16/03/2018


De acordo com borderôs, clube celeste teve receita líquida de R$ 1,3
milhão; FMF lucrou mais que os outros 11, e Coelho pagou para jogar

Vinícius Dias

O Campeonato Mineiro reuniu 440.315 torcedores nas arquibancadas ao longo da primeira fase, movimentando mais de R$ 3,4 milhões líquidos para os clubes, conforme levantamento realizado pelo Blog Toque Di Letra a partir dos borderôs. Nem todos os participantes, no entanto, tiveram motivos para comemorar. 29 das 66 partidas - quase 44% do total - terminaram com prejuízo para o mandante. O vice-líder América, por exemplo, chega às quartas de final com saldo negativo de R$ 211,3 mil.


Embora não tenham fechado a fase de classificação no vermelho, Boa Esporte, Caldense, Tombense, Tupi e Villa Nova também enfrentaram adversidades, com prejuízo em pelo menos quatro jogos. O quinteto só teve lucro quando recebeu Atlético ou Cruzeiro. O time de Tombos, curiosamente, registrou diante da Raposa a maior renda líquida do estadual: R$ 553.747,88, com 14.751 presentes no Ipatingão. O duelo de maior prejuízo foi América x Caldense: receita líquida de -R$ 53.456,21.

Dérbi teve renda líquida de R$ 394 mil
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A boa campanha do líder Cruzeiro, com oito pontos de vantagem sobre o América e 11 sobre o Atlético, se refletiu nas arquibancadas. Recordista de público, com quase 191 mil torcedores ao Mineirão em seis partidas, o clube celeste também teve o maior faturamento: renda líquida de R$ 1.314.436,68. O alvinegro, por sua vez, arrecadou R$ 619.294,94 em cinco jogos na Arena Independência. Além dos rivais, apenas Democrata, Patrocinense, Uberlândia e URT tiveram lucro em todas as rodadas em casa.

Federação à frente de 11 times

Com direito, por regulamento, a 10% da renda bruta de todos os jogos - podendo, a seu critério, repassar 1,5% para a liga local em partidas disputadas no interior -, a Federação Mineira de Futebol arrecadou mais do que 11 dos 12 participantes do estadual. O Cruzeiro foi a exceção. A organizadora faturou R$ 634.068,72 com os 66 confrontos da primeira fase, já considerando os repasses às ligas locais. A média ultrapassou R$ 57,6 mil por rodada para os cofres da FMF.

(Arte: Vinícius Dias/Blog Toque Di Letra)

Com participação na renda líquida dos duelos, as administradoras da Arena Independência e do Mineirão também fecharam a fase de classificação com saldo superior ao de seis clubes, incluindo o América. O Horto, somando as partidas de Coelho e Galo, faturou R$ 149.966,05 - 36,8% da receita líquida total gerada em 11 jogos no estádio. O Gigante da Pampulha, por sua vez, somou R$ 121.880,05 - 8,5% da receita líquida acumulada nos seis confrontos do Cruzeiro como mandante.

Média de público e força da TV

Em 11 rodadas, o Mineiro teve média de 6.671 presentes por jogo. O clássico entre Cruzeiro e América registrou o recorde: 50.794 torcedores. Na contramão, Tombense x Tupi teve o pior público: 606 presentes. Ao todo, 15 confrontos - 22,7% - foram disputados com menos de mil pessoas nas arquibancadas. O Raio-X também evidencia a importância do contrato de TV válido para os clubes do interior: nenhum superou nas bilheterias as cifras arrecadadas com a cessão dos direitos de transmissão.

4 comentários:

  1. Se o Cruzeiro desligar dessa FMF ela fali. Deveriam é abri o olho.

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    1. Poderia assusta-los pra aprenderem a ter respeito.

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  2. Time da segunda divisão queridinho da FMF sempre perdendo pro Maior de Minas..em tdo elas perdem impressionante. Renda, público, renda, visibilidade , lucro, paixão... em.minas existe o Cruzeirao Cabuloso e os outros.

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