colégio eleitoral do clube, hoje restrito aos conselheiros. "Temos dez itens em nossa pauta que pretendemos implementar. Um dos mais fortes é dar ao torcedor da Vila Olímpica, do Labareda e ao sócio-torcedor o direito de voto para presidente", detalha.

03/12/2017

Perrella, Wagner, Gilvan e o novo Conselho

Vinícius Dias

Após a batalha judicial que opôs os atuais presidentes do clube e do Conselho Deliberativo, o Cruzeiro realizou nesse sábado a eleição de associados conselheiros para o triênio 2018/2020. Entre beneméritos, natos, associados conselheiros e suplentes com mandato até 31 de dezembro e associados do clube social, o pleito reuniu 539 votantes no Parque Esportivo do Barro Preto. De acordo com levantamento realizado pelo Blog Toque Di Letra, quase 25% do quadro de efetivos foi alterado.


Diante da vitória da chapa Somos todos Cruzeiro, o senador Zezé Perrella, que estará à frente do Conselho Deliberativo pelos próximos três anos, e o presidente eleito Wagner Pires de Sá se consolidaram como principais forças políticas do clube celeste. Apoiador da chapa Pelo Cruzeiro Tudo, Do Cruzeiro Nada, que teve o registro indeferido, o atual mandatário, Gilvan de Pinho Tavares, perderá importantes aliados ao fim deste mês. 53 das 220 vagas terão novos ocupantes a partir de 2018.

Eleição redefiniu força de lideranças
(Créditos: Jaci Silveira/Cruzeiro/Divulgação)

Na reconfiguração, deixam o Conselho nomes como o ex-vice de futebol Bruno Vicintin; o atual superintendente da base, Antônio Assunção; o vice-presidente do Sada Cruzeiro, Alberto Medioli; além de quatro familiares de Gilvan. Por outro lado, entre os novos efetivos estão o ex-supervisor do departamento médico Daniel Baumfeld; Paulo César Freitas, ex-prefeito de Nova Serrana e candidato apoiado pelo Cruzeiro nas eleições da Federação Mineira de Futebol em 2014; e Wellington Magalhães, vereador na capital.

Recurso negado na sexta-feira

Nos bastidores, é cogitada a possibilidade de a disputa voltar a ganhar contornos judiciais. Na sexta-feira, hora após a revogação da liminar que suspendia o pleito desse sábado, aliados da atual diretoria tiveram recurso negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

02/12/2017

11 torcedores em campo e o Cruzeiro ideal

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Eu vou parar de acompanhar o Cruzeiro. Sim. Pelo menos até 17 de janeiro de 2018, tirarei férias. Assim que o árbitro apitar o fim do jogo contra o Botafogo, neste domingo, vou tentar não me envolver com o clube, em especial com especulações. Farei diferente no ano que vem. Não vou criticar contratações e tampouco esperar por nomes específicos. Sei que aqui é Cruzeiro, mas não consegui não pensar no que teria acontecido se tivesse sido nosso staff de futebol a contratar, com todo o respeito, Cortez, Jael, Léo Moura, entre outros, para a disputa de Libertadores. Seria uma corneta desenfreada. Inclusive de minha parte, acredito.


Entretanto, malgrado o time gaúcho tenha nos superado no número de conquistas do maior torneio sul-americano, podemos e devemos tirar algumas lições para aplicar em nossa realidade. Não vejo o grupo do Cruzeiro tão bom que não precise de reforços, porém também não o acho tão ruim a ponto de precisar de uma caravela cheia de jogadores vindos sabe-se lá de onde. É preciso planejamento. Saber onde estão nossas limitações, pontos fracos e, com planejamento, contorná-los.O Grêmio fez isso brilhantemente. Deu tempo ao tempo e, com um trabalho relativamente longo para os padrões brasileiros, chega agora ao ápice sem ter feito loucuras.

Thiago Neves: símbolo do penta celeste
(Créditos: Marcello Zambrana/Light Press/Cruzeiro)

Não quero aqui defender que contratemos apenas apostas, atletas relegados, questionados ou que passam por má fase por aí. Contudo não creio que o caminho seja acreditar que a solução para enfrentar o ano que nos espera esteja nas individualidades, em nomes que podem chegar e não dar o retorno esperado apesar do alto investimento. Chegou a hora de o Cruzeiro voltar a formar um grupo que saiba o peso da camisa que veste, que lute até o fim para honrar as tradições do clube e não abra mão de disputar nenhum centímetro de gramado enquanto houver chances. O elenco está no caminho certo: vejo um espírito de união incomum.

Empréstimo sem direitos fixados

Em suma, amigo leitor, além de bons jogadores, gostaria que o Cruzeiro entrasse em campo com '11 torcedores'. Homens que levem a campo toda a energia, vibração e responsabilidade que um de nós teria. Foi isso que senti na quarta-feira quando vi a entrega tática, técnica e física dos gremistas. Talvez seja isso que precise ainda ser trabalhado para que no ano que vem tenhamos ainda mais sucesso. Sou muito grato pelo penta da Copa do Brasil. Foi fantástico. Inesquecível. É essa pegada que não se pode perder. Seja quem for que vestir a camisa celeste, apoiarei e cobrarei proporcionalmente ao desempenho, não ao nome estampado nas costas.

Fábio: número 1 da história do Cruzeiro
(Créditos: Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

Quero muito que os personagens que guardaremos na memória sejam lembrados pelo que construíram, constroem e construirão aqui no Cruzeiro Esporte Clube, independentemente da fama além de nossas fronteiras. Conhece-te a ti mesmo, meu Cruzeiro querido. Enquanto isso, em frente, pois domingo temos nosso último encontro neste ano.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

01/12/2017


Com dados de 270 mil jogos, pesquisa destaca semelhanças entre
futebol e handebol; sorte tem peso menor no basquete e no vôlei

Vinícius Dias

A bola não entra por acaso. Foi este o título dado pelo espanhol Ferran Soriano, ex-vice presidente financeiro do Barcelona, a seu livro sobre gestão. Mas, nos gramados e nas quadras, até que ponto a habilidade sobrepõe à sorte? Estudo realizado por um grupo de pesquisadores do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ajuda a responder essa pergunta. A análise de 270.713 jogos referentes a 1.503 temporadas, de 84 países e quatro esportes, deu origem ao artigo Luck is hard to beat: the difficulty of sports prediction.


"O papel da sorte e da habilidade varia de esporte para esporte. Enquanto no futebol é necessário que uma equipe tenha um nível de habilidade muito maior ou menor para se destacar, no basquete, como há muitos eventos de pontuação, o papel da sorte na definição dos resultados é menor. Observamos que, nas ligas de futebol, a grande maioria das equipes tem habilidades similares, ou seja, se removermos de uma a três, qualquer outra poderia ser campeã ou rebaixada. No basquete, o nível varia bastante", destaca Pedro Olmo, um dos autores, ao Blog Toque Di Letra.

Pesquisa analisou de futebol a vôlei
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

O trabalho, que teve início em 2015, foi realizado em conjunto com os pesquisadores Raquel Aoki e Renato Assunção. Embora o grupo evite uma resposta definitiva, os dados sinalizam que a maior ou menor aleatoriedade de uma competição está ligada a dois fatores. "Nossa conjectura é de que são o nível de profissionalismo e dinheiro envolvidos, além da quantidade de eventos de pontuação. Imaginemos que fosse instituído que um escanteio no futebol valesse meio gol, por exemplo: o papel da habilidade na tabela final do campeonato seria maior", argumenta o professor.

Uso de coeficiente de habilidade

A influência nos resultados foi medida a partir de um coeficiente com variação entre o infinito negativo e 1. "Quando é próximo de 1, praticamente toda a classificação pode ser explicada pela diferença de habilidade. Próximo de 0 indica que as habilidades são muito similares, e a liga é praticamente definida pela sorte. Coeficiente negativo e significativamente diferente de 0 ocorreu apenas em Gana e Argélia, em 2015. A pontuação é mais homogênea do que se decidisse jogando uma moeda", explica. Na Argélia, por exemplo, os 16 clubes tinham chance de título a quatro rodadas do fim.

(Créditos: Acervo da Pesquisa/DCC/UFMG)

Na comparação entre esportes, o vôlei se assemelha ao basquete. Já o handebol tem relação com o futebol, com a sorte sendo fundamental. "É curioso que no handebol há muitos eventos de pontuação. Nossa conjectura é de que, por ser menos popular e ter menos recursos financeiros, há menor disparidade entre as equipes", pontua Pedro, assinalando a importância do tema. "Ligas esportivas alimentam um negócio bilionário, que inclui televisão, propaganda, mercado de apostas. A melhor compreensão da previsibilidade beneficiará o público, os atletas e os empresários".

Da Copa do Brasil ao Brasileirão

No futebol, a principal diferença entre o Campeonato Brasileiro e as ligas europeias é a alternância das equipes que se destacam pela habilidade. Neste ano, foi a vez do Corinthians. "O estudo envolveu apenas campeonatos de 2007 a 2016. No entanto, analisamos o primeiro turno de 2017 e verificamos que somente uma equipe se destacava pela habilidade: o Corinthians. Na mesma época, nossa metodologia apontava que Cruzeiro e Flamengo tinham níveis de habilidades similares e que a sorte poderia definir a Copa do Brasil, o que a decisão nos pênaltis corroborou", ressalta.

Habilidades similares na Copa do Brasil
(Créditos: Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

O cenário da conquista do Timão, que recebeu a taça no último domingo, relembra os dois títulos do Cruzeiro sob o comando de Marcelo Oliveira, em especial o de 2014. "Em 2013, o Cruzeiro também se destacou pela habilidade. Definitivamente, não foi sorte de campeão. O que aconteceu foi que, após o título (na 34ª rodada), o time deixou de ganhar, fazendo com que seus números finais não fossem tão diferentes do desempenho de um ganhador de um campeonato em que a sorte governa os resultados", detalha. Habilidade ou sorte? A partir de agora, a ciência responde.