08/05/2017

Posse celeste x eficiência alvinegra

Vinícius Dias

Leonardo Silva intercepta o passe de Henrique para Arrascaeta. A jogada termina com Robinho acionando Fred pela direita e se deslocando para a área disposto a receber e a estufar as redes de Rafael. 1 a 0, logo aos 12 minutos, em um lance que resume o clássico desse domingo: o Cruzeiro tendo a posse de bola, mas com dificuldade de construir as jogadas, diante de um Atlético preciso no momento da definição. Fim da invencibilidade celeste no estadual e comemoração do time cuja estratégia melhor funcionou no decorrer dos 180 minutos.


Derrotado nos clássicos de 1º de fevereiro e 1º de abril, Roger Machado chegou à decisão mais resguardado e abrindo mão da bola - estatística na qual havia sido superado em apenas uma das primeiras 20 partidas da temporada. Nos últimos dois domingos, o time da posse se transformou no time eficiente sem ela. No Gigante da Pampulha, o Cruzeiro foi melhor, mas não conseguiu entrar na área. O duelo de volta, na Arena Independência, teve domínio alvinegro com a combinação entre desarme e toques rápidos nas chegadas ao ataque.

Cruzeiro teve a bola, mas foi dominado
(Créditos: Washington Alves/Cruzeiro)

Precisando agredir mais para reverter a vantagem, o Cruzeiro esbarrou nas escolhas de Mano Menezes. Embora o discurso pré-jogo indicasse mudanças, o treinador manteve a formação ofensiva que havia sucumbido à marcação na ida. Com Rafael Sóbis e Thiago Neves mal, o time não tinha ideias nem poder de fogo e não acertou uma finalização sequer nos primeiros 45 minutos. As melhores chance surgiram na etapa final, após a entrada de Ábila, que fez um gol aos 7' e alimentou as esperanças celestes até os 24', quando Elias deu números finais.

O Cruzeiro teve mais posse, mas pouco conseguiu incomodar.
O reinventado Atlético, mesmo sem a bola, foi mais eficiente.

2 comentários:

  1. Time do Mano tem medo de fazer gol. Deixa o centroavante no banco e obriga os jogadores técnicos (Arrascaeta, Sóbis, Neves) a marcar ao invés de criar. Vai ser assim o ano inteiro, time de qualidade jogando uma bolinha quadrada.

    ResponderExcluir
  2. Realmente o cruzeiro deveria ter matado o jogo no mineirão, quando o galo entrou para não perder. Robinho e Ezequiel fizeram falta, principalmente Robinho na armação das jogadas.
    O Roger alterou o time para não perder e acabou dando outro resultado, tipo "Alvares Cabral querendo ir para India e veio parar no Brasil".
    Ai deu entrevista com a historia que inventou 'O Losango torto' colocando o Adilson para Jogar.
    O fato é que se perde a torcida não iria só amassar carros e apontar dedo no nariz de jogador ( Absurdo ) e isso acabou motivando os jogadores.

    ResponderExcluir