20/01/2018

O novo Cruzeiro e a ótima primeira impressão

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Finalmente acabou o recesso e, depois de quase um mês e meio, o Cruzeiro nosso de cada meio e fim de semana voltou para preencher o vazio deixado quando terminou a temporada de 2017. Ano novo, caras novas, desafios e postura novas. Pelo menos é isso que espero para o maior de Minas e para sua imensa torcida. A julgar pela movimentação no mercado e pela estreia, na quarta-feira, diante do Tupi, não estou longe da realidade.


A nova diretoria, apesar de todo o imbróglio que envolveu sua eleição, se comportou muito bem perante a realidade do futebol brasileiro e conseguiu, com contratações pontuais e a dispensa/empréstimo/negociação de jogadores que já não tinham mais espaço, melhorar consideravelmente o nível do grupo. Mesmo que não tenha sido em grande quantidade, veio a calhar. Todos já estão fartos de saber os nomes tanto dos que chegaram quanto dos que partiram. Sendo assim, é dispensável que eu pormenorize.

Raposa derrotou o Tupi na estreia
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro)

A questão principal é que Mano Menezes começa 2018 com praticamente tudo o que tem de melhor à disposição e com a maioria das carências que a equipe vinha apresentando nos últimos anos contornada. É claro que sempre é possível melhorar ainda mais as coisas, entretanto não vejo mais nenhuma necessidade pungente e que mereça uma busca específica no já limitado mercado atingível para os clubes brasileiros. Negócios de ocasião que venham trazer ainda mais qualidade sempre serão bem-vindos, porém não estou preocupado com isso neste momento.

Fim das férias e reestreia no azul

Quero muito curtir o Cruzeiro neste ano, o tanto que ele me permitir. Confesso que quase não me envolvi em conversas que tratavam de especulações acerca de nomes, de valores, de escalações hipotéticas. Tirei férias junto com o Cruzeiro e guardei toda minha paixão para o ano que nos espera. Na estreia, apesar de saber que se tratava de início de temporada e que, nesses casos, é comum o freio de mão ainda estar meio puxado, fiquei surpreso com o volume de jogo apresentado pelo time. Achei que seria uma estreia mais burocrática do que qualquer outra coisa.

Camisa 9 teve boa movimentação
(Créditos: Bruno Haddad/Cruzeiro)

Gostei muito da movimentação ofensiva da equipe e da imposição que os jogadores demonstraram durante quase toda a partida. Apesar de o placar ter sido até modesto, fiquei muito satisfeito com a primeira impressão que tive acerca da equipe que, assim como em 2017, começa a temporada mais forte do que estava no ano anterior. Isso é algo que pode nos ser de grande valia na comparação com outros times. A continuidade do trabalho, aliada às novas possibilidades que o plantel oferece, é um fator do qual, tenho convicção, Mano saberá tirar o melhor proveito possível.

No mais, já estou ansioso pelas próximas pelejas que nos esperam no decorrer deste ano que mal começou. Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

3 comentários:

  1. Eu também penso igual a você Blogueiro. Fiquei surpreendido com a nova postura do Time mesmo tendo o Mano como treinador. Jogou como nos áureos tempos no figurino do nosso DNA ofensivo, leve, ligeiro. Estou muito esperançoso e gratíssimo à nova direção por ter restaurado o respeito de nosso grande Clube perante a mídia e aos invejosos de plantão.

    Tenho acompanhado pela FOX os jogos do Racing e demais clubes argentinos. Eles estão se preparando com afinco para nos enfrentar. Não existe bola perdida e todo mundo joga com uma intensidade incrível. No Independiente está surgindo um novo Messi: Maximiliano Meza. é um baixinho encardido. Põe a bola nos pés e passa por 3 ou 4 como quer, usando a velocidade e a precisão dos dribles. Não é egoísta, pois quando chama o jogo para si, lança os companheiros melhor colocados e marca também. Um senhor CRAQUE! Se o Itair que é um expert nessa área colocar o Radar nele, seria um gol de placa sua contratação, porque além disto é muito jovem, 22 anos e temos moeda de troca: Mancuello ou Cabral para facilitar a negociação.
    Saluti Celesti e rumo aos 200.000 sócios torcedores.

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  2. Você tem minha admiração por ser do fantástico estado do RS,e torcer para o nosso amado Cruzeiro.Concordo com tudo que você disse,não entendo porque esse relacionamento bonito entre dirigentes e torcida não aconteceu antes,vamos longe por causa disto.A estreia realmente foi dos sonhos,42 mil torcedores contra um time pequeno é algo animador e deve ser comemorado.A manutenção dos nomes importantes foi essencial,principalmente do Mano,profissional perfeito.

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