10/04/2018

Quando tá valendo, o Cruzeiro é campeão!

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul! Salve, salve, campeões mineiros!

Apesar dos pesares e do tropeço de 1º de abril, o Cruzeiro soube se impor técnica, física e psicologicamente diante de seu adversário e confirmou aquilo que a primeira fase da competição já havia deixado claro: somos o melhor time do futebol mineiro neste começo de temporada. Todos sabem que o comportamento da equipe no primeiro confronto da decisão, na Arena Independência, foi lamentável e que, muito mais do que mudanças de peças e de táticas, o mais importante para reverter o quadro que se apresentava perigoso seria a mudança de postura.


Pois bem, diante de nossa imensa e apaixonada torcida, que não liga títulos, viradas e vitórias a milagres, mas sim ao trabalho e à dedicação de todos os envolvidos, o Cruzeiro começou o clássico de volta em alta rotação e já colocando fogo na partida logo de cara. De saída, Edílson mostrou que é dono incontestável da posição e que sempre fará falta quando ausente, assim como fez no duelo de ida. Com uma jogada que misturou calma, bom posicionamento e técnica, o lateral colocou a bola na cabeça de Arrascaeta para dar números iniciais ao confronto. O uruguaio, sempre muito participativo em decisões, outra vez mostrou que gosta de jogo grande.

Decisivo, Thiago Neves festeja título
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Daí para frente, com as arquibancadas inflamadas e o time ciente do que tinha em mãos, coube ao rival o passo seguinte para nosso triunfo. Com menos de 30 minutos, toda aquela certeza de título estampada no rosto alvinegro depois do terceiro gol na primeira partida sucumbia simultaneamente à calma dos jogadores em campo. Com a tensão quase que palpável que se instalara no Mineirão pulsante, alguns dos destaques do outro lado não conseguiam disfarçar o nervosismo e, seja lá como e por que for, caíram na pilha e deixaram seu time em maus lençóis. Com um jogador a mais, a Raposa teve cancha para dominar ainda mais a partida.

Gol de Thiago Neves sela título

Mas não foi tão simples como parecia. Com um a mais, o Cruzeiro diminuiu o ritmo e chegamos ao intervalo com mais posse, evidentemente, mas com a sensação de que o time tinha dificuldades para fazer valer a vantagem numérica. Eu, particularmente, estava tranquilo. Tinha quase certeza de que mais hora, menos hora, faríamos o gol. Meu receio era o comportamento do time após o tento. Mal começou a etapa final e meu receio foi desfeito. Thiago Neves, outro que não foge à batalha, mas estranhamente foi tão apagado quanto a equipe nos dois últimos jogos, tornou a ser decisivo e empurrou a bola para o fundo do barbante.

Arrascaeta abriu o placar no Mineirão
(Créditos: Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Daí para frente, só não aumentamos o placar porque o time preferiu não correr riscos e administrou o tempo que lhe separava do título com exímia paciência e domínio quase total das ações. Sinceramente, acho muito perigoso passar tanto tempo trabalhando pela manutenção de um resultado tão apertado. Mas, dadas as circunstâncias, só me resta parabenizar a comissão técnica e os atletas que souberam se impor e não sofreram pressão em momento algum. Claro que a vantagem numérica contribuiu, mas convenhamos: ninguém falou em reviravolta histórica ou qualquer outra expressão que pudesse dar ao título aspecto de surpresa.

O Cruzeiro fez por merecer o título. Da mesma forma, faria por merecer perdê-lo se não tivesse mudado a tempo de colocar as coisas em seu devido lugar. Nosso time é, por ora, superior aos demais. É hora de curtir o título, de dar aquela zoada básica no rival, mas sem esquecer que teremos batalhas muito maiores e mais difíceis ao longo do ano. O tropeço de 1º de abril não poderia significar terra arrasada na Toca II. Seria injustiça diante dos resultados já conquistados. Por outro lado, o título não pode mascarar as deficiências que a equipe ainda apresenta. Seria perigoso, visto que estamos muito longe de termos sido devidamente testados.

Força, Cruzeiro! Que venham mais taças. Tá valendo!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

7 comentários:

  1. Eu ainda experimentava o Robinho no lugar do Henrique, entrando o Rafinha. Acho o Henrique um cara legal, mas sem vibracao para jogo grande.

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  2. o titulo nao pode mascarar nossas dificuldades.e sao muitas
    henrique e ariel no meio nao pode.
    os dois sao sonolentos.

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  3. Concordo com vc Alexandre de Oliveira. Dentre as dificuldades cito o conservadorismo do Mano. Com a expulsão do Otero, o Rafinha já deveria ter entrado como o Sassá tbm, pois o Sóbis, como sempre, uma negação. Jogamos com menos 1. Ele não passou de um expectador privilegiado por estar dentro do campo. Mais uma vez, ele não jogou nada do nada e continua titular. Nosso meio de campo não pode ser Henrique/Cabral. O Cabral hj marca melhor que o Henrique e quando da passes é tbm mais eficiente. No jogo de º de Abril as Frangas fizeram gols pq o Mano escalou errada nossa zaga e ele tem feito isto várias vezes. Lembra do Henrique de zagueiro contra o Bahia no BR

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  4. Boa tarde, Cruzeiro deveria ter mantido Hudson volante versátil rouba muito bem a bola e sai para o jogo com certa facilidade. A esperança no ataque é este jovem atleta David, joga muita bola e será nossa referência no ataque. Abs

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  5. O Cruzeiro não pode deixar de ter um centro-avante nato. Eu penso no Sassá em boa forma física e técnica como titular. Eu discordo dos amigos quanto ao Henrique. Ele é um lutador cascudo, embora cometa erros de passes grotescos às vezes Gosto também do Cabral. Obviamente que , durante os jogos, o Mano tem que mexer. O que me irrita no Mano é que, quando tem que matar o adversário, ele mexe pra recuar o time e segurar o resultado

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  6. O Cruzeiro, precisa arrumar a defesa, e um bom cabeça de área. A defesa, é muito fraca, e Henrique e Ariel Cabral, já ão aguentam mais o pique de grandes jogos. O Brasileirão 2.018, começa o próximo sábado. Já passou da hora de acordar.

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  7. Quer dize que o jogo que o cruzeiro perdeu na Argentina não tava valendo? Contra o Vasco não tava valendo? Contra o GALO na derrota de 3 x 1 não tava valendo?

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